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Índice de Confiança do Empresário sobe pelo 3º mês seguido

Diário de Pernmabuco

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) voltou a subir e chegou a 59,4 pontos em agosto. É o terceiro aumento seguido do indicador, que está acima da média histórica de 54,5 pontos. “A confiança segue elevada”, constata pesquisa divulgada nesta terça-feira (20) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a CNI, os indicadores do levantamento variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima dos 50 pontos mostram que os empresários estão confiantes. De acordo com a pesquisa, a confiança melhorou para todos os portes de empresas. Nas médias e sobretudo nas grandes empresas, está acima da média nacional.


Nas grandes empresas, o Icei registrou 59,7 pontos este mês. Nas médias indústrias, ficou em 59,5 pontos e, nas pequenas, em 58,8 pontos. O levantamento indicou ainda que o índice é maior na indústria extrativa, segmento em que alcançou 62,8 pontos. Na indústria de transformação ficou em 59,5 pontos e, na construção, em 58,5 pontos.


“O aumento do otimismo neste mês é resultado da melhora da percepção das condições atuais dos negócios e do aumento do otimismo sobre o desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses”, diz a CNI.


Para o economista da CNI Marcelo Azevedo, a melhora da percepção de das expectativas dos empresários refletem as notícias positivas para a economia. “Há uma sequência de boas notícias: a queda dos juros, a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a aprovação em segundo turno da reforma da Previdência”, disse.


A pesquisa mostra que a confiança é maior na Região Norte, onde subiu 4,0 pontos e atingiu 61,7 pontos. No Nordeste, o índice ficou em 59,6 pontos, no Sudeste, em 58,5 pontos, no Sul, 54,9 pontos e, no Centro-Oeste, em 59,2 pontos.


A pesquisa foi realizada entre 1º e 13 de agosto, com 2.451 empresas, sendo 945 pequenas, 917 médias e 589 de grande porte.

“Está deixando os outros trabalharem”, diz Gerdau sobre Bolsonaro

TERRA

O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, principal executivo da indústria nacional do aço e ex-guru do governo Dilma Rousseff, minimizou as polêmicas causadas por declarações do presidente Jair Bolsonaro e fez uma avaliação positiva da condução do governo na área econômica e de infraestrutura.

Gerdau, que no primeiro mandato de Dilma presidia a chamada “Câmara de gestão, desempenho e competitividade da Presidência da República” e despachava dentro do Palácio do Planalto até 2014, avalia que a agenda privatizante do governo, as concessões de infraestrutura e as reformas tocadas pelo Congresso devem ser as ações prioritárias e que devem liderar as discussões.

O empresário elogiou os trabalhos dos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, mas ponderou que não vê a retomada do crescimento no curto prazo. “Essas ações e reformas estão criando as condições para o Brasil, mas não é uma pernada, de um dia para o outro, que tudo se resolve. Os resultados acontecem gradativamente”, comentou.

Perguntado se aprovava o trabalho de Bolsonaro, o empresário foi mais econômico na avaliação. “Ele está deixando os outros trabalharem”, comentou, rindo.

Gerdau participou do Congresso Aço Brasil, principal evento do setor no País, realizado nesta terça e quarta-feira, em Brasília. O empresário é um dos principais patrocinadores do encontro anual. A abertura do evento contou a participação do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Nesta quinta, é aguardada a presença de Jair Bolsonaro.

Em seu discurso de abertura, Onyx disse que o País vai crescer e destacou os “valores da família”, dizendo que a principal meta do governo será entregar “pessoas melhores”. Bento destacou que o setor elétrico está entre os de maior interesse dos investidores estrangeiros.

O executivo Sergio Leite de Andrade, presidente do conselho diretor do Aço Brasil e presidente executivo da Usiminas, destacou a necessidade do governo encaminhar a reforma tributária no Congresso e criticou a importação do aço feita pelo Brasil. Mencionou, inclusive, que o governo brasileiro já chegou a contratar profissionais de outros países no setor, em vez de apoiar a indústria nacional.

Pacto federativo: repasse de R$ 500 bi para caixa dos Estados terá condições

Poder 360

O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, informou nesta 3ª feira (20.ago.2019) que todos os projetos já em discussão e ainda a serem apresentados pelo governo que envolvem a distribuição de recursos entre União, Estados e municípios –o chamado pacto federativo– terão condicionantes. “Não adianta transferir recursos que sejam gastos, por exemplo, com despesa de pessoal ou com custeio”, afirmou.

A minuta da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) com este tema foi apresentada durante reunião entre o ministro Paulo Guedes (Economia) e 50 senadores na tarde desta 3ª. De acordo com apresentação (íntegra) feita por representantes do ministério, o volume de recursos que pode entrar no caixa de Estados e municípios chega a R$ 500 bilhões em 15 anos.

O valor envolve os seguintes repasses:

  • cessão onerosa: o bônus de assinatura do megaleilão do óleo excedente da cessão onerosa será de R$ 106,561 bilhões. Destes, R$ 33,6 bilhões serão repassados para a Petrobras. O restante que, a princípio seria apenas da União, será repartido com Estados (R$ 10,9 bilhões) e municípios (R$ 10,9 bilhões);
  • lei Kandir e FEX (Auxílio de Fomento à Exportação): do valor que restar à União serão repassados ainda mais R$ 4 bilhões aos Estados ainda este ano mediante 1 acordo para que eles não cobrem mais compensações por conta dessa legislação. Entenda o impasse aqui;
  • plano de fortalecimento federativo: recursos de royalties e participação especial que hoje são devidos somente à União também serão divididos com Estados e municípios. A princípio, serão repassados 30% para Estados e municípios, mas a proporção aumentará 5 pontos percentuais por ano até que 70% deste capital fique com entes subnacionais. O impacto varia de R$ 6 bilhões a R$ 32 bilhões por ano;
  • plano de equilíbrio fiscal: empréstimo de até R$ 10 bilhões por ano a Estados ranqueados com capacidade de pagamento C;
  • novo Fundeb: o governo quer aumentar o repasse para o fundo em 50% (R$ 6,5 bilhões a mais). Para isto, quer usar recursos que hoje estão em outros fundos constitucionais que continuariam funcionando com 40% do montante que têm atualmente. Serão incluídos ainda de R$ 1,5 bilhões a R$ 1,6 bilhões para infraestrutura e outros projetos de fomento a serem aplicados nas mesmas regiões onde os fundos atuam.

Alguns destes temas já estão em propostas em discussão no Congresso Nacional e os demais serão endereçados através de uma nova PEC. Para que a tramitação se inicie no Senado, que deseja protagonizar esta discussão, o texto deverá ser apresentado por 1 senador e não pelo próprio Executivo.

A discussão abarcará ainda a desvinculação, desindexação e desobrigação das despesas da União como deseja o ministro da Economia. Na prática, isso significa retirar a obrigatoriedade de reajustes automáticos ligados à inflação; acabar com destinações específicas de receitas e dar ao Congresso a prerrogativa de alocar os recursos públicos. Hoje, mais de 90% desses recursos são ocupados com despesas obrigatórias.

DEMANDAS DOS SENADORES

Os senadores querem ainda a ampliação dos Fundos de Participação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; a prorrogação do prazo para que Estados e municípios quitem seus precatórios (cobranças de débitos do poder público com depois de condenação judicial) de 2024 para 2028 e a a securitização da dívida dos Estados.

De acordo com Waldery, estas são “medidas medidas para as quais a União não tem hoje como entrar”. Ele afirmou ainda que o governo procurará diálogo com os envolvidos para encontrar uma solução que seja “permanente e estável”. Segundo o economista, somente a criação de uma linha de crédito para a questão dos precatórios “implicaria em uma forte pressão fiscal” no montante de R$ 117 bilhões.

Planalto prepara projeto para consertar vetos à lei de abuso de autoridade

Poder 360

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Jorge Oliveira, informou ao Poder360 que neste momento a ideia do Palácio do Planalto é vetar trechos da lei de abuso de autoridade, mas ao mesmo tempo propor uma nova legislação que reintroduza o que for cortado de maneira mais amarrada, para evitar “inibir a ação de 1 juiz ou procurador”.

Em entrevista no seu gabinete nesta 3ª feira (20.ago.2019), Jorge Oliveira afirmou que os eventuais vetos à lei não devem ser interpretados como uma “afronta” ao Legislativo, mas como o início de 1 diálogo. O Planalto vai procurar os líderes partidários para negociar 1 “caminho alternativo”.

“A lei tem pontos positivos. O que não podemos é, para punir a exceção, macular regra”, declarou o ministro.

O prazo para o presidente Jair Bolsonaro decidir quais trechos serão vetados vai até 5 de setembro. Como há complexidade nesse tema e muitos interesses envolvidos, é possível que a mensagem com os vetos e a proposta de uma nova lei sejam conhecidas apenas na última hora.

A seguir, trechos da entrevista de Jorge Oliveira ao Poder360:

Poder360 – Haverá vetos à lei de abuso de autoridade?
Jorge Oliveira – Foi um processo muito rápido na Câmara. Foi com a melhor intenção do Congresso. Isso é bom. Mas temos até 5 de setembro para decidir.

Mas deve haver alguns vetos, como o presidente já disse?
Sim. É necessário dizer que é importante conter abusos que possam ocorrer por parte de autoridades públicas. Mas aí ao limitar o exercício pleno da atividade de uma autoridade poderemos estar indo contra o interesse público.

O presidente da República e o Congresso têm poder para atuar em nome do interesse público. É importante que se diga que quando há um veto não se trata de uma simples decisão de reprovação, mas de um convite ao diálogo. Queremos dialogar. O Congresso sempre terá a palavra final e pode analisar os vetos do presidente. E, por fim, o Judiciário pode eventualmente pacificar alguma questão.

Mas o sr. poderia dizer quais itens podem ser vetados?
O projeto é relativamente grande. Estamos todos nos familiarizando com o texto. Eu li tudo no último fim de semana. Quando uma lei é aprovada, abre-se o prazo para sanção ou veto. Nesse período, todos os ministérios têm abertura para enviar suas sugestões. Estamos nesta fase agora, com a subchefia de assuntos jurídicos recebendo essas colaborações.

O ministro Sergio Moro [Justiça], com quem o sr. já conversou a respeito, pede veto completo?
Não. A lei tem pontos positivos. O que não podemos é, para punir a exceção, macular regra.

No caso do uso de algemas, o presidente já falou sobre veto.
É verdade. Esse caso das algemas é conhecido. Muitas vezes o policial coloca as algemas não para constranger quem está sendo detido –embora é claro que existe o constrangimento. As algemas são necessárias para proteger o preso, os agentes que executam a ordem e até as pessoas que estão próximas.

Pelo que o sr. está dizendo, é correto entender que neste momento a ideia é realmente vetar trechos do projeto aprovado pelo Congresso?
Sim, mas o eventual veto do presidente, como eu disse, não é uma afronta ao Congresso. É um diálogo com o Congresso. Mais do que dizer não, é propor um caminho alternativo. O presidente foi deputado por muitos anos. Ele sabe que veto tem de ser sempre exceção.

Não haverá veto total, então?
Não, neste momento essa não é a ideia. Até porque o veto total sempre é mais traumático.

Quando o sr. diz que vai se propor 1 “caminho alternativo” isso significa que haverá o envio de 1 novo projeto de lei?
A proposta virá na sequência.

Poderia dar 1 exemplo de qual item da lei seria vetado para depois voltar de outra forma num projeto?
Acho que nos itens que limitam a atuação de juízes e promotores.

Quando há ambiguidade sobre o que é abuso?
Quando há a tipificação de um crime por ato cometido no exercício da função. Isso pode inibir a ação de um juiz ou procurador.

Mas muitas entidades estão propondo o veto integral ao projeto que saiu do Congresso…
Temos recebido muitas sugestões e perguntado: “Você é contra. Mas qual é a sua proposta?”.

O Congresso não se sentirá desprestigiado com os vetos?
Tudo será conversado com o Poder Legislativo. Eu já falei com o líder do Governo na Câmara, Major Vitor Hugo, o ministro Ramos [da Secretaria de Governo] vai também conversar com os presidentes da Câmara e do Senado. Queremos encontrar uma solução conjunta. Como eu disse, não se trata de afrontar o Congresso, mas de dialogar com o Legislativo.
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Caixa lança crédito imobiliário corrigido pela inflação

Poder 360

A Caixa anunciou nesta 3ª feira (20.ago.2019) uma nova modalidade de crédito imobiliário, corrigida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país.

O lançamento foi realizado em cerimônia no Palácio do Planalto com a presença do presidente Jair Bolsonaro e do presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto.

Hoje, os financiamentos imobiliários têm uma taxa fixa estabelecida pela instituição e são atualizados pela TR (Taxa Referencial), estabelecida pelo BC, que atualmente está zerada. Segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, as taxas praticadas pelo banco hoje variam de 8,5% ao ano a 9,75% ao ano + TR.

Na nova linha:

  • juros: de 2,95% ao ano a 4,95% ao ano + IPCA;
  • prazo: máximo de 30 anos;
  • quota máxima de financiamento: 80%;
  • comprometimento máximo de renda: 20% na tabela Sac e 15% na tabela Price;
  • abrangência: imóveis novos e usados.

As novas taxas estarão disponíveis para novos contratos a partir de 2ª feira (26.ago). De acordo com o presidente, as duas linhas serão oferecidas aos clientes, a quem caberá a escolha.

A correção será feita mensalmente a partir do IPCA divulgado oficialmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Não será permitida a portabilidade entre financiamentos com diferentes indexadores.

“REVOLUÇÃO” NO MERCADO

Guimarães defende que a mudança irá reduzir juros cobrados nos financiamentos e “revolucionar” o mercado de crédito imobiliário. Um risco ao consumidor, no entanto, está relacionado à variação da inflação. Hoje, o IPCA acumulado em 12 meses está em 3,22%. Há 3 anos, era bem mais alto, de 8,74%.

“Se o cliente tiver esse receio, pode continuar com TR. Exatamente por causa de existir 1 componente no IPCA mais volátil, é que a gente reduziu tanto o percentual fixo.  (…). Por outro lado, se você olhar o gráfico da TR, há uma imaginação de que TR é 0. Foi 0 nos últimos meses, mas se tiver volatilidade em volta da inflação, TR também vai subir”, disse o presidente da Caixa.

O governo afirma também que a nova linha abrirá a possibilidade de securitizar as operações de crédito imobiliário, ou seja, converter a carteira em títulos no mercado financeiro, e aumentar o volume de concessões. A TR é vista como 1 obstáculo a esse processo. Segundo Guimarães, há interesse “muito grande do mercado” nessas operações.

O presidente do Banco Central defendeu a aplicação do índice de preços para expansão do crédito imobiliário no país. “É muito importante que o financiamento por IPCA por 4 razões: flexibiliza o mercado e integra essa classe de ativos no mercado financeiro; barateia o preço e fomenta a competição; diversifica o risco e aumenta o volume de recursos; e alonga o prazo e diminui a prestação”, disse.

Além da securitização, ele defendeu ainda medidas como o home equity e a hipoteca reversa para o “crescimento saudável” do crédito imobiliário.

PERMISSÃO DO BANCO CENTRAL

A modalidade abarcará os financiamentos feitos por meio do SFI (Sistema Financeiro da Habitação) –que não usa recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)– e do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) –que permite o uso de recursos do fundo para pagamento da dívida e vale para imóveis de até R$ 1,5 milhão.

No ano passado, o CMN (Conselho Monetário Nacional) já havia permitido o uso de índices de preços para correção dos financiamentos imobiliários. Isso não valia, no entanto, para o SFH. Na semana passada, o conselho estendeu a permissão para a linha que usa recursos do FGTS.

No texto, a autoridade monetária diz que a alteração “é mais 1 passo para tornar o mercado imobiliário menos dependente dos recursos dos depósitos de poupança e do FGTS, permitindo a contratação de operações que podem servir de lastro de instrumentos negociados no mercado de capitais, como os certificados de recebíveis imobiliários e as letras imobiliárias garantidas”.

Lucro anual da BHP cresce com altos preços do minério de ferro

Reuters

A BHP , maior mineradora do mundo, registrou uma alta de 2% em seu lucro anual, ajudada por uma alta nos preços do minério de ferro, e declarou dividendos finais recordes nesta segunda-feira.

Os valores do minério de ferro tiveram um dramático rali neste ano, com o valor de referência de Dalian mais que dobrando, em meio a cortes de oferta do Brasil e da Austrália no início de 2019 e um maior apetite chinês pelo ingrediente siderúrgico.

As importações de minério de ferro pela China avançaram 21% em julho em relação ao mês anterior, para seu maior nível desde janeiro, conforme um crescimento de oferta por mineradoras brasileiras e australianas.

Os embarques de minério de ferro para a China partindo do porto australiano de Hedland, maior terminal para o produto no mundo e utilizado pela BHP, cresceram mais de 11% em junho.

O lucro subjacente para os 12 meses encerrados em 30 de junho saltou para 9,12 bilhões de dólares, ante 8,93 bilhões de dólares há um ano.

O lucro subjacente mede o desempenho da empresa excluindo ganhos e perdas não-recorrentes.

Incluindo os itens extraordinários, o lucro da mineradora mais que dobrou, para 8,31 bilhões de dólares, o que inclui 1 bilhão de dólares em prejuízos operacionais no ano fiscal de 2019, por interrupções em suas operações de minério de ferro e cobre.

A BHP declarou um dividendo final de 0,78 dólar por ação, versus 0,63 dólar no ano anterior.

Mesmo com estoque alto, siderúrgicas elevam importação de sucata

ESTADÃO

O estoque interno elevado de sucata nas siderúrgicas, na casa de 800 mil toneladas, não impediu que as usinas ampliassem suas importações do insumo em julho. Foram 79,1 mil toneladas importadas, contra uma exportação de 73,2 mil toneladas no mês passado.

Luz amarela

Segundo o Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa), o preço da sucata para as siderúrgicas no mercado interno está, na média, em R$ 800 a tonelada, ao passo que a tonelada do importado saiu a R$ 1.288 (US$ 322/T). O presidente do Inesfa, Clineu Alvarenga, alerta que as siderúrgicas aumentaram a importação exatamente em um momento em que as empresas de sucata no Brasil tentam sobreviver.

Icomex de julho reforça tendência de piora no comércio exterior, mostra FGV

Repórter Diário

O resultado da balança comercial brasileira de julho confirmou a piora do comércio exterior para o Brasil, registrando queda em todos os itens exportados na comparação com julho 2018, uma redução média de 7,2%, com destaque para os bens de capital, em baixa de 48,9%. As importações também estão em queda, de 1%, refletindo a fraqueza da economia interna, conforme informa o Indicador de Comércio Exterior (Icomex), divulgado nesta segunda-feira, 19, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) referente ao mês de julho.

O Icomex analisa os resultados dos fluxos comerciais a partir dos índices de preços e volume. Na comparação do acumulado até julho, os preços caem nas exportações e nas importações e, no volume, a queda nas importações (1,9%) é maior do que nas exportações (0,5%).

“O que ressalta desse quadro é uma tendência de queda nas exportações que reflete as condições do comércio mundial e um recuo das importações associado ao baixo nível de atividade da economia brasileira”, explica a FGV em nota.

Na comparação mensal, o volume das commodities recuou 9,7% em relação há um ano e das não commodities teve queda de 3,4%. Já a comparação dos primeiros sete meses de 2018 e 2019 mostra que o volume exportado das commodities aumentou 4,5% e o das não commodities recuou 5,2%.

No caso dos preços, o resultado seja na comparação mensal ou no acumulado até julho registrou queda. Observa-se que na comparação mensal, a queda nos preços foi puxada pelos produtos agrícolas e petróleo, pois o minério de ferro, segundo principal produto exportado, registrou aumento de 48%.

Os volumes exportados da agropecuária registraram aumento de 6,7% em julho, após queda na comparação mensal de maio e junho entre os anos de 2018 e 2019. As vendas da indústria extrativa caíram puxadas pelo recuo em 41% do petróleo e derivados.

“O efeito China afeta de forma negativa as exportações da indústria extrativa, mas a crise na oferta de carne suína favorece as exportações da agropecuária”, informa a FGV.

Segundo a análise, os índices de volume por categoria de uso da indústria de transformação mostram a volta do efeito das operações com as plataformas de petróleo. Na comparação entre julho de 2018 e 2019, o volume exportado da indústria caiu 1,6%, mas sem as plataformas houve um aumento de 9,5%. Os dados das exportações de bens de capital explicam esse resultado – com plataformas, queda de 49,1%, e, sem plataformas aumento de 7,2%.

Exportações de plataformas em julho de 2018 e sua redução em julho de 2019 explicam o resultado. Logo, sem as plataformas, a indústria de transformação teria liderado o resultado de julho nas exportações, superando a agropecuária.

Os bens duráveis tiveram alta de 3,2% nas exportações, depois de terem registrado uma trajetória de queda nas comparações mensais desde maio de 2018.

“Os resultados acumulados até julho mostram que para a indústria de transformação há uma piora no desempenho exportador e que as importações cresceram, mas com um porcentual abaixo de 5%. Não é indicativo de uma forte recuperação da indústria”, avalia a FGV.

O estudo indica ainda que a taxa de câmbio real efetiva mostrou uma leve reversão na tendência à desvalorização no mês de junho, que continuou no mês de julho. Os acontecimentos recentes como o agravamento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China e as expectativas quanto a uma possível vitória do candidato peronista na Argentina reverteram essa tendência.

Prévia do IGP-M registra deflação

DCI

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu 0,68% no segundo decêndio de agosto, resultado inferior aos 0,53% do mesmo período do mês anterior.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou de 0,62% no segundo decêndio de julho para -1,11% no segundo decêndio de agosto. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais caíram 0,67% em agosto, após alta de 0,11% em julho. A maior contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 1,58% para -4,04%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,21% no segundo decêndio de agosto, após variar 0,10% no mesmo período do mês anterior. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Habitação (0,42% para 0,78%), sendo que no item tarifa de eletricidade residencial, a taxa passou de 1,56% para 3,85%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Transportes (-0,63% para -0,12%), Comunicação (0,02% para 0,15%) e Vestuário (-0,28% para -0,22%), com destaque para: gasolina (-2,32% para -0,92%), tarifa de telefone residencial (0,00% para 0,73%) e calçados (-0,54% para 0,06%).

No período analisado, houve decréscimo nos grupos Educação, Leitura e Recreação (0,20% para -0,25%), Alimentação (0,17% para 0,08%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,36% para 0,34%) e Despesas Diversas (0,14% para 0,13%). Os maiores recuos foram observados nas taxas dos itens passagem aérea (11,40% para -11,16%), hortaliças e legumes (2,01% para -5,32%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,70% para 0,25%) e no item alimentos para animais domésticos (1,27% para -0,24%).

O índice referente aos Bens Intermediários caiu 0,97% no segundo decêndio de agosto, contra queda de 0,63% em julho. No subgrupo materiais e componentes para a manufatura, a taxa passou de 0,27% para -1,07%.

A taxa do grupo Matérias-Primas Brutas foi de 2,60% em julho para -1,76% em agosto, com destaque para : minério de ferro (11,34% para -4,25%), milho (em grão) (3,62% para -2,62%) e suínos (7,84% para -8,44%). Em sentido oposto, destacam-se: aves (-2,14% para 3,33%), leite in natura (-5,41% para -1,49%) e laranja (-7,59% para 0,92%).