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85% da produção de ferro da Vale no Pará é feita sem uso de água

Portal Canaã

Carajás Serra Norte e Serra Sul (S11D) são referências no processo, que traz ganho ambiental, e social. O S11D já nasceu com a tecnologia e não tem barragem de rejeitos. A operação da unidade fez aumentar em 11 vezes a arrecadação de Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) pelos Governos.

Oitenta e cinco por cento da produção de minério de ferro da Vale no Pará já é realizada à umidade natural, ou seja, a seco, sem o uso de água. O processo reduz a quantidade de rejeitos e elimina a necessidade de construção de novas barragens ou de alteamentos. Uma das referências nesse processo é o empreendimento S11D da Vale. Localizado em Canaã dos Carajás, o empreendimento opera totalmente com essa tecnologia. Na mina de ferro de Carajás, também quase a totalidade das linhas de beneficiamento já são a seco, além de ser empregada outra tecnologia que reaproveita o rejeito.

A empresa considera ampliar a produção com processamento a seco. A previsão é que até 2024, toda a produção de ferro no Estado seja feito sem água. A ampliação deverá trazer também ganhos ambientais, econômicos e sociais. Além de não gerar rejeito, a tecnologia reduz o consumo geral de água em média em 93%. Também favorece o fornecimento de metálicos de baixa emissão de poluentes, permitindo redução significativa da emissão de CO2 na indústria siderúrgica global.

Desde que entrou em operação, a produção do S11D ampliou os valores de arrecadação dos Governos. Nos últimos dois anos (2017 e 2018), as operações da Vale em Canaã, por meio da mina de cobre do Sossego e do S11D já geraram por volta de R$ 753 milhões em arrecadação ao Estado, município e União, considerando cinco principais tributos e a CFEM.

O total pago a título de CFEM aos cofres públicos (União, Estado e Município), fruto das operações da empresa em Canaã, em 2016, foi de R$ 28,7 milhões (referentes a extração do cobre), já em 2018, foram recolhidos R$ 320,7 milhões (referentes a extração do cobre e minério de Ferro), total 11 vezes superior. Já considerando, outro tributo, a taxa de fiscalização da atividade mineral (TFRM) repassado ao Estado que totalizou R$ 1,3 milhão em 2016 passou para R$ 120 milhões em 2018.

Processo elimina necessidade de barragens

Até chegar ao produto final, que é comercializado pela Vale, o processo de beneficiamento funciona da seguinte forma: o minério de ferro extraído vai para equipamentos que reduzem o seu tamanho, a chamada britagem. Posteriormente, seguem por etapa, que classifica os minérios por tamanho. Nesse processo, o minério passa por peneiras, onde é feita a separação de acordo com uma especificação padrão do produto. Esta é uma das etapas mais importantes da produção: a classificação por peneiramento.

A diferença no beneficiamento a úmido é que há utilização de água na classificação. O processo gera, então, o chamado rejeito, resíduos ultrafinos de material de menor teor de ferro, que ficam misturados na água e são direcionados à barragem. Essa rota de processamento é utilizada nos minérios que apresentam menor teor de ferro em uma amostra de rocha.

Já o tratamento à umidade natural (a seco), não utiliza água. Esse processo é adotado para os minérios que têm alto teor de ferro numa amostra de rocha, como o de Carajás. Nas usinas, são utilizadas peneiras de classificação de alta aceleração e após a britagem e o peneiramento, o minério já está pronto para ser comercializado. Desta forma, não há geração de rejeitos e assim também não há necessidade de barragem.

Investimento Social

Em termos de investimentos sociais no município, foram cerca de R$ 150 milhões aplicados em parceria com a prefeitura na realização 40 obras como reforma e construção de oito escolas, reforma do hospital, construção do Conselho Tutelar, do Centro do Idoso, a reinauguração da Casa da Cultura com escolas de formação em modalidades artísticas. No Estado, a Vale emprega mais de 27 mil trabalhadores entre empregados próprios e terceiros. Deste total, 4 mil estão nas operações em Canaã. Em 20018, também R$ 800 milhões foram adquiridos de fornecedores locais.

Outra tecnologia reaproveita rejeitos

Desde 2013, em Carajás, também é usada tecnologia que reaproveita o rejeito, fazendo o reprocessamento e reduzindo a quantidade de material na barragem do Geladinho. A empresa também aguarda o licenciamento do projeto Gelado anunciado ano passado. Por meio do projeto, será possível reaproveitar o rejeito depositado ao longo dos últimos 30 anos na barragem do Gelado, reduzindo gradativamente a quantidade de rejeitos. A previsão é recuperar 10 milhões de toneladas por ano.

Bancos incentivam a descarbonização dos navios

Portos e Navios

Onze grandes bancos com interesse no transporte marítimo, representando uma carteira de empréstimos bancários de cerca de US $ 100 bilhões, lançaram uma nova estrutura global para incentivar o movimento da navegação em direção à descarbonização.

Com a denominação Princípios de Poseidon, os bancos avaliarão e divulgarão conjuntamente o alinhamento climático nos seus portfólios de transporte, integrando as considerações sobre o clima nas decisões de empréstimo.

Os 11 bancos fundadores são o Citi, o Societé Generale, o DNB, o ABN Amro, o Amsterdam Trade Bank (ATB), o Credit Agricole CIB, o Danish Ship Finance, o Danske Bank, o DVB, ING e o Nordea. Juntos representam cerca de 20% da carteira global de financiamento do setor. Outros bancos devem se unir no futuro próximo, incluindo os bancos asiáticos.

“Como bancos, reconhecemos que o nosso papel na indústria naval nos permite promover uma administração ambiental responsável em toda a cadeia de valor marítima global. Os Princípios de Poseidon servirão não apenas às nossas instituições para melhorar a tomada de decisões em nível estratégico, mas também moldarão um futuro melhor para a indústria naval e nossa sociedade ”, disse Michael Parker, chefe global de logística e transporte marítimo do Citi e presidente do conselho do Comitê de Redação da nova organização.

Os Princípios de Poseidon devem ser consistentes com as políticas e ambições da estratégia inicial de GEE adotada em abril de 2018 pelos Estados membros da IMO. A estratégia prescreve que as emissões provenientes do transporte internacional devem ser reduzidos em pelo menos 50% dos níveis de 2008 até 2050, com uma forte ênfase na emissão zero.

Pretende-se que os princípios evoluam ao longo do tempo, à medida que a IMO ajuste suas políticas e regulamentações à medida que outros impactos ambientais e sociais adversos sejam identificados para inclusão. 

Os Princípios de Poseidon são aplicáveis a credores, afretadores e garantidores financeiros, incluindo agências de crédito à exportação. Eles serão implementados em políticas, procedimentos e padrões internos e aplicados em todos os produtos de crédito garantidos por embarcações que estão sob a alçada da IMO.

Os princípios foram desenvolvidos com a ajuda dos armadores líderes da indústria, como a AP Moller Maersk, Cargill, Euronav, Lloyd Register e Watson Farley & Williams. 

Há também apoio especializado fornecido pelo Fórum Marítimo Mundial, Instituto de Energia da University College de Londres e Instituto Rocky Mountain.

Soren Toft, COO e vice-presidente executivo da AP Moller-Maersk, comentou: “A descarbonização da navegação exigirá inovação inigualável. Um navio moderno é um ativo altamente intensivo em capital, com uma vida útil típica de 25 a 30 anos. Para cumprir metas climáticas ambiciosas, as embarcações com emissão zero precisarão entrar na frota até 2030. Isso nos deixa apenas 10 anos para desenvolver os novos combustíveis marítimos, tecnologias de propulsão e infraestruturas que serão necessárias. Os Princípios de Poseidon nos ajudarão a catalisar essa transição ”.

TCU dá seis meses para que governo acabe com preços diferentes de combustível de navegação

Agência Infra

O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou que o governo apresente, em 180 dias, um plano de ação para acabar com a venda de combustível para navegação com preços diferentes para os navios nacionais e estrangeiros. De acordo com o relator do processo, ministro Bruno Dantas, a cobrança diferenciada fere a legislação.

A determinação, que envolve os ministérios da Infraestrutura, de Minas e Energia e da Economia, é parte das decisões tomadas pelo órgão ao analisar a auditoria operacional que avaliou os problema da cabotagem no país, especialmente no setor de contêineres.

O relatório da auditoria, que foi antecipado pela Agência iNFRA e serviu de base para reportagem especial sobre o tema, disponível neste link, apontou que a falta de coordenação entre os diversos órgãos públicos envolvidos no sistema de navegação é um dos entraves para o uso das vias marítimas para o transporte de carga geral.

O acórdão, disponível neste link, traz ainda outras determinações para o governo, como uma redefinição do nível de confidencialidade de informações do Sistema Mercante, da Receita Federal, e do Portal Único do Comércio Exterior; e um plano para que o Conhecimento de Transporte Multimodal de Cargas passe a ser utilizado nos sistemas da Receita Federal.

À ANTAQ, o TCU determinou um prazo de 180 dias para a apresentação de “estudos sobre o mercado de navegação de cabotagem de contêiner, com o objetivo de encontrar opção regulatória para o fomento à competição no setor”. O voto referendou a análise da área técnica que apontou indícios de cartelização na cabotagem de contêineres no país.

Além das determinações, há uma série de recomendações do TCU ao ministério e à agência que terão que ser analisadas pelos responsáveis nos órgãos públicos, entre elas a incorporação das rotas de cabotagem no PNL (Plano Nacional de Logística), mudanças na sistematização do dados sobre o setor e pedido de estudos para que o ICMS do setor seja igualado.

Durante o processo de votação, os ministros mostraram-se perplexos com os resultados da auditoria e a falta de ação governamental na área para desenvolver o sistema de transporte pela cabotagem.

Sem Política Setorial

A auditoria realizada pela SeinfraFerroviaPortos do TCU partiu de três questionamentos:

1) As ações de planejamento e de fomento à cabotagem de contêineres atualmente conduzidas pelo Ministério da Infraestrutura estimulam o aumento da participação desta navegação na matriz de transportes?

2) A atual regulação da ANTAQ incentiva a concorrência e/ou aumento da oferta de serviço de transporte de contêiner por cabotagem?

3) Os procedimentos de controle atualmente aplicáveis à movimentação de cargas nos terminais portuários obstaculizam o desenvolvimento da cabotagem de contêiner?

Para esses três questionamentos, foram apresentados cinco achados mais relevantes que foram especificados ao longo do documento:

1) Não existe política pública específica de fomento à navegação de cabotagem;

2) Os sistemas de informação governamentais não proveem informações suficientes que permitam o monitoramento das ações de fomento à navegação de cabotagem de contêiner;

3) As estratégias previstas na PNT (Política Nacional de Transporte) e a atuação dos órgãos setoriais não solucionam a falta de isonomia dos preços de combustível entre a navegação de cabotagem e a de longo curso;

4) Não há fomento à competição entre armadores na navegação de cabotagem de contêiner;

5) A atuação dos órgãos e entes públicos não promove a operacionalização do transporte multimodal de cargas na cabotagem.

“O cenário atual da cabotagem demonstra a ausência de uma política pública institucionalizada e ações sem sinergia, pontualmente adotadas por entidades e órgãos, o que acaba por prejudicar a participação deste modal na logística brasileira”, afirma o relator Bruno Dantas em seu voto.

Coordenação

Em entrevista à Agência iNFRA, Dantas disse que a cabotagem foi escolhida como tema pela relevância e ressaltou que há necessidade de maior coordenação do governo em todo o setor de infraestrutura.

“A fragmentação dos esforços decorre da descentralização administrativa ocorrida no estado brasileiro. Mas, num setor tão complexo como esse, é recomendável uma atuação mais coordenada. Aliás, é sintomático que, nesse contexto, a criação de uma estrutura como o PPI esteja trazendo tantos resultados positivos”, afirmou o ministro adiantando que o tribunal vai monitorar o cumprimento das decisões.

Starnav e Detroit defendem importância do marco regulatório para construção naval

Portos e Navios

A Starnav defendeu a importância da manutenção do marco regulatório do setor para navegação e construção naval do Brasil (Lei 9432/1997). Durante o batismo do rebocador Starnav Canis na noite da última quinta-feira (14), o diretor-geral da empresa, Carlos Eduardo Pereira, destacou que a entrega da embarcação foi possível, dentre outros fatores, pela existência do atual marco regulatório da navegação e da indústria naval do país. Ele ressaltou que a navegação sempre foi e continuará sendo assunto de segurança nacional e soberania dos países e acrescentou que uma marinha mercante forte é necessária para assegurar a confiança dos investidores no Brasil. 

“Precisamos do esforço de todos os atores de nossa comunidade marítima e autoridades para que possamos manter o mesmo (marco regulatório) sem qualquer tipo de alteração por interesses particulares, trazendo aos investidores a segurança jurídica necessária, a qual sempre será premissa para qualquer novo investimento”, afirmou Pereira durante a cerimônia realizada no Rio de Janeiro.

O diretor-geral do Detroit, Maxwell de Souza Oliveira, acrescentou que a construção das embarcações no estaleiro é feita com empenho e superando dificuldades. Ele lembrou que o primeiro rebocador construído para a Starnav (Antares) iniciou a curva de aprendizado até chegar ao Canis e às outras sete unidades que estão em regime de construção paralela. “A construção naval precisa de mais apoio para conseguir trazer mais tecnologia e empregos para o país”, destacou Oliveira em seu discurso. O Detroit Brasil construiu mais de 100 embarcações de serviço em seus 17 anos de atividades.

O diretor financeiro do grupo Detroit no Brasil, Juliano Zimmermann Freitas, lembrou que a empresa investe com a consciência de que o setor naval vive dias nublados, com poucos investimentos e atividades que ocupam estaleiros nacionais e poucas empresas de navegação que continuam ampliando suas frotas. O Detroit também demonstrou preocupação com o que considera um ‘movimento que busca abertura indiscriminada do segmento’ aos construtores estrangeiros e embarcações importadas. “Ter a costa brasileira escancarada dessa maneira, somente fragiliza a indústria naval nacional. Um verdadeiro desserviço a todos aqueles que investiram e que continuam a investir no país”, salientou Freitas.

Suape e Panamá firmam acordo

Diário de Pernambuco

O Porto de Suape e a Autoridade do Canal do Panamá (ACP) assinarão hoje um acordo de cooperação na capital do país centro-americano. O complexo pernambucano é o maior do Nordeste, mas demonstra capacidade de crescer ainda mais no país e, para isso, busca novos parceiros, inclusive internacionais.

A aliança com o Panamá visa atrair novas rotas, principalmente entre Ásia e Brasil, fazendo do Porto de Suape um hub com foco no segundo terminal de contêineres. O resultado seria uma maior movimentação de cargas, além de agilizar a operação das indústrias locais. Com o alargamento do Canal do Panamá, em 2016, houve um efeito relevante na dinâmica dos navios grandes, que antes não passavam por lá.

“Desta forma, a rota Ásia-Brasil era feita exclusivamente pelo sul da África. Mas, com o alargamento, esses navios começaram a passar por lá. Só que o porto tem que ter boa profundidade e o terminal estrutura concentradora, então a rota ainda é feita majoritariamente pela África. Acaba que os navios descarregam em outros portos, como o de Santos, e depois vêm aqui para cima”, explica Leonardo Cerquinho, presidente do Porto de Suape, que estará no Panamá junto com secretário de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, e o diretor de Planejamento e Gestão de Suape, Francisco Martins. 

A expectativa é que, com o acordo com o Panamá, exista um alinhamento entre os interesses entre o Canal e Suape. “Queremos viabilizar que a rota Ásia-Brasil venha pelo Panamá e use Suape como o concentrador de carga. Essa rota por aqui é perfeitamente viável. Temos o perfil para ser um hub. E é preciso ter eficiência muito grande, como está desenhado no nosso segundo terminal, que já estamos licitando”, afirma Cerquinho. 

O foco específico nesta rota se dá pela importância do mercado asiático no mundo. “Essa rota tem impacto importante para Suape porque, tendo essa rota direta, podemos ser um porto concentrador de cargas e isso traz um efeito multiplicador importante para a economia. Boa parte das indústrias que temos aqui hoje recebe matéria-prima da Ásia. Podemos reduzir de 45 para 30 dias a chegada dos contêineres sem a parada em portos do Sul e Sudeste. Além disso, o custo de estoque é reduzido e elas se tornam mais competitivas”, acrescenta. 

Viabilidade

Para Leonardo Cerquinho, a necessidade desta rota já existe e agora haverá um trabalho comercial para viabilizar o Porto de Suape como hub. “Ninguém muda uma rota da noite para o dia, vamos trabalhar esse processo agora. Já somos um hub regional e queremos ser nacional também”, reforça. O presidente ainda ressalta que os navios que fazem a rota têm condições de vir a Suape, já que o porto que passou a ter aval para entrada de navios de contêineres de maior capacidade. Antes eram navios de 305 metros e agora 366 metros. “Mas da forma que está estruturado o primeiro terminal, teria que ter novos investimentos. O prazo contratual é até 2031, é um horizonte curto para conseguir amortizar grandes investimentos. Então vamos conversar sobre a possibilidade de reequilíbrio contratual para novos investimentos”, diz. Já o processo de licitação do segundo terminal está em análise no Tribunal de Contas da União (TCU) e deve sair nos próximos dias. Daí vai para análise da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). “Isso deve levar entre 45 e 60 dias e, em agosto, a licitação deve ser aberta. Entre novembro e dezembro deve ter o vencedor. O contrato deve ser assinado no início de 2020 e serão três anos de obra. Em 2023 já deve estar funcionando”, ressalta. 

Suape vai reduzir funcionários

Jornal do Commercio

O presidente do Porto de Suape, Leonardo Cerquinho, apresentou ontem aos funcionários o Plano de Demissão Voluntária do Complexo. A proposta é estimular o desligamento de profissionais com mais de dez anos de casa. Hoje o porto conta com 300 colaboradores, dos quais 164 são do quadro.

“O Plano foi desenvolvido para atender a uma solicitação dos funcionários. Desses 164, 88 estão desde o início da criação de Suape e têm idades entre 57 e 83 anos”, observa Cerquinho. Pelas regras do Plano, os demitidos terão direito a dez salários-base, além de 50% da multa de FGTS e dois anos de permanência nos planos de saúde médico e odontológico. Os funcionários interessados em aderir ao Plano precisam colocar seus nomes na lista entre os dias 25 de junho e 31 de julho, com a expectativa de que os desligamentos aconteçam entre agosto e setembro. “Se todos os 88 funcionários aderissem ao plano, Suape teria que fazer um desembolso de R$ 15 milhões.

Mas como acreditamos que a adesão não será total, porque existem pessoas com idades na casa dos 50, temos previstos R$ 2,5 milhões no orçamento para realizar o Plano”, diz Cerquinho.

GESTÃO

O presidente explica que depois da finalização do Plano será avaliado o número de cargos desocupados e se será necessário recompor o quadro de funcionários.

“Estamos adotando ajustes na gestão que nos permita ser mais eficientes com menos gente, por meio de automação e outras medidas internas”, afirma Cerquinho. Por enquanto, não existe previsão de realizar novo concurso público.

O último foi feito em 2010, teve validade até 2014 e foram contratadas 87 pessoas. No ano passado, Suape completou 40 anos de história.

Porto de Paranaguá ampliará visitas turísticas

Portos e Navios

Anúncio foi feito nesta quarta-feira (19) a um grupo de empresários do setor de turismo, pelo diretor empresarial da Portos do Paraná, André Pioli.

O Porto de Paranaguá vai ampliar a recepção de grupos para visitas turísticas. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (19) a um grupo de empresários do setor de turismo pelo diretor empresarial da Portos do Paraná, André Pioli. A empresa pública já recebe grupos, principalmente de estudantes, em visitas agendadas.

Entre as ações que estão sendo desenvolvidas pela nova gestão, Pioli anunciou a intenção de preparar o Porto Barão de Teffé, em Antonina, para receber navios de turistas de pequeno porte. “Também temos a possibilidade de receber grandes transatlânticos que vão fundear próximo à Ilha do Mel em dezembro, fevereiro e março”, adiantou.

O hoteleiro Célio Reis de Souza, representando a Câmara Setorial de Turismo, Hotéis e Restaurantes da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (ACIAP) destacou a iniciativa da diretoria do porto, de abrir novamente as portas aos turistas. Ele salientou a necessidade da criação de uma comissão, formada por empresários, com objetivo de planejar ações para atrair visitantes e organizar o suporte necessário para a chegada ao porto.

ESTUDANTES – O diretor do Instituto de Diplomacia Empresarial (IDEM), Marcelo José Cardozo Dias, adiantou a intenção já anunciada de cerca de 20 universidades, do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, de agendarem suas visitas. “Temos que trazer esses estudantes e mantê-los por um tempo na cidade, de modo que movimentem todo nosso comércio local”, defendeu Dias.

Também participaram da reunião empresários dos ramos hoteleiro e gastronômico, o diretor de Operações do Porto, Luiz Teixeira da Silva Júnior; a superintendente da Secretaria de Cultura e Turismo de Paranaguá, Fernanda Nasaris e o vereador Adriano Ramos.

COMO VISITA –  A visitação ao Porto de Paranaguá é fechada para grupos de no mínimo 40 pessoas e precisa ser agendada com antecedência pelo email: visitas@appa.pr.gov.br. A partir deste contato, a Diretoria Empresarial dos Portos do Paraná enviará e-mail para a instituição requerente com instruções sobre a visita e a disponibilidade de datas e horários.

A visita dura cerca de 1h30. Nos primeiros 40 minutos é apresentado um vídeo sobre o Porto de Paranaguá e uma palestra sobre a atividade portuária. Depois o grupo segue para visita ao cais, em ônibus, onde acompanha as operações de carga de descarga.

Inauguração do Berço 4 garante plena operação para o Porto de Itajaí

Portos e Logística

O Porto de Itajaí recuperou sua capacidade plena de operação nesta segunda-feira (17) com a inauguração do berço 4. Após mais de uma década, as obras de reforço e realinhamento foram concluídas e vão permitir que o Porto receba até quatro navios ao mesmo tempo. O investimento federal de R$ 161 milhões garantirá maior competitividade para geração de emprego e renda no município.

Primeiro do país na movimentação de congelados e o segundo na movimentação de contêineres, o Porto de Itajaí movimenta 5% da balança comercial do Brasil e mais de 70% da balança comercial de Santa Catarina. Para o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, a conclusão das obras coloca o município em uma nova etapa de crescimento.

“A importância deste porto está mais que comprovada, tudo que se investe aqui tem resultados positivos. Com a inauguração do berço 4, o porto está na sua plenitude, com a dragagem do canal feita, com a dragagem de manutenção contratada e com outras obras já em andamento, que colocam o nosso porto num momento muito privilegiado”, destaca o prefeito.

Volnei ainda mencionou que em breve a área primaria do porto será ampliada em 40%. O investimento municipal será feito com recursos da compra do terreno do Centro Integrado de Saúde (CIS), que pertencia à União. Outros R$ 5 milhões também foram investidos em equipamentos que irão tornar o Porto de Itajaí um dos mais modernos do país.

“A plenitude de atendimento se reflete em competitividade, porque aumentamos o número de embarcações que podem ser recebidas ao mesmo tempo e a atividade portuária, que está em 25 mil contêineres por mês. Com os berços prontos prevemos aumentar ainda mais essa movimentação”, pontua o superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga.

O cais do Porto de Itajaí foi afetado pela enchente de 2008 e precisou receber diversas obras de reconstrução, adequação e reforço. Os berços 3 e 4 foram os últimos a serem concluídos – as obras chegaram a ser paralisadas pela empresa responsável em 2016, sendo retomadas apenas em julho de 2017. Com a finalização, o cais passa a ter 1.047 metros de extensão para receber até quatro navios simultâneos.

Plano de concessões

Durante a cerimônia, o Ministério da Infraestrutura anunciou a inclusão do Porto de Itajaí no plano de concessões prioritárias do Governo Federal, o que irá viabilizar novos investimentos. A intenção é que se discutam em conjunto os termos de uma nova licitação internacional, na qual os encargos para a empresa vencedora irão definir o tempo de concessão.

“O Porto de Itajaí é a bola da vez, vamos prever recursos para se somar a essas obras. É prioridade do governo e vai figurar no sistema de concessões”, garantiu o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas.

Bacia de Evolução

A draga que concluirá a primeira etapa da Bacia de Evolução (draga BACKHOE), foi outro destaque da inauguração. Atracado em frente ao berço 4, o equipamento impressionou os presentes e, em breve, vai retomar os trabalhos para conclusão da obra. O aditivo de R$ 40 milhões que permitiu a finalização da primeira etapa da bacia será custeado pelo Município de Itajaí.

Quando for concluída, a Bacia de Evolução vai permitir que a cidade receba navios de até 400 metros de comprimento.

Saiba mais

Após a enchente de 2008 que colapsou o berço 2 e reconstruído pelo Governo Federal, a gestão do Porto de Itajaí foi motivada a reconstruir, adequar e reforçar seu cais, isso para evitar possíveis danos nas suas estruturas dos berços 3 e 4 em caso de forte correnteza no Rio Itajaí-Açu E também permitindo atender a demanda da nova frota de navios full contêiner acima de 300 metros de comprimento que estão cada vez mais presentes na costa brasileira.

O berço 3 teve sua entrega no dia 18.12.17 e o berço 4, com Ordem de Serviço 20.02.2014 e retomada em julho de 2017, com sua entrega ao dia 17.06.19.

As obras de realinhamento e reforço dos berços 3 e 4 foram executadas com recursos do Governo Federal (Termo de Compromisso nº SEP/011/2011), o qual repassou R$ 161 milhões para execução das obras e contratação de empresa de assessoria à fiscalização, sendo iniciadas em 2014.

Com a finalização das obras em 2019, o Porto de Itajaí passa a ter quatro berços, somando 1.047 metros de extensão e permitindo a atracação de navios com 336 metros de comprimento, previstos para atracar ainda em 2019, quando for concluída a obra da Nova Bacia de Evolução.

Dragagem de manutenção

Para assegurar o recebimento de navios acima de 300 metros de comprimento, o Porto de Itajaí, através de investimentos próprios de cerca de R$ 1 milhão, realizou a dragagem do Berço 4, o mantendo apto operacionalmente.

Defensas e cabeços de amarração

Através de investimentos próprios no valor de R$ 2.095.000,00, o Porto de Itajaí abriu edital para aquisição de defensas e cabeços de amarração, sendo adquiridos e instalados 12 conjuntos no berço 4.

Especificações técnicas

• 490 m. de caís;

• 292 Estacas em camisa metálica com 52 m. de profundidade média;

• 294 m de cortina de estacas prancha com 34 m. de profundidade média;

• 678,83 ton. de aço CA 50/60 para estacas;

• 5.142,80 m³ de concreto para estacas;

• 5.265,80 m³ de concreto moldado in loco;

• 1.843 m³ de concreto para fabricação de pré-moldados;

• Demolição de 1.439,88 m³ de estruturas em concreto armado;

• 9.734,25 m³ de carga e remoção de sedimentos até 22 m de profundidade;

• Recuperação de 12 conjuntos de cabeços e defensas, instalados no berço 3;

• Serviço inédito no Brasil, 31 furos de fragmentação e perfuração de laje maciça submersa através de processos de perfuração a rotopercussão e a rotação.

PF inaugura sede do Grupo Especial de Polícia Marítima em porto de Santarém, no PA

G1

A Polícia Federal de Santarém, no oeste do Pará, ganhou na manhã desta quarta-feira (19) uma nova base que vai abrigar o Grupo Especial de Polícia Marítima (Gepom). A inauguração ocorreu nas instalações da nova unidade, na área da Companhia de Docas do Pará, e contou com a presença de várias autoridades civis e militares.

O espaço foi cedido pela CDP e compreende um galpão de aproximadamente 500 m², que servirá para abrigar as cinco embarcações da PF, que antes ficavam em lugares emprestados. Na nova sede do Gepom, os veículos usados em operações também poderão passar por manutenção, agilizando todo o processo de conserto e ampliando a atuação policial nos rios da região.

Além do galpão, um posto foi construído para abrigar os oito policiais que foram treinados e designados para o Grupo, junto com todo o equipamento necessário para o atendimento às ocorrências. Os profissionais não ficarão diretamente na base do Gepom, mas a ideia é que utilizem as instalações em missões e operações pré-agendadas no porto e nas áreas ribeirinhas.

“Por conta das limitações do nosso efetivo, não temos como manter um patrulhamento constante aqui no porto. Então serão operações previamente marcadas, organizadas, para poder prestar esse serviço e estar presente no porto, acompanhando as atividades”, explicou o delegado da PF, Ricardo Rodrigues.

O grande objetivo da criação desse posto é desenvolver ainda mais o trabalho contra o tráfico de drogas, que já realizado pela guarda portuária da CDP e agora ganhará o apoio mais direto da Polícia Federal no local.

“A instalação do grupo é fundamental para o porto e para o município. Nós já temos um trabalho específico da guarda, mas estamos em uma fase de ampliação das atividades portuárias e há uma preocupação grande com o acesso dos navios ao exterior”, afirmou o coordenador da Companhia de Docas do Pará, Artur Guimarães.

A PF de Santarém abrange uma área de 532 km² e 22 municípios, atendendo mais de um milhão de pessoas no oeste do Pará. Com a implantação da unidade marítima, mais a base já existente no município, a ideia é que o trabalho policial seja ampliado e se torne mais eficiente em toda a região.

“Certamente o Gepom irá incrementar a ação da Polícia Federal no combate ao tráfico de drogas, crimes ambientais e outros delitos cometidos na área de circunscrição. Nós já tínhamos uma atuação incisiva na área marítima e espera que as instalações físicas nós possamos fomentar nossas atividades fiscalizatórias”, concluiu o superintendente da Polícia Federal do Pará, Wellington Santiago.

Portos privados têm autorização de investimentos de R$ 3 bilhões

Revista M&T

O setor portuário privado mais que dobrou sua previsão de investimentos de 2018 para 2019 no Rio de Janeiro, passando de R$ 1,2 bilhões para R$ 3 bilhões, respectivamente.

Os números, levantados pela ATP – Associação de Terminais de Uso Privado trazem uma comparação ainda mais significativa, pois o investimento autorizado em 2013 era de R$ 200 milhões, um crescimento de 1400% quando comparado a 2019.

No total, em seis anos, foram autorizados mais de R$ 6 bilhões pelos terminais de uso privado (TUPs) apenas no estado do Rio de Janeiro.

Um dos TUPs mais significativos no Estado e no país é o Complexo Portuário do Açu, localizado no norte fluminense. Projetado dentro do conceito porto-indústria, o complexo teve um aumento de 158,2% na sua movimentação de cargas entre 2017 e 2018 e teve autorização para investir mais de R$ 300 milhões no período.

“Este crescimento é de extrema importância para o Estado, ainda mais neste momento delicado nas contas públicas, pois consolida o Rio de Janeiro como importante pólo logístico.

Por isso, em 20 anos, o Porto do Açu deve ser maior que o Porto de Santos. Acreditamos muito no potencial deste e de outros terminais de uso privado, que têm sido uma das molas propulsoras de investimentos em todo o país”, afirma Murillo Barbosa, presidente da ATP – Associação dos Terminais de Uso Privado.