Quais os efeitos do acordo comercial EUA-China para a economia e para as ações brasileiras

InfoMoney

Depois de um ano e meio, Estados Unidos e China finalmente assinaram a primeira parte de um acordo comercial. Apesar do alívio que isso trouxe para os investidores com a expectativa de melhora do crescimento global, alguns setores no Brasil, principalmente o agrícola, podem ser afetados negativamente.

Apesar de o acordo apontar para a compra de mais de US$ 200 bilhões em produtos americanos pelos chineses nos próximos dois anos, ainda não se tem muitos detalhes de como estas compras irão ocorrer, o que pode mitigar alguns impactos. Mas, em uma primeira análise, especialistas apontam que o agronegócio brasileiro não deve mais ver o excelente momento vivido desde 2018.

Segundo dados apontados pelo jornal O Globo do economista-chefe para América Latina da consultoria inglesa Oxford Economics, Marcos Casarin, há um risco de queda sobre os US$ 10 bilhões em exportações que os chineses passaram a comprar do Brasil em retaliação às tarifas adotas pelos EUA em 2019.

O valor, apesar de ser referente a apenas 5% dos US$ 223 bilhões totais exportados pelo Brasil no ano passado, não deixa de ser relevante.

Neste cenário, a soja deve ser o insumo mais afetado, já que desde que a guerra comercial teve início, a China aumentou substancialmente a compra da oleaginosa brasileira, levando a um total de 74 milhões de toneladas exportadas no ano passado.

Traders e analistas consultados pela Bloomberg apontam, porém, que o prejuízo não deve ser tão grande quanto parece, já que a tendência é apenas que o cenário volte a ser como era antes da guerra comercial.

Ou seja, a oferta brasileira terá alta demanda no primeiro semestre, quando ocorre a colheita por aqui, enquanto no segundo semestre os EUA devem passar a ter dominância já que ocorre a colheita por lá e o país ganha força competitiva em termos de preço.

A expectativa inicial é que as exportações brasileiras de soja possam recuar em até 10 milhões de toneladas, chegando a 64 milhões.

Para os analistas do Bradesco BBI, os preços da soja deverão ficar sob pressão depois de março deste ano, com a China retomando as compras nos EUA como parte do acordo comercial. Segundo eles, isso deverá impactar a SLC Agrícola (SLCE3), que tem cerca de 40% de seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) proveniente desta commodity.

Eles apontam ainda que a participação do Brasil nas importações de soja da China aumentou de 60% em 2017 para 70% no ano passado por conta da disputa com os EUA. Com o novo cenário, a projeção é que o preço da soja fique em US$ 9,30 por bushel (unidade de medida para os grãos) em 2020 e US$ 11,20/bushel em 2021.

Já no caso do algodão, a equipe do Bradesco não vê um grande impacto para o Brasil, já que as exportações para a China não são tão significativas quando as de soja. Os chineses representam 80% das compras da soja nacional enquanto que, para o algodão, eles são apenas 30%.

Além disso, eles citam que as associações setoriais do país (Ampa e Ibá) recentemente expressaram confiança de que foram capazes de formar relacionamentos duradouros com os clientes na China, dada a qualidade e o preço das mercadorias brasileiras.

Por outro lado, este é mais um campo que pode pesar para a SLC, já que 59% de seu Ebitda vem da commodity. Em uma análise de sensibilidade feita pelos analistas, para cada redução de 5% nos preços do algodão, haverá um corte de 8% no Ebitda projetado para 2021 da companhia.

Proteínas também são impactadas

O setor de carnes também deve ver algum impacto deste acordo, principalmente por conta do atual momento do impacto da gripe suína africana na China, fator este que fez disparar o preço da proteína animal aqui no Brasil já que o país aumentou sua exportação para o gigante asiático.

Porém, a retomada das vendas dos EUA para os chineses deve ser favorável para a JBS (JBSS3) já que a empresa tem mais de 70% de seu Ebitda vindo das operações em terras americanas, apontam os analistas do Morgan Stanley em relatório.

Segundo eles, o acordo “deve ajudar a resolver o descompasso atual da oferta (nos EUA) e da demanda (da China)”.

Os analistas apontam que, por causa da gripe suína, a China aumentou as importações de proteínas de diversos fornecedores e regiões, mas mesmo assim os preços de importação continuaram subindo para todas as categorias de carne.

Do outro lado, os EUA estão enfrentando um excesso significativo de oferta de carne de porco no mercado interno, o que pressionou os preços para baixo. Em meio a isso, a equipe do Morgan aponta que os principais frigoríficos dos EUA já decidiram parar de usar ractopamina (um aditivo alimentar animal que é proibido em alguns países), o que para eles é um sinal claro de que as exportações de carne suína dos EUA para a China continuarão aumentando.

No caso específico da JBS, eles destacam ainda que as operações americanas da companhia ainda não tiveram grandes impactos dos efeitos da gripe suína na China como aconteceu aqui no Brasil ou na Austrália, abrindo espaço para um ganho neste novo cenário.

“Embora se possa argumentar que o acordo comercial China-EUA apresenta algum risco negativo para os players de proteína do Brasil, seguimos pensando que os aspectos positivos superam os negativos para a JBS”, concluem.

Reforma administrativa será feita por etapas, diz secretário da Economia

Correio Braziliense

O texto da reforma administrativa que o presidente Jair Bolsonaro prometeu enviar ao Congresso em fevereiro está quase pronto, de acordo com o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel.

Contudo, a matéria será enviada em doses homeopáticas, sendo que, primeiro, uma Proposta de Emenda a Constituição (PEC), com os principais pontos da reestruturação de carreiras da administração federal. Na sequência, viriam projetos de lei ou decretos para a regulamentação da PEC e mudanças nos salários, por exemplo. 

A reforma vai criar um “arcabouço legal” para os servidores, mas não vai mudar a estabilidade ou os postos atuais, segundo o secretário. “As mudanças estruturais serão para os novos, mas os atuais terão alguns ajustes que serão apresentados em fevereiro”, adiantou  ele, nesta quinta-feira (16/01), durante balanço das ações da secretaria em 2019 e apresentação das ações para 2020.

O secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Gleisson Rubin, disse que, por questões legais, essa reforma será feita em etapas. “A reforma administrativa será diferente da previdenciária, porque há matérias constitucionais e infraconstitucionais. E, por conta disso, o projeto vai ter que olhar para todo o ordenamento legal da administração pública”, explicou.

“A reforma será mais do que uma PEC, porque, além dela, teremos que apresentar projetos de lei, projetos complementares e decretos, que vão ter uma sequência”, afirmou, sem dar maiores detalhamentos. Ele contou que, no caso dos salários, será necessário um projeto de lei para qualquer mudança remuneratória para os servidores que serão enquadrados na reforma.

Cargos obsoletos continuarão sendo extintos por meio de instruções normativas e o número de carreiras existentes, atualmente, duas mil, serão reduzidas em uma nova estrutura. Uebel reforçou alguns pontos que não devem ser mudados para os atuais servidores. “A proposta não vai mexer com a estabilidade. Não vai haver mudança nos salários e não vai haver desligamento”, garantiu o secretário. 

Entre as ações empreendidas em 2019 pela secretaria, Uebel destacou 3,7 mil atos normativos revisados , sendo que 3,3 mil deles foram revogados ou extintos. Para este ano, a meta é revisar outros 10 mil com previsão de extinguir 82% desse montante.

Economia global está anêmica e a renda provavelmente vai sofrer, diz ONU

G1

Pessoas em vários países, principalmente na América Latina e na África subsaariana, verão sua renda estagnar ou diminuir este ano, disse a Organização das Nações Unidas nesta quinta-feira (16), em relatório.

Uma década após a crise financeira, a economia global permanece lenta e as tensões comerciais e geopolíticas podem prejudicar ainda mais a recuperação, disse a ONU.

A economia mundial expandiu apenas 2,3% no ano passado, seu ritmo mais lento em uma década, e poderá crescer 2,5% em 2020 se os riscos negativos forem afastados, informou um relatório da ONU.

“Para este ano, há uma esperança de aceleração, mas os riscos e vulnerabilidades negativos permanecem muito significativos”, disse Richard Kozul-Wright, chefe de estratégias de globalização e desenvolvimento da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento e autor do relatório.

“Boa parte da aceleração que vemos para este ano dependem do desempenho de grandes economias emergentes”, disse Kozul-Wright em uma entrevista coletiva, citando Argentina, México, Turquia e Rússia.

Projeções de crescimento

A Organização das Nações Unidas espera que o crescimento permaneça “anêmico” na maioria das economias avançadas, incluindo os Estados Unidos. O Japão pode se sair melhor por causa das Olimpíadas, disse Kozul-Wright.

“Um grande número de países verá realmente estagnação ou declínio na renda per capita este ano, predominantemente na América Latina e na África Subsaariana”, disse ele, sinalizando o fardo do pagamento da dívida e do pagamento de juros.

Na semana passada, o Banco Mundial cortou sua previsão de crescimento global para 2019 e 2020 devido a uma recuperação mais lenta do que o esperado no comércio e no investimento. A instituição também prevê o crescimento de 2020 em 2,5%

Os Estados Unidos e a China assinaram a Fase 1 do acordo comercial na quarta-feira (15), amenizando uma disputa de 18 meses que atingiu o crescimento global.

“O impacto direto das tarifas na desaceleração provavelmente não é tão grande … mas os efeitos indiretos da quebra das cadeias de suprimentos e outras partes dessa história no investimento parecem ser mais significativos”, disse Kozul-Wright.

Porto do Rio de Janeiro se prepara para receber navios de 366 metros

A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) está empenhada para que os terminais conteineiros do Porto do Rio de Janeiro passem a receber navios de 366 metros de comprimento até meados de 2021. Nesse sentido, os integrantes do Grupo de Trabalho (GT) responsável pelos estudos para melhoria do acesso aquaviário do Porto do Rio visitaram, na terça-feira (dia 14), o Centro de Simulação Aquaviária (CSA) da Fundação Homem do Mar (FHM). A instituição possui simuladores de manobras de navios e expertise em análises técnicas de navegabilidade e de risco de operações para comprovar a viabilidade de tráfego dessas grandes embarcações.

A ideia é avaliar a possibilidade de contratação da FHM ou da Universidade de São Paulo (USP) para prestar essa consultoria, pois para mudança do navio-tipo, o GT — composto por representantes da CDRJ, da Marinha do Brasil (MB), da Praticagem do Brasil e dos terminais de contêineres do Porto do Rio de Janeiro — precisa preparar estudos e análises bem fundamentados antes de submetê-los à apreciação da autoridade marítima.

Para o gestor de Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações (VTMIS) do Porto do Rio de Janeiro, Marcelo Villas-Bôas, uma parceria com uma instituição conceituada como a FHM ou a USP será fundamental para o projeto: “As simulações é que permitirão levantar as necessidades referentes a alargamento de canal, modificações no balizamento, dragagem, capacidade dos rebocadores, capacidade do cais dos terminais, entre outros fatores.” Ele explicou que esse navio de 366 metros de LOA e 51 metros de boca foi o motivo do aprofundamento do Canal do Panamá e passou a ser “o navio-alvo, que todos os portos estão buscando receber para também aumentar a movimentação de cargas”.Publicidade

Atualmente, o Porto do Rio de Janeiro recebe navios cargueiros do tipo Post Panamax Plus, de até 340 metros de comprimento e capacidade para até 9 mil TEUs . Já os porta-contêineres de 366 metros são da classe New Panamax e capazes de transportar até 14 mil TEUs em uma única viagem.

Porto de Vitória obtém recorde em receita

Portos e Navios

A Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) apurou em 2019 a maior receita em toda a história do Porto de Vitória: foram R$ 158,4 milhões, um crescimento de 6,42% em relação ao ano anterior.

Esse recorde foi possível graças a fatores como o aumento na movimentação de cargas — que apresentou os melhores resultados desde 2011 — e o reajuste de tarifas. O melhor mês de 2019 foi dezembro, que ultrapassou os R$ 20 milhões.

Outra contribuição importante foi o resultado dos trabalhos da Comissão de Recuperação de Créditos da Codesa. A comissão recuperou R$ 2,5 milhões em 2019. Os dados são das Coordenações de Finanças e Orçamento (CODFOR) e de Planejamento e Desenvolvimento (COPLAD) da companhia.Publicidade

MOVIMENTAÇÃO

A Codesa apurou um crescimento de 4,26% na movimentação de cargas, que totalizou quase 7 milhões de toneladas em 2019, em comparação com o exercício anterior. Foi o melhor resultado desde 2011.

O destaque ficou por conta dos graneis sólidos, que movimentaram 2,944 milhões de toneladas, cujo crescimento foi de 16,4% em relação ao ano anterior. Nesta o bom desempenho foi puxado, especialmente, por adubo e fertilizante, malte e ferro gusa.

O primeiro lugar ficou com adubo e fertilizante, que totalizaram 1 milhão de toneladas, num crescimento de 50,9% em relação a 2018. Foram movimentadas 345 mil toneladas de malte (aumento de 46,5%) e 820 mil toneladas de ferro gusa (cresceu 29% no comparativo com 2018).

Na consolidação dos contêineres os resultados também indicam crescimento: foram movimentadas 2,780 milhões de toneladas de cargas, que representara, aumento de 4,5% no comparativo com 2018. Entre as cargas de destaque estão café em grãos, blocos e placas de mármore e granito.

VEÍCULOS

A importação de carros pelo Porto de Vitória mantém ritmo de crescimento e fechou 2019 com aumento de 16,8% em relação ao ano anterior. Foram desembarcados nos terminais públicos e arrendados 44.035 veículos de diferentes marcas e modelos produzidos em várias partes do mundo.

A empresa Poseidon foi a operadora que mais recebeu carga: 30.313 veículos, representando 68,8% do total importado. O operador portuário Roberto Garófalo avalia que a tendência é de crescimento: “Com a extinção do Programa Inovar Auto e a retomada da economia brasileira, estamos observando uma boa recuperação dos volumes de importação suficiente para criar boas expectativas para o mercado”.

Apesar de distante dos volumes movimentados em 2010 e 2011, há um forte indicativo de retomada da importação: 2019 cresceu em relação ao ano anterior que já havia sido maior que 2017. Nesse contexto, há uma grande expectativa para estre ano.

O operador portuário está otimista. Para Roberto Garófalo, “é forte a expectativa de aumento de volumes, em especial pela chegada de novos modelos, de menor cilindrada, que irão concorrer com os veículos fabricados no Brasil, porém, com novas tecnologias e valor de revenda menor do que os carros nacionais”.
Mas, segundo ele, não significa que o mercado somente irá crescer neste segmento: “As novas tecnologias desenvolvidas pelas montadoras fora do país, em especial no que refere à drástica redução na emissão de poluentes e fontes energéticas alternativas, impactarão positivamente no volume das importações”, avalia.

Porto de Imbituba recebe importação de geradores de energia eólica

Portos e Navios

Na última quarta-feira (15), o Berço 1 do Porto de Imbituba foi palco do desembarque de 16 geradores, com 47 toneladas cada, importados de Hong Kong. Os equipamentos têm como destino a cidade de Bom Jardim da Serra, na serra catarinense, onde serão utilizados na produção de energia eólica.

Para permitir esta operação, foram utilizados guindastes especiais, com capacidades de 100 a 150 toneladas, além de veículos especiais, para o deslocamento dos geradores do berço até o pátio de armazenagem.

O navio da Cosco, “Da Tai”, atracou pela manhã e desatracou no mesmo dia, à noite. A operação portuária foi realizada no período da tarde pela operadora Santos Brasil, arrendatária do Terminal de Carga Geral do Porto de Imbituba. O navio foi agenciado pela Friendship.

Governo criará secretaria para coordenar entrada do Brasil na OCDE

Poder 360

O ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) anunciou nesta 5ª feira (16.jan.2020) que sua pasta terá uma secretaria especial para tratar da entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). Será comandada por Marcelo Gomes, atual sub-chefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais na Casa Civil.

“Esse tema hoje já é coordenado pela Casa Civil, em conjunto com outras pastas, mas queremos dar mais celeridade ao processo e a criação da Secretaria Especial, com equipes dedicadas, vai garantir mais agilidade e eficiência a esse trâmite.”

Segundo o ministro, são exigidos 254 instrumentos legais para acesso à OCDE. Dois não se aplicam ao Brasil. O país já aderiu 81 pontos e 65 estão em análise. Onyx diz que a acessão (avaliação) leva, em média, 3 anos.

O QUE É A OCDE

A OCDE reúne as nações mais desenvolvidas do mundo. Fazer parte do grupo é como ter 1 carimbo de viabilidade para negócios e investimentos.

Isso acontece porque, para ser membro da OCDE, o país deve ter as melhores práticas de governança, de gestão pública, com uma democracia consolidada, instituições sólidas e uma economia sustentável.

As nações que não fazem parte podem iniciar processo para entrar na organização apresentando candidatura. Este processo é dividido basicamente em duas etapas:

  1. candidatura – quando o país se inscreve para ser admitido;
  2. processo de acessão –  quando a organização avalia de fato se o país está apto ou não para ser admitido.

Guedes dirá em Davos que governo tirou Brasil do ‘abismo fiscal’ em seu 1º ano

Poder 360

O governo Jair Bolsonaro tirou o Brasil do “abismo fiscal” já em seu 1º ano. A declaração foi dada pelo ministro Paulo Guedes (Economia) em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues no Poder em Foco, uma parceria do jornal digital Poder360 com o SBT. O programa será exibido no próximo domingo (19.jan.2020).

Na 6ª feira (17.jan.2020), o ministro estará em deslocamento para Davos, na Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial. Durante a viagem, Guedes vai abordar o comprometimento do governo com reformas e destacar feitos da atual gestão.

A nossa ida lá para fora é para dizer para o mundo: olha, ano passado saímos do abismo fiscal, este ano vamos aprofundar as reformas. O Brasil vai acelerar o crescimento, aumentar o ritmo de criação de empregos, investimentos e, naturalmente, os recursos virão de fora. Pode até ser que o dólar desça 1 pouco novamente“, disse.

Questionado sobre a ausência do presidente Jair Bolsonaro, que não poderá ir ao evento internacional por conta de “aspectos econômicos, de segurança e políticos“, segundo o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, o ministro justificou que o chefe do Executivo “está sendo muito exigido“.

Sempre que o presidente entrega a sua mensagem, a imagem do país é fortalecida. O presidente está sendo muito exigido. Ele tem uma viagem logo depois para a Índia, acabou de fazer viagem para a China. Eu, por exemplo, não pude ir à China com ele. Todos os ministros estão se alternando“, declarou.

A entrevista de Guedes no Poder em Foco foi gravada na última 3ª feira (14.jan.2020), em Brasília. O ministro falou sobre os temas prioritários para a economia em 2020, como as privatizações e as reformas administrativas e tributárias.

Guedes comentou a relação com o Congresso Nacional e com o Palácio do Planalto, além de revelar as expectativas sobre o andamento de propostas que tramitam no Senado, como o pacto federativo, a PEC dos fundos e a PEC emergencial.

Sobre o desemprego, o chefe da equipe econômica destacou medidas que podem reduzir os encargos às empresas e permitir a contratação de pessoas que estão na desocupação.

A entrevista com Guedes no Poder em Foco será exibida no SBT no domingo (19.jan), por volta da meia-noite (sempre depois do Programa Silvio Santos). Além da transmissão nacional em TV aberta, a atração também pode ser vista simultaneamente, ao vivo e “on demand” nas plataformas digitais do SBT Online e na íntegra no canal do YouTube do Poder360.

Empresa que controla Google alcança US$ 1 trilhão em valor de mercado

Poder 360

A Alphabet, holding que controla todas as empresas do grupo Google, atingiu pela 1ª vez o valor de mercado de US$ 1 trilhão. A cifra foi atingida ao fim da tarde desta 5ª feira (16.jan.2020). O movimento já era esperado pelo mercado desde o início da semana. A ação fechou com alta de 0,87%. Só no último mês, a empresa ganhou quase US$ 1 bilhão em valor de mercado.

O marco é alcançado em meio a mudanças na gestão da empresa. No fim do ano passado, os fundadores da Google, Sergey Brin e Larry Page, deixaram os cargos de presidente e CEO da Alphabet após 21 anos. Sundar Pichai, que comandava a área de internet da companhia, acumulou os cargos. Segundo analistas, a gestão de Pichai deve ser mais sóbria e segura, com apostas menos ousadas.

Até o momento, as únicas outras empresas de capital aberto que atingiram o valor trilionário são as norte-americanas Apple e Microsoft, de tecnologia, e a petroleira saudita Saudi Aramco.