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ExpoZebu: confiança na pecuária faz leilões atingirem R$ 49 milhões

Globo Rural

Terminou a 85ª edição da ExpoZebu. Realizada em Uberaba, Minas Gerais, de 27 de abril a 5 de maio, ela foi uma das mais movimentadas, diversificadas e lucrativas de sua longa história. Houve 28 leilões, mais de 2.000 animais das raças zebuínas foram a julgamento, o número de visitantes estrangeiros ultrapassou os 500 e pelo menos 280 mil pessoas passaram pelas catracas do Parque Fernando Costa, palco da ExpoZebu.

O movimento geral do evento foi grande também por conta de a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) comemorar seus 100 anos de vida.

Os leilões, um dos pontos altos da ExpoZebu, foram muito bem. Acima do esperado, segundo a ABCZ. No total, 28 pregões atingiram o faturamento de R$ 48,891 milhões na venda de 1.458 animais. Em 2018, a receita foi de R$ 33,8 milhões.

Detalhe: Só nos primeiros 18 remates da ExpoZebu 2019, realizados até o dia 1º de maio, já haviam sido movimentados R$ 35,2 milhões, superando assim o faturamento total da edição 2018 da feira. Eu conversei com vários criadores durante os leilões. Muitos deles, como o próprio presidente da ABCZ, Arnaldo Borges, atribuíam os excelentes resultados à confiança no futuro da pecuária nacional, à necessidade de produzir carne em volume e qualidade e também ao alto nível do gado leiloado em Uberaba.

O animal mais caro vendido em Uberaba foi o touro nelore Calibre FIV. Ele teve 50% do seu serviço negociado por R$ 620 mil. Vale, portanto, R$ 1,620 milhão. A transação aconteceu na 35ª edição do remate Noite dos Campeões. E você sabia que a ExpoZebu 2019 entrou para o Guinness Book? É que no domingo, dia 5, a chamada Zebuiada preparou e serviu 4.778 quilos de carne de zebu. Repito: 4.778 quilos em um tacho gigantesco. A ABCZ informa que havia profissionais do Guinness lá e lembra que o recorde anterior era de 4.770 quilos e que havia sido registrado nos Emirados Árabes em dezembro do ano passado.

Já saíram os resultados dos julgamentos. Vou pedir pra a ABCZ enviá-lo e coloco aqui no Blog. Por enquanto, na foto que ilustra esse texto, a zootecnista Eliane Slucki mostra feliz a vaca brahman CABR Party 2527, pertencente à Casa Branca, do Paulo de Castro Marques.

A fêmea zebuína foi Grande Campeã da raça.

Pesquisa atesta eficácia de drones para planejamento produtivo

Globo Rural

A eficácia no uso de drones para monitoramento e planejamento produtivo em propriedades rurais foi o foco de uma pesquisa realizada pelo Instituto Centro de Vida (ICV) no município de Nova Monte Verde, interior de Mato Grosso. Os resultados, apresentados neste mês durante o XIX Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, em Santos, apontaram para a vantagem em usar esse tipo de equipamento pelo baixo custo estimado, menor tempo de execução dos trabalhos, além da garantia de um nível de detalhamento impossível de ser obtido com imagens de satélite.

O estudo é parte do projeto Redes Socioprodutivas, financiado pelo Fundo Amazônia, que atua diretamente com cooperativas e associações de agricultores familiares de seis municípios das regiões Norte e Noroeste de Mato Grosso. Ao todo, mais de 600 famílias recebem técnicos do ICV em projetos que visam fortalecer práticas produtivas de manutenção da floresta em pé e que gerem mais atratividade econômica e social para esses agricultores. As cadeias produtivas contempladas são castanha, babaçu, hortifrutigranjeiros, leite, cacau e café.

No caso específico da propriedade em Nova Monte Verde, o drone foi utilizado para adotar o sistema de pastejo rotacionado e, assim, propiciar a produção intensiva do leite. Foram delimitados 0,7 hectares para receber as ações de restauro e dimensionar o tamanho e formato de 13 piquetes para serem introduzidos no imóvel rural objeto de estudo.

Segundo o coordenador do Núcleo de Geotecnologias do ICV, Vinicius Silgueiro, o uso do drone foi eficaz porque, com custo baixo, gerou imagens de alto nível de detalhamento que possibilitaram dimensionar o tamanho, formato e quantidade de piquetes. Após a delimitação, a área é submetida à níveis alternados de pastejo e descanso, melhorando a qualidade do pasto, otimizando seu tamanho e dando ao produtor a oportunidade de produzir mais.

Entre 2011 e 2013, o Instituto realizou outro projeto, o Cotriguaçu Sempre Verde, na cidade de Cotriguaçu (MT), onde ficou demonstrado que a adoção de boas práticas agropecuárias (BPA), como o sistema de pastejo rotacionado, trazem benefícios para o crescimento da pastagem e o peso dos animais, além da melhora na qualidade e redução da compactação do solo. O grande desafio das BPA é a ampliação da escala, ou seja, fazer com que o conhecimento técnico atinja outros produtores para aumentar a eficiência das pastagens, evitando o desmatamento.

Esse trabalho, conforme explica Silgueiro, poderia ser feito por monitoramento via satélite, porém os resultados seriam menos eficazes no que diz respeito à resolução das imagens, pois são espaciais e não tão detalhadas.

Para o coordenador, o projeto é importante porque lança um olhar integrado para capacidade regenerativa e produtiva de cada propriedade rural. “Valorizar a cadeia produtiva dessa região, conhecida como Território Portal da Amazônia, é manter a floresta em pé com a garantia de aproveitamento das áreas que já foram abertas”, explica.

O projeto Redes Socioprodutivas foi iniciado em janeiro de 2018 e deve ser concluído até 2020. Participam agricultores dos municípios de Alta Floresta, Paranaíta, Nova Monte Verde, Nova Bandeirantes, Cotriguaçu e Colniza. As atividades são executadas em duas frentes: uma voltada para a produção extrativista, com o babaçu e a castanha-do-Brasil, e outra voltada à produção agropecuária, com hortifrutigranjeiros, cacau, café e leite.

Feira de Caprinos e Ovinos em Santa Filomena

IPA

O presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Odacy Amorim, participou da entrega das premiações da X feira de Caprinos e Ovinos – Caprino Filó , realizada de 26 a 28, de abril, em santa Filomena. O IPA tb esteve presente apresentação dos trabalhos dos  técnicos, Magerlandio  Reis e Pablo Vinícius,  com o apoio da Gerencia  Regional. No evento, foram divulgados os trabalhos e programas  trabalhados naquele município, por meio do IPA.

Leilões de Uberaba faturam mais de R$ 40 milhões

Globo Rural

“Sucesso absoluto.” Assim, a Associação Brasileira dos Criadores de Nelore (ABCZ) descreveu a temporada de leilões 2019 da Expozebu 2019, feira que acontece em Uberaba (MG) até o domingo, dia 5.

Parece que não há exagero. Faltando quatro pregões para encerrar a programação, o faturamento atingiu R$ 40,840 milhões, e é 20% superior ao valor de todos os remates realizados no ano passado, que foi de R$ 33,8 milhões.

Eu voltei ontem de Uberaba. O clima é de otimismo com a pecuária e se reflete nos negócio com o gado. Importante: esses animais apresentados são de qualidade excelente e a pecuária comercial precisa de genética comprovada para a produção de gado comercial. Outros pecuaristas, é claro, adquirem para aprimorar o próprio rebanho.

Assisti a alguns leilões. De nelore, de tabapuã, de sindi e outros. Em todos, os organizadores comemoraram as médias superiores às do ano passado.

Conversei muito também com representantes das centrais de inseminação presentes em Uberaba. Não tenho ainda os números consolidados, porém vários deles me adiantaram que os negócios estão melhores do que em 2018.

“Boi ladrão” pode consumir o equivalente a 5 animais

Canal Rural

O “boi ladrão”, animal de genética inferior ou inadequada para a terminação intensiva foi o assunto mais visto da semana sobre pecuária. Segundo o médico veterinário Matheus Silva Vieira, o animal pode consumir mais que os outros e ainda assim não engordar do modo desejável.

“O boi ladrão, em determinados sistemas, o animal inferior geneticamente, pode consumir comida no confinamento por cinco animais”, alertou o médico veterinário Matheus Silva Vieira.

Confira esta e outras reportagens que lideraram a audiência!

5º-ExpoZebu promove primeiros registros de animais da raça punganur

Foram realizados durante a Expozebu os primeiros registros da raça punganur, um minigado que foi trazido da índia na década de 1960 e que, até o momento, não havia se desenvolvido em solo brasileiro. O animal possui formato de cabeça e rusticidade semelhantes ao nelore, porém não costuma passar de 1 metro de altura. Com este procedimento de registro, será possível iniciar um trabalho de melhoramento genético da raça, para que ela possa evoluir nos próximos anos.

Foto: Fábio Santos/Canal Rural

O procedimento de registro seguiu as regras já estabelecidas e, por isso, neste primeiro momento os animais são registrados como PA (puro em avaliação), ou seja, um grupo genético em verificação até a formação de um efetivo considerável. Saiba mais sobre a raça aqui!

4º-Girolando – a raça que mudou a produção de leite no Brasil

Foto: Fazenda do Basa/Divulgação

Em meados do ano de 2017, uma vaca da raça girolando bateu o recorde mundial da produção de leite ao acumular a impressionante marca de 120,48 quilos de leite em um único dia. O recorde anterior era de um animal da mesma raça, que havia atingido a produção de 115 quilos. Esta tem sido uma constante no universo da pecuária leiteira, onde os girolandos – animais de uma raça resultante do cruzamento de gir leiteiro com holandês – estão conquistando os melhores resultados ano após ano.

De acordo com o técnico do programa de melhoramento da raça, o zootecnista Frederico Paiva, o diferencial do girolando é a fácil adaptação a qualquer sistema de produção. “Quando levamos para um sistema intensivo, com ambiente, qualidade e nutrição, temos um potencial leiteiro de muita qualidade. Do mesmo modo, quando se vai para uma produção tropical esta raça se dá muito bem também”, analisou. Confira mais características da raça.

3°-Fazenda em Rondônia alcança 96% de taxa de prenhez com IATF e ressincronização

Foto: Fazenda Venturoso

No programa Giro do Boi, o pecuarista Osvaldo Juliatti Venturoso mostrou os resultados do trabalho feito em sua fazenda com inseminação artificial. A Fazenda Venturoso, localizada em Novo Horizonte d’Oeste (RO) obteve na última estação de monta 96% de taxa de prenhez, e o produtor aproveitou a desmama para mostrar os frutos do manejo reprodutivo.

Osvaldo contou que há três anos a fazenda aderiu 100% à IATF, eliminando da propriedade o plantel de touros e a monta natural. Em 2018-19, o resultado da primeira inseminação foi 69,6% de taxa de prenhez e, após um total de três inseminações, fechou com o índice de 96%. Confira o vídeo aqui!

2°-Transporte do gado magro para confinamento requer cuidados

O Giro na Estrada, quadro do programa Giro do Boi, tratou dos cuidados específicos que requer o transporte do gado magro para o confinamento, modalidade de terminação que começa a se popularizar por conta do fim da estação chuvosa. Quem tratou do assunto foi o engenheiro agrônomo Leonardo Vieira.

“As vezes de um retiro a outro, da fazenda dele para um arrendamento, boitel, ou trazer de um arrendamento para a fazenda onde ele faz a engorda desses animais. Esta logística é bom o pecuarista ter ciência e conhecimento dela porque pode facilitar para ele além de trazer uma redução de custo muito grande”, indicou o agrônomo.Veja todas as dicas. 

1º-“Boi ladrão” pode consumir o equivalente a cinco animais; saiba como apartar lotes para o confinamento

Foto: Madson Maranhão/ Seagro-TO

O “boi ladrão” pode virar um pesadelo para o pecuarista. Animal de genética inferior ou inadequada para a terminação intensiva pode consumir mais que os outros e ainda assim não engordar do modo desejável. “O boi ladrão, em determinados sistemas, o animal inferior geneticamente, pode consumir comida no confinamento por cinco animais”, alertou o médico veterinário Matheus Silva Vieira.

Vieira, que é diretor da empresa Pecus, especializada em ultrassonografia de carcaça, lançou dicas ao produtor sobre apartação de lotes para o confinamento de olho na otimização da dieta pra cada perfil de animal. “Se no cenário é possível fazer isso, você consegue reduzir custos porque os animais tem genéticas diferentes e desempenhos diferentes”, explicou. 

Agrishow movimenta R$ 2,9 bilhões e crescimento fica abaixo do esperado

Globo Rural

Sem o mesmo entusiasmo do ano passado, os dirigentes da Agrishow anunciaram nesta sexta-feira (3/5), último dia da feira, um faturamento de R$ 2,9 bilhões, crescimento de 6,4% em relação aos 2,7 bilhões de 2018. O esperado era 10%. A diferença foi creditada à falta de recursos públicos para financiamento. Em 2018, a alta nos negócios foi de 22,7%.

O crescimento ficou bem abaixo do relatado nas primeiras feiras agrícolas do ano. A Tecnoshow, por exemplo, realizada em abril em Rio Verde (GO), anunciou faturamento de R$ 3,4 bilhões, um aumento de R$ 900 milhões em relação a 2018.

Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquina e Implementos Agrícolas da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), disse que o grande destaque na 26ª Agrishow foram as intenções de compra do setor de irrigação, com alta de 35%. Já as empresas de armazenagem relataram queda de 13%. Máquinas de grãos, café, cana e frutas registraram alta de 5% nos negócios e o setor de pecuária aumentou 4%.

A queda em armazenagem foi creditada à total falta de recursos do Plano Safra para os financiamentos da linha PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns do BNDES). “Já para a irrigação havia recursos, o que fez toda a diferença”, disse Estevão.
Com 20% de aumento anunciado nas vendas, a John Deere puxou para cima os negócios no setor de máquinas agrícolas. As outras grandes fabricantes não divulgaram números.

Francisco Maturro, presidente reeleito da Agrishow para o próximo biênio, destacou que a Abimaq solicitou aportes de R$ 3 bilhões ao Moderfrota, linha de financiamento para máquinas agrícolas, antes da feira. Na abertura, a ministra Tereza Cristina anunciou que o governo estava “raspando o tacho” e iria liberar R$ 500 milhões.

O dirigente diz que a maior preocupação do setor agora é quanto a taxa de juros do novo Plano Safra será maior em relação à Selic de 6,5%. O anúncio será feito no dia 12 de junho e as regras passam a valer em 1º de julho.

A organização da Agrishow anunciou ainda um aumento de 61% nas rodadas internacionais de negócios realizadas durante a feira. Segundo o presidente-executivo da Abimaq, José Velloso Dias Cardoso, 52 fabricantes nacionais fecharam contratos de US$ 33 milhões com compradores da Argentina, Austrália, Chile, Colômbia, Etiópia, México e Peru.

Agronegócio quer mais recursos para investir

ESTADÃO

O setor agrícola continua otimista e vem investindo na modernização e inovação tecnológica, como se comprova pela venda de máquinas e implementos agrícolas. Em março, foram vendidas 3,8 mil unidades, com alta de 31,6% em relação a fevereiro (2,9 mil), segundo números da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq). No período de janeiro a março, o total chegou a 9,3 mil unidades, 23,5% mais que no mesmo período de 2018. Isso tem levado ao aumento da produção desses equipamentos, tendo sido fabricadas 4,5 mil unidades em março, 30,9% mais do que em fevereiro (3,5 mil unidades).

A projeção da Abimaq é de que a venda de equipamentos e máquinas agrícolas aumente 10% no ano, o que parece, a esta altura, uma previsão modesta. Uma das explicações é que o crédito rural tem sido destinado basicamente para o custeio, sendo pequena a parcela para investimentos a juros mais baixos.

Embora o agronegócio no País não tenha deixado de investir em aperfeiçoamento tecnológico nos últimos anos, os produtores alegam existir um problema crônico para obtenção de financiamento para aquisição de equipamentos mais pesados, da chamada “linha amarela”, como tratores, colheitadeiras, escavadeiras, carregadeiras, etc., acoplados a instrumentos modernos como o GPS.

Ainda há pouco a Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq solicitou o aumento de recursos ao governo para compra de tais equipamentos a taxas de juros mais acessíveis, visto que eles contribuem muito para a melhoria da produtividade agrícola.

Com as últimas colheitas, o setor agrícola está hoje mais capitalizado, mas, na avaliação dos fabricantes de máquina, não a ponto de poder arcar com grande elevação de gastos com equipamentos mais caros, que só poderão ser amortizados a mais longo prazo. Os produtores estão sujeitos aos riscos inerentes à atividade, como a eventualidade de safras prejudicadas por más condições climáticas.

Por essa razão, tem sido crescente a adesão de empresas do agronegócio a consórcios para aquisição de máquinas e equipamentos diversos, que oferecem crédito para pagamento em até 60 meses. Essa pode ser uma alternativa, principalmente quando os produtores não têm acesso a outras linhas de crédito, a juros mais baixos e de prazo mais longo.

Mercado do boi gordo está mais firme após o feriado

Canal Rural

A analista Thamires Fernandes, da Scot Consultoria, afirma que após feriado do Dia do Trabalho, o mercado se manteve estável em comparação com a terça-feira, dia 30, que foi o último dia de negociação. Mas houve regiões onde as indústrias não conseguiram preencher as escalas de abate para atender a demanda da semana que vem. Nessas praças, os preços tiveram um viés de alta.

De acordo com a analista, também foi observado que em algumas regiões as indústrias conseguiram alongar as programações de abate no início da semana. Com isso, elas voltaram do pós-feriado ofertando preços abaixo da referência. Um exemplo disso é Belo Horizonte (MG), onde a cotação da arroba do boi teve queda de cerca de 0,7%; e também São Paulo, onde os preços permaneceram estáveis e a média para as escalas de abate gira em torno de cinco dias.