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Bandeiras tarifárias reajustadas

Diário de Pernambuco

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou ontem um reajuste de até 50% nos valores da bandeira tarifária, a taxa extra paga pelo consumidor de energia elétrica, conforme as condições de geração no país. 
A proposta aprovada altera o valor das bandeiras tarifárias a partir de 1º de junho. A bandeira amarela passa de R$ 1 para R$ 1,50 a cada 100 Kwh (reajuste de 50%); vermelha no patamar 1, de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 Kwh (aumento de 33,3%); e a vermelha no patamar 2, de R$ 5 para R$ 6 a cada 100 Kwh (alta de 20%). A bandeira verde não tem cobrança extra.
O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, disse que a mudança aprovada ontem na metodologia das bandeiras tarifárias dará maior precisão ao custo de produção de energia no país, e isso mês a mês, sem que essa conta só seja conhecida e paga no ano seguinte. Além disso, a mudança foi necessária para evitar novo déficit no sistema em 2019, afirmou.
Ele exemplificou que, em 2017, houve um déficit de R$ 4,4 bilhões, entre o que de fato foi pago e o arrecadado e que esse valor foi passado para a tarifa em 2018, o que levou a um reajuste médio nas tarifas de energia no país de 16%. “A projeção é que a gente passe o ano de 2019 com o componente financeiro (déficit) zero, igualando a arrecadação que a bandeira vai promover ao custo de operação das usinas, para que não haja remanescente a ser cobrado na tarifa a ser cobrada na 2020”, afirmou o diretor-geral da Aneel.  Se mantida a bandeira amarela, vigente em maio, na conta de luz de junho, o impacto do aumento do valor, anunciado pela Aneel, seria de 0,03 ponto porcentual no IPCA do mês.

Incat construirá o maior navio de alumínio do mundo

Portos e Navios

A construtora naval australiana Incat noticiou que conseguiu um contrato para construir o maior navio de alumínio do mundo. A Incat Tasmania Pty Ltd construirá o navio de 130 metros de comprimento para a Buquebus, para operar entre a Argentina e o Uruguai. 

A embarcação será a maior balsa de alumínio já construída e a nona embarcação para o cliente sul-americano da Incat. A balsa de 130 metros se juntará aos outros navios Incat que já servem vários portos no Rio da Prata entre a Argentina e o Uruguai. 

Com prováveis 13 mil toneladas, a embarcação de 130 metros de comprimento e 32 metros de largura transportará 2,1 mil passageiros e 220 carros. A embarcação terá maior loja duty-free do mundo instalada em um navio, com mais de três mil metros quadrados de espaço.

O trabalho está em andamento em design e engenharia. A construção física começará assim que os desenhos de projeto detalhado forem concluídos e aprovados pelo cliente.

Espera-se que o novo navio Buquebus, o casco Incat 096, tenha uma velocidade máxima de mais de 40 nós. O navio será alimentado por quatro motores bicombustíveis que queimarão GNL enquanto estiverem em serviço entre a Argentina e o Uruguai.

China bate recorde de produção de aço e puxa preço do minério

Valor Econômico

As siderúrgicas chinesas atingiram um novo recorde em abril, com a produção anualizada superando o 1 bilhão de toneladas de aço pela primeira vez. Neste ano, após produzirem 75 milhões de toneladas em janeiro, as siderúrgicas chinesas voltaram ao ritmo de 80 toneladas por mês em março. Em abril, a produção deve ter chegado a 85 milhões de toneladas, de acordo com informações preliminares. Mantido esse ritmo até dezembro, a China fecharia o ano com 990 milhões de toneladas de aço produzidas.

A demanda maior por minério de ferro, para sustentar essa produção siderúrgica recorde, em um momento de restrição de oferta, levou a cotação da tonelada da commodity a passar dos US$ 100 na sexta-feira.

Segundo a publicação especializada “Fastmarkets MB”, os estoques de minério nos portos chineses caíram 1,24 milhão de toneladas em uma semana, para 132,07 milhões de toneladas na sexta-feira, o menor nível de desde outubro de 2017. Já a cotação do minério com pureza média de 62%, entregue no porto de Qingdao, avançou 2,5%, ou US$ 2,50, para US$ 101,71 por tonelada, ainda segundo a Fastmarkets MB.

Essa é a maior cotação no mercado à vista desde 15 de maio de 2014, quando o preço chegou a US$ 103,81 por tonelada. Com o desempenho, no mês, os ganhos acumulados pelo minério chegaram a 8%. Em 2019, a commodity tem alta de cerca de 40%.

Na Bolsa de Commodity de Dalian, os contratos mais negociados para setembro encerraram a sessão com alta de 5,4%, enquanto os contratos com entrega em janeiro chegaram a bater o limite de alta de 6%. 

A percepção entre analistas, que já esperavam que a marca dos US$ 100 fosse alcançada, com a redução na oferta após a tragédia da Vale em Brumadinho (MG), é a de que o rali pode se sustentar no curto prazo. Para o banco suíço Julius Baer, a valorização recente pode se manter nas próximas semanas, embora o cenário de menor oferta já esteja nas cotações atuais. “Embora o rali possa continuar no curto prazo, ainda vemos os preços se movendo para baixo no longo prazo, já que a oferta deve se normalizar e a demanda, desacelerar”, escreveu o chefe de pesquisa de Next Generation do Julius Baer, Carsten Menke, em nota a clientes.

“Reconhecemos o aperto no mercado de minério de ferro, em particular no contexto de demanda mais forte do que o esperado das siderúrgicas chinesas, mas acreditamos que isso está mais do que refletido nos preços de hoje [sexta-feira]”, ponderou o chefe de pesquisa do Julius Baer. De acordo com Menke, num primeiro momento, os dados econômicos da China confirmam a fraqueza da indústria de transformação em geral e, particularmente, das montadoras. Mas os investimentos em imóveis e infraestrutura, que são grandes consumidores de aço, seguem fortalecidos.

Com isso, na China, os preços do aço acumulam ligeira alta neste ano, enquanto há queda na Europa, diante do enfraquecimento da demanda, e nos Estados Unidos, na esteira da maior oferta do insumo. No ano passado, o país asiático respondeu por 51,3% da produção mundial de aço, com 928,3 milhões de toneladas e alta de 6,6% ante 2017. O volume produzido saiu do patamar de 70 milhões de toneladas e chegou a 80 milhões de toneladas.

A indústria 4.0 e a inteligência artificial

Indústria 4.0

A Indústria 4.0 chegou a sua fase de digitalização ou a automação 4.0. O que antes era limitado à planta e seus departamentos, agora se volta à integração por meio da nuvem e adoção de novas ferramentas.

Depois da automação do chão de fábrica soluções na área de logística

Além da robótica e tecnologia em maquinário, serviços como logística, por exemplo, entra no radar dessa nova fase de automação digital. “A tecnologia por meio da inteligência artificial, big data e outras inovações se tornaram cada vez mais importantes no setor industrial. Não é mais uma modernidade é uma necessidade. Ela traz a diminuição de custos e o aumento do desempenho, focando na satisfação do cliente, de forma transparente e objetiva”, diz o professor Reynaldo Lemos de Souza Filho, mestre em engenharia de produção.

Produzir com qualidade e garantir a integridade da logística

É o caso do setor de logística que está se tornando uma preocupação cada vez maior dentro da Indústria. Afinal, não basta produzir com qualidade. É importante que o produto chegue no prazo, com segurança e com sua integridade preservada. Somente nos últimos meses, uma startup de gestão logística – o Fretefy – registrou um aumento significativo na busca de seus serviços por embarcadores, indústrias e distribuidores de grande porte. “Nos chamou a atenção o interesse desse nicho na nossa plataforma.

Plataforma digital prevê movimentar R$ 540 milhões

Mais de 10 gigantes da indústria de alimentos, automobilística, construção, transportes nos procuraram para melhorar sua gestão logística. Isso claramente nos mostra uma necessidade de mercado”, conta Mari Pertile, diretora comercial do Fretefy, plataforma digital que prevê movimentar R$ 540 milhões em cargas em 2019.O contato com essas líderes da indústria fez a empresa virar o leme e adequar a plataforma Fretefy também para esse segmento. “Percebemos que todos esses clientes vieram com a mesma demanda: preocupação com a distribuição, entrega final do produto e retenção do cliente e isso conseguimos entregar com o Fretefy”. “Encontramos o preenchimento de uma lacuna de rastreabilidade dos veículos online. Agora conseguimos acompanhar o trajeto do motorista até a entrega final, sem a dependência da transportadora. Acompanhamos as tendências do mercado para garantir agilidade aos stakeholders, no transporte não poderia ser diferente”, comenta Enivaldo Tavares, da expedição da Propex, indústria têxtil.

Balança tem superávit de US$ 1,316 bilhão na 3ª. semana de maio; no ano, saldo de US$ 20 bi

Comex

Com exportações de US$ 4,526 bilhões e importações de US$ 3,210 bilhões, na terceira semana de maio de 2019, a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 1,316 bilhão. No mês, o saldo positivo é de US$ 3,711 bilhões, resultado de exportações de US$ 11,929 bilhões e importações de US$ 8,219 bilhões. No acumulado do ano, as vendas externas brasileiras totalizam US$ 84,078 bilhões e as compras no exterior somam US$ 63,983 bilhões, com superávit de US$ 20,095 bilhões.

Veja os dados completos da balança comercial brasileira

Análise da semana 

A média das exportações da terceira semana (US$ 905,3 milhões) ficou 14,4% abaixo da média registrada até a segunda semana (US$ 1,058 bilhão), em razão da queda nas exportações de produtos manufaturados (-5,6%, em função, principalmente, de óleos combustíveis, autopeças, motores e turbinas para aviação, polímeros plásticos, laminados planos de ferro/aço) e semimanufaturados (-20%, por conta de celulose, ouro em formas semimanufaturadas, ferro fundido, açúcar de cana em bruto, ferro-ligas, madeira em estilhas). As vendas de produtos básicos também tiveram queda (-18,5%, em função, principalmente, de petróleo em bruto, carnes salgadas, minério de cobre, soja em grão, café em grão, carne de frango, algodão em bruto).

Nas importações, também pela média diária, houve retração de 10,3%, sobre igual período comparativo – média da terceira semana, de US$ 642 milhões sobre a média até a segunda semana, que foi de US$ 715,5 milhões. A queda das compras externas no período pode ser atribuída, principalmente, à diminuição nos gastos com equipamentos mecânicos, equipamentos eletroeletrônicos, químicos orgânicos e inorgânicos, plásticos e obras, adubos e fertilizantes.

Análise do mês

Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de maio de 2019 (US$ 994,1 milhões) com a média diária registrada em maio de 2018 (US$ 920,6 milhões), há crescimento de 8%  em função do aumento nas vendas de produtos manufaturados (+33,3%, por conta, principalmente, de óleos combustíveis, partes de motores e turbinas para aviação, aviões, gasolina, autopeças) e semimanufaturados (+15,7%, por conta de semimanufaturados de ferro/aço, ferro-ligas, ferro fundido bruto, madeira serrada ou fendida, couros e peles). Por outro lado, as vendas de produtos básicos foram reduzidas (-1,7%,  em função de soja em grãos, petróleo em bruto, farelo de soja, minério de cobre, arroz em grãos).

Em relação à média diária de abril de 2019, houve crescimento de 6%, em virtude do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+8,4%), básicos (+6,3%) e manufaturados (+4,7%).

Nas importações, a média diária até a terceira semana de maio deste ano (US$ 684,9 milhões) ficou 8,5% acima da média de maio do ano passado (US$ 631,5 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+28,1%), químicos orgânicos e inorgânicos (+18,2%), combustíveis e lubrificantes (+15,9%), equipamentos mecânicos (+9,0%) e equipamentos eletroeletrônicos (+8,1%). Sobre abril de 2019, houve crescimento de 5,5 pelos aumentos em adubos e fertilizantes (+33,5%), farmacêuticos (+24,5%), químicos orgânicos e inorgânicos (+14,7%), veículos automóveis e partes (+11,8%) e combustíveis e lubrificantes (+8,2%).

BNDES lança crédito para médias empresas com valor mínimo de R$ 10 milhões

Cidade Verde

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou na última sexta-feira (17) o “BNDES Crédito Direto Médias Empresas” – produto voltado para empresas de médio porte. A nova linha apoiará investimentos no valor mínimo de R$ 10 milhões, em operações que poderão ser contratadas diretamente com o banco.

Os recursos podem ser investidos em obras civis, montagens e instalações, móveis e utensílios, máquinas e equipamentos e inovação, dentre outros. O objetivo é induzir ganhos de produtividade, sustentabilidade, competividade e governança nas companhias apoiadas. Segundo o banco, as médias empresas são um segmento prioritário, por sua capacidade de gerar emprego e incorporar novas tecnologias. “Estamos lançando um produto para apoiar o investimento, mas que também tem um componente de giro, dando um oxigênio adicional enquanto a empresa vai crescendo e se desenvolvendo”, afirmou o presidente do BNDES, Joaquim Levy. 

Com a nova linha de crédito, o Banco pretende atuar em um nicho ainda pouco atendido. Considerando o peso do segmento (29% do PIB industrial do país), a avaliação é de que melhorias nas empresas desse porte tendem a gerar impacto positivo na economia do país. A estimativa é contratar cerca de R$ 2 bilhões por ano. 

Condições

Além dos Investimentos em obras civis, montagens e instalações, móveis e utensílios, a linha poderá destinar para capital de giro até 40% do valor contratado. Os gastos podem ocorrer em até 5 anos. O prazo total de pagamento será de até 120 meses para investimentos (incluindo até 24 meses de carência) e de 48 meses para giro (incluindo até 12 meses de carência). O custo financeiro será a Taxa de Longo Prazo (TLP), mais spread de risco e remuneração básica, que varia de 1,7% ao ano (para investimentos) a 2,1% ao ano (para capital de giro). O Banco apoia a totalidade dos itens financiáveis. 

Operadores ampliam investimentos no Itaqui

Ascom EMAP

A instalação de terminais de granéis líquidos (derivados de petróleo e outros), de granéis sólidos (Tegram e terminais de cobre e de fertilizantes) e as exportações de celulose no Itaqui foram viabilizadas em razão de uma conexão ferroviária eficiente. “Esse fator está associado à confiança do investidor privado na Emap – Empresa Maranhense de Administração Portuária e às demais vantagens do porto, como localização geográfica estratégica para os principais mercados mundiais”, explica Ted Lago.

Nos primeiros quatro meses deste ano o Tegram embarcou 1,7 milhão de toneladas de grãos pelo Itaqui, um aumento de 22% se comparado ao mesmo período do ano passado. Desse total, 67% da carga movimentada foi recebida pelo modal ferroviário (composições ferroviárias de 80 vagões). Se o ritmo de crescimento for mantido, considerando as obras de implantação da segunda fase que estão em andamento, o terminal deve operar com um volume ainda maior recebido pelo modal ferroviário.

Segundo a gestão do terminal, esse modal agrega um valor considerável nas operações, dada a capacidade de recebimento do Tegram (cada trem descarrega em média 7.500 toneladas de grãos). Entre as vantagens do aumento de volume de carga recebida pela ferrovia está a redução na ociosidade do ativo e o incremento nos volumes de embarque.

O gerente geral do Corredor Centro-Norte da VLI, Fabiano Rezende, informa que a companhia está investindo R$ 9 bilhões para estruturar um sistema de logística integrada que conecta terminais, ferrovias e portos. “O objetivo é oferecer ao mercado eficiência nas operações e capacidade”, destaca.

“Para que os grãos alcancem o Porto do Itaqui operamos mais de 700 quilômetros do tramo norte da Norte-Sul (entre Porto Nacional-TO e Açailândia-MA) e estamos conectados à Estrada de Ferro Carajás formando um importante elo entre as áreas produtoras e o mercado externo”, explica Rezende.

Entre os estados de Tocantins e Maranhão a VLI investiu mais de R$ 1,7 bi (dois terminais integradores, ampliação da frota de vagões e locomotivas, construção do acesso ferroviário ao porto etc). Desse modo foi possibilitada a criação de uma rota para suportar a demandada nova fronteira agrícola do Brasil, que inclui o leste e nordeste do Mato Grosso, Maranhão, Tocantins, Pará, Piauí e Bahia.

Fertilizantes

Em 2020 deve ficar pronto o novo terminal de fertilizantes que está sendo construído pela COPI no Porto do Itaqui. Em 2018 foram movimentadas 1,9 milhão de toneladas (recorde histórico) e a expectativa é seguir crescendo. Com a nova estrutura a expectativa é de que o volume movimentado chegue a 3,5 milhões de toneladas.

“Para atingir essa marca temos de entrar na nova fronteira, chegando ao norte do Tocantins, nordeste do Mato Grosso e sudeste do Pará”, explica o presidente da COPI, Carlos Roberto Frisoli. “Saindo de trem do Itaqui até Pameirante (TO) levamos três dias e depois aproveitamos os caminhões que chegam para descarregar soja. Assim reduzimos o frete marítimo, percorremos distâncias menores de caminhão e o produtor tem um custo final menor”, resume.

Essa logística permite que indústrias de fertilizante se instalem ao longo da ferrovia, o que deve proporcionar mais agilidade e uma oferta maior de produtos. “Desenvolvemos uma parceria com a VLI para alcançar a região central do Brasil a partir do Porto do Itaqui e o sucesso dessa empreitada depende também do trabalho conjunto com a Emap. Acredito que podemos inverter a logística de fertilizante do país pelo Porto do Itaqui”, diz.

PIB do Estado cresce mais que o do País

Folha de Pernambuco

A economia de Pernambuco cresceu 1,9% em 2018 em comparação com 2017, ano em que o Estado teve uma evolução de 2%. São dois anos consecutivos de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) pernambucano, apesar da recessão em que o Brasil mergulhou a partir de 2014. 

O resultado do PIB de 2018, apresentado nesta segunda-feira (18) pela Agência de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco- Condepe Fidem, vinculada à Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão, mostrou crescimento em todos os setores econômicos: Agropecuária, 5,3%; Indústria, 2% e Serviços 1,7%. 
No quarto trimestre de 2018, em relação ao mesmo período de 2017, o PIB teve um melhor desempenho, crescendo 3,9% – apesar de uma queda de 3,9% % na Indústria que foi compensada pelos aumentos na Agropecuária (4,9%) e nos Serviços (1,4%).Pernambuco manteve a participação de 2,7% do PIB nacional, registrada em 2017, o equivalente a R$ 182,8 bilhões em preços de mercado. 

Na comparação com o Brasil, que cresceu 1,1% em 2018, o Estado continuou na frente. “Pernambuco cresceu mais que o País em 2017 e em 2018, com resultados positivos em setores importantes. É uma retomada da nossa economia em dois anos seguidos, apesar da crise. Pode parecer devagar, mas é consistente”, afirmou a presidente da Agência Condepe/Fidem, Sheilla Pincovsky. 

Setores impactados
Formada basicamente pelo setor terciário (serviços) que responde por 76,0% do PIB estadual, e pela indústria, com 19,7% de participação, a economia vem crescendo com novos serviços e polos produtivos. Na indústria de transformação, em 2018, o aumento foi de 3,2% na produção física, com destaque para a fabricação de veículos automotores que cresceu 21,3% e representa o desempenho da Jeep, instalada em Goiana. Na sequência, produtos de metal tiveram um aumento de 20,0% e sabões, cosméticos e higiene pessoal subiram 16,2%.\

Outros segmentos registraram queda, refletindo mudanças e dificuldades de recuperação como as enfrentadas pelo setor têxtil, que caiu -9,4%, e o segmento de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-7,9%), um efeito da diminuição na produção dos estaleiros e da Renest. “A refinaria tem peso importante na geração de valor do PIB pernambucano mas vem sofrendo com a mudança da política da Petrobras”, explicou o gerente de Estudos e Pesquisas da Agência Condepe Fidem, Rodolfo Guimarães. A reviravolta da petroleira frustrou as expectativas de alavancagem da economia a partir da implantação do polo de petróleo e gás em Suape. “Mas não por eles em si, e sim por não estarem completos. O Estaleiro (Atlântico Sul) teve sua demanda desconstruída, hoje se prefere comprar navios mais baratos em Cingapura. Se houvessem encomendas para o estaleiro, se a refinaria tivesse sua unidade de redução de enxofre concluída, se a politica de refino nacional aumentasse o uso da capacidade instalada da unidade, obviamente teríamos mais retorno para nossa economia”, explica o economista Écio Costa.O coordenador do Núcleo de Economia da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), o economista Cezar Andrade, lembra que a previsão da indústria estadual era crescer 3,0% em 2018, mas o ano foi abalado pela greve dos caminhoneiros, em maio. “O impacto da Jeep, que produziu 199 mil veículos em Goiana, em 2018, foi significativo. O PIB industrial poderia ser ainda menor sem esta fábrica”, pondera.No comércio varejista, que faz parte do setor de Serviços, a venda de veículos foi justamente a que apresentou uma expansão significativa em 2018, com aumento de 11%. A evolução de vendas também em móveis, artigos farmacêuticos e médicos e em outros artigos de uso pessoal – que oscilaram entre 2,6% e 2,9% – já mostra uma recuperação na renda das famílias, com efeitos na Construção Civil, que tem aumentado a construção imobiliária de olho na volta da classe média ao consumo. Os empresários dizem que este ano é de preparação e em 2020 vão voltar a crescer.
Para 2019, o diretor de Estudos e Pesquisas da Agência Condepe Fidem, Maurílio Lima, estima um aumento de 2,5% a 3% do PIB de Pernambuco, os mesmos índices que eram previstos para 2018, há um ano, mas foram reduzidos para perto dos 2% no segundo semestre. “Não houve surpresas nos números estaduais, só os dos Brasil. depois de uma desaceleração que frustrou as expectativas”, completa Rodolfo Guimarães. 

PIB

PIB – Crédito: Arte/Folha de Pernambuco