Arquivo da categoria: Indústria Metalmecânica e Eletroeletrônica

Santos Brasil recebe portêineres de última geração para operar navios de 366 metros

Portos e Navios

A Santos Brasil recebeu nesta quarta-feira (19), no Tecon Santos, dois novos portêineres (guindastes sobre trilhos para operação de navios de contêiner) de última geração, da fabricante ZPMC. Os equipamentos têm 50 metros de altura, comprimento de lança de 70 metros (15 metros a mais do que os que já operam no terminal) e capacidade para movimentar simultaneamente dois contêineres de 20 pés, num total de até 100 toneladas de carga.

Os equipamentos recém-chegados são os dois primeiros novos guindastes de cais de um total de oito que serão adquiridos pela Companhia e integram o projeto de modernização e ampliação do Tecon Santos, que prepara o terminal para atender de maneira eficiente a demanda prevista para o Porto, a partir da chegada dos navios do tipo New Panamax (com 366 metros de comprimento e capacidade de transportar até 12.500 TEUs).

Com uma dimensão e tecnologia que permitem alcançar as últimas fileiras de contêineres nestes super navios, os portêineres trarão ganhos de produtividade, eficiência e flexibilidade operacional ao terminal, refletindo em maior qualidade de serviço aos clientes.Publicidade

Os equipamentos agregam também mais segurança e precisão à operação, pois são dotados da tecnologia TPS (Truck Position System – sistema de posicionamento de carretas) que define de forma precisa o local de parada das carretas utilizadas no embarque e desembarque de cargas. A Santos Brasil será a primeira no país a dispor desse conjunto tecnológico.

A exemplo do que já ocorre com os atuais portêineres existentes no terminal, os novos também serão equipados com tecnologia OCR (reconhecimento ótico de caracteres), responsável por identificar e conectar ao sistema a numeração dos contêineres. No total, o Tecon Santos permanecerá com 11 portêineres em operação, já que os novos substituirão dois de menor capacidade.

Os equipamentos vieram a bordo do navio Zhen Hua 23 praticamente montados e chegaram ao Brasil depois de uma jornada de 50 dias que teve início no porto de Shanghai, na China, em 26 de dezembro. A operação de desembarque deve durar cerca de seis dias e o trabalho de ajustes finais de montagem, outros 35 dias. A previsão da Companhia é de que até o final de março os equipamentos estejam prontos para o uso.

Investimentos

O projeto de modernização e ampliação do Tecon Santos prevê investimentos de R? 1,5 bilhão em valores atualizados. Permitirá que o terminal receba simultaneamente até três navios New Panamax, aumentará a sua eficiência operacional e energética, a velocidade e o fluxo da operação, além de ampliar em ao menos 20% a capacidade de movimentação do terminal, de 2 milhões de TEU para 2,4 milhões de TEU/ano.

O atual ciclo de investimentos no Tecon Santos começou em 2018, com uma primeira fase de aquisições de equipamentos, no valor de cerca de R? 100 milhões, referentes à compra dos dois portêineres recém-chegados e 30 reboques e 30 terminal tractors para a movimentação de cargas no pátio.

Em 2019, a Companhia contratou as obras civis de expansão, com investimentos na ordem de R? 150 milhões, que ampliará o cais acostável em 220 metros, totalizando 1.510 metros – sendo 1.200 metros no Tecon Santos e 310 no TEV. A previsão da empresa é investir no projeto mais R? 250 milhões em 2020.

Os equipamentos vieram a bordo do navio Zhen Hua 23 praticamente montados e chegaram ao Brasil depois de uma jornada de 50 dias que teve início no porto de Shanghai, na China, em 26 de dezembro. A operação de desembarque deve durar cerca de seis dias e o trabalho de ajustes finais de montagem, outros 35 dias. A previsão da Companhia é de que até o final de março os equipamentos estejam prontos para o uso.
Sobre a Santos Brasil

Praticagem-SP pede mudança de protocolo da Anvisa sobre Coronavírus

Portos e Navios

Mesmo após ter sido descartada a presença do Coronavírus (Covid-19) no navio chinês Kota Pemimpin, que atracou na última quarta-feira (19) no Porto de Santos, a praticagem do estado de São Paulo alertou sobre o risco de o prático vir a se tornar vetor de transmissão da doença. Isso porque ele é o primeiro profissional a embarcar no navio para realizar a manobra de entrada no porto. De acordo com o presidente da Praticagem-SP, Carlos Alberto Souza Filho, tem havido uma interpretação distorcida sobre o regulamento sanitário internacional, do qual o Brasil é signatário. Ele explicou que, pelo protocolo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a entrada ao porto não está inclusa na livre prática, autorização para o navio entrar no porto e operar carga e descarga.

Souza Filho alerta que a não inclusão dessa fase operacional do navio nas medidas sanitaristas e de saúde da agência pode colocar em risco a saúde do prático, quem realiza a manobra de entrada do navio. Souza afirmou que o pleito da praticagem é de que esse protocolo seja revisto pela Anvisa, e que esta passe a ser a primeira a entrar no navio, no fundeadouro de quarentena. “Eles (a Anvisa) têm profissionais teoricamente especializados para lidar com essas situações e avaliar as verdadeiras condições dos tripulantes a bordo, mitigando o risco de que o primeiro profissional que vai a bordo, que é prático, seja um vetor da doença para o resto da comunidade”, alertou Souza Filho.

Ele afirmou que a atual medida de inspeção, apenas após o navio atracar, evita que outros profissionais como estivadores e agentes de navegação entrem a bordo em caso de suspeita do vírus, porém deixa de fora o prático. Souza Filho ressaltou ainda que, caso a medida da Anvisa seja a quarentena para o prático que apresentar sintomas da doença, o problema pode ser a redução no número de práticos em exercício, visto que são poucos os profissionais com essa capacitação em Santos.

De acordo com a Anvisa, dois tripulante do porta-contêiner Kota Pemimpin, de bandeira chinesa, apresentaram sintomas de febre e amigdalite ao longo do trajeto. Após a realização da inspeção no Porto de Santos, porém, a suspeita de Coronavírus foi descartada pela agência.

Investimentos da FCA vão aquecer economia do Estado

Folha de Pernambuco

Pernambuco deve receber novas empresas e indústrias nos próximos anos. É que a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) está realizando um ciclo de investimento de R$ 7,5 bilhões em quase seis anos, a contar de 2018, para o Polo Automotivo da Jeep, em Goiana, Região Metropolitana do Recife (RMR). Diversos projetos e ampliações estão dentro desse investimento.

Em visita à diretoria da Folha de Pernambuco, na última quinta-feira, o diretor de comunicação e sustentabilidade da FCA, Fernão Silveira, informou os negócios a serem desenvolvidos pelo Grupo, a exemplo da produção de um quarto veículo na fábrica de Goiana, a chegada de novos fornecedores para a fábrica e os projetos sociais no entorno da região. No encontro, estavam presentes o diretor executivo da Folha de Pernambuco, Paulo Pugliesi, o diretor operacional, José Américo, a editora-chefe, Leusa Santos, e a gerente de Mercado, Tânia Campos.

INVESTIMENTOS
Um ciclo de investimentos que começou em 2018 e seguirá até o início de 2024 foi programado pela FCA para o Brasil. Na fábrica de Goiana, a empresa está investindo R$ 7,5 bilhões, destinados a novas operações. Dentro do valor, está prevista a produção em Pernambuco de um novo Jeep. O futuro modelo será um SUV premium de sete lugares. O projeto global vai ser criado pela equipe da América Latina e exportado para outros países. Além disso, a empresa decidiu repaginar os três veículos que são produzidos atualmente: Fiat Toro, Jeep Compass e Jeep Renegade. E, ainda dentro do montante, vai ampliar de 31 para 50 o número de empresas fornecedoras da Jeep.

FORNECEDORES
A chegada de mais fornecedores vai ser essencial para a fabricação de novas peças para os carros. Segundo Fernão Silveira, existe uma meta dentro do plano da FCA de chegar em 50 fornecedores até 2024. Para fechar os negócios, depende também dos parceiros, do município e da gestão estadual para trazer essas empresas. No fim de janeiro, a fornecedora Yazaki, líder no mercado de confecção de chicotes automotivos, já anunciou a chegada em Pernambuco com investimento de R$ 60 milhões e geração de 1.600 empregos. E, na última quarta-feira, a Sada Transportes, operadora logística do Grupo FCA, também comunicou expansão do seu terminal, com investimento de R$ 110 milhões e geração de cerca de 300 empregos diretos e indiretos.

REGIONALIZAÇÃO
Para garantir a eficiência logística, será preciso instalar as empresas fornecedoras para além do Polo de Goiana, já que a área da região já está bastante ocupada. Por isso, a ideia da FCA é que essas novas empresas sejam atraídas para outras regiões. A Yazaki, por exemplo, construirá sua fábrica na cidade de Bonito, no Agreste de Pernambuco. Atualmente, 70% dos fornecedores do Polo de Goiana estão localizados no Brasil, sendo 30% instalados em Pernambuco. A expectativa é aumentar esse índice em Pernambuco para 50% até 2024.

PROJETOS SOCIAIS
Um dos compromissos da FCA é dar protagonismo a comunidades no entorno do Polo de Goiana. Ano passado, a empresa promoveu a capacitação de 15 grupos pernambucanos disponibilizando oficinas de estandartes e música de caboclinhos. Esses grupos irão se apresentar neste Carnaval. Além disso, mais 14 grupos serão capacitados este ano em oito municípios localizados próximo à cidade de Goiana. A FCA também pretende levar maracatus de Pernambuco, incluindo os grupos e os estandartes, para serem apresentados em Belo Horizonte, onde o grupo tem a fábrica da Fiat.

ESPORTES
O Grupo FCA, por meio da marca Fiat, está realizando investimentos nas seleções brasileiras de futebol até 2022, incluindo a seleção base, a olímpica, a feminina e a masculina. Além disso, está com investimento, por meio da marca Jeep, em esportes de aventura e natureza, como campeonatos de surf.

Rnest alavanca dívida bruta da Petrobras

Jornal do Commercio

A Refinaria Abreu e Lima (Rnest), inaugurada há 5 anos no Complexo de Suape, contribuiu mais uma vez para aumentar a dívida bruta da Petrobras, que fechou em US$ 87,1 bilhões no ano passado. Apesar de ter encerrado o ano com um lucro líquido recorde de R$ 41 bilhões, a companhia continua a ser uma das petroleiras mais endividadas do mundo. Desde que foi construída, a Rnest contribui ano a ano para a desvalorização dos ativos da Petrobras. A divulgação do balanço da companhia em 2019 aconteceu ontem durante evento na sede da empresa, no Rio de Janeiro.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, lembrou que a unidade de refino de Pernambuco foi a mais cara construída no mundo, diante da sua capacidade de produção. “Existem refinarias no Oriente Médio com uma produção muito superior e que tiveram investimento menor”, observou. O projeto da Rnest previa uma capacidade de produção de 230 mil barris de petróleo por dia, mas o investimento na segunda parte da planta não foi construído e atualmente ela só produz 100 mil barris por dia, com destaque para a produção de diesel

O balanço de 2019 da Petrobras contabilizou perdas de R$ 11,6 bilhões por redução ao valor recuperável do ativo (“impairment”). Desse total, R$ 6,59 bilhões vieram da revisão de expectativa de curva do petróleo Brent, no quarto trimestre, e R$ 2,2 bilhões vieram da postergação da previsão de entrada em operação do segundo trem (etapa) da Rnest, que está fora do horizonte, à espera da venda do empreendimento. Outro fator de perda foi a perfuração de poços secos, com baixa de US$ 1,25 bilhão.

“Se a Rnest não for vendida, a companhia terá que fazer um investimento na unidade mais pra frente e essa postergação diminui o valor do ativo. A Petrobras sofreu um desmonte gigante nos últimos anos e não será fácil reverter. Já estamos conseguindo, mas durante algum tempo vamos precisar conciliar a redução da dívida com a melhora da companhia. Para isso, vamos continuar fazendo investimentos, boa parte deles com recursos oriundos do programa de desinvestimento”, diz Castello Branco. No ano passado, a Petrobras conseguiu colocar US$ 16,3 bilhões no caixa da companhia por conta dos desinvestimentos e, por outro lado, fez investimento de US$ 27,4 bilhões.

A expectativa da Petrobras é assinar contrato de compra e venda de oito refinarias, inclusive a Rnest, ainda este ano e concluir as negociações em 2021. Castello Branco adiantou que há interesse de compradores por todas as refinarias colocadas à venda. “Todas as refinarias receberam ofertas, nenhuma ficou órfã”, afirma.

A Petrobras espera receber no segundo trimestre deste ano as propostas vinculantes pelas refinarias colocadas à venda, revisando a previsão anterior que era no início de março. Segundo a companhia, as empresas interessadas pediram mais prazo para apresentar suas propostas. A Rnest foi a última refinaria construída pela Petrobras após um intervalo de mais de 30 anos sem construir uma nova unidade de refino. Castello Branco também lamentou os US$ 50 bilhões desperdiçados na construção de refinarias sem operação, como o Comperj, as Premium 1 e 2 e Pasadena, além da Rnest, com pequena produção. “O Comperj é o cemitério da corrupção”, disse.

Gerdau registra queda de 74% no lucro líquido do 4º trimestre

Infomet

O grupo siderúrgico Gerdau teve queda de 74% no lucro líquido do quarto trimestre de 2019 sobre o mesmo período do ano anterior, pressionado por queda nos preços internacionais do aço e demanda menor pelos produtos da divisão de aços especiais no Brasil e nos Estados Unidos.

A companhia teve lucro líquido de 102 milhões de reais nos três últimos meses do ano passado, ante previsão média de analistas compilada pela Refinitiv de 362 milhões de reais.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado caiu 19,4% no período, para 1,13 bilhão de reais, ficando também abaixo da expectativa média do mercado, de 1,31 bilhão, segundo a Refinitv.

A produção de aço bruto da divisão de aços especiais, voltada para indústrias como automotiva e petrolífera, despencou 33% no período e as vendas recuaram 28%. Com isso, o Ebitda da unidade desabou 50%, para 113 milhões de reais e a margem retrocedeu de 11,4% para 8,1%.

A Gerdau afirmou que no Brasil a produção caiu por causa de parada em usina de Mogi das Cruzes (SP) e as vendas tiveram queda por causa da contínua redução das exportações da indústria de veículos nacional, que tem a Argentina como seu principal cliente.

Nos Estados Unidos, a divisão de aços especiais produziu e vendeu menos “em virtude da menor demanda no setor de óleo e gás e da redução na produção automotiva no período”, afirmou a Gerdau.

Fora da divisão de aços especiais, a Gerdau teve crescimento nas vendas de aços longos, voltados para a indústria de construção civil. As vendas no mercado interno da unidade “Brasil” da Gerdau subiram 14% no quarto trimestre sobre um ano antes, puxadas pelo incremento de 15% no volume de longos e de 11,4% no de planos.

Segundo a Gerdau, este movimento evidencia “melhor demanda nos mercados de construção civil e da indústria. Vale ressaltar que as vendas de concreto armado (vergalhão e corte e dobra) aumentaram 17% e as vendas de chapas grossas aumentaram 36% no mesmo período”.

Apesar disso, o Ebitda ajustado da operação Brasil da Gerdau caiu 16% e a margem recuou de 16,4% no quarto trimestre de 2018 para 13,4% nos últimos três meses de 2019.

A Gerdau terminou o ano passado com relação dívida líquida sobre Ebitda de 1,67 vez, redução ante o nível de 1,71 vez do fim de 2018 e do múltiplo de 1,96 vez ao final de setembro.


OPERAÇÕES MINEIRAS DA GERDAU RECEBERÃO R$ 1 BILHÃO EM 2 ANOS

A Gerdau segue focada nos investimentos voltados para as operações em Minas Gerais e deve investir cerca de R$ 1 bilhão nas operações no Estado nos próximos dois anos. Além disso, no final do ano passado, a empresa obteve a licença para a nova área chamada Várzea Leste Norte, que faz parte do complexo Várzea do Lopes, localizado em Itabirito/Moeda. O empreendimento contará com a produção de 1 milhão de toneladas de minério de ferro ao ano e as obras serão iniciadas entre final de março e início de abril. Também estão previstos investimentos próximos a R$ 40 milhões na descaracterização de barragens em 2020.

“Tivemos importantes avanços no final de 2019. Na operação de mineração, cujo foco é o abastecimento interno, obtivemos, em dezembro, licença para a nova área Várzea Leste Norte, que contará com a produção de 1 milhão de toneladas de minério de ferro ao ano. Outro avanço foi o nosso plano de solução para descaracterização do alteamento a montante da barragem dos Alemães, que foi aprovado pela Agência Nacional de Mineração (ANM)”, explicou o diretor-presidente (CEO) da Gerdau, Gustavo Werneck.

O investimento previsto para a descaracterização da barragem dos Alemães, em Ouro Preto, é de R$ 40 milhões em 2020.

Werneck explica que Minas Gerais é um estado muito importante para a Gerdau, por isso, nos próximos anos, uma parte muito significativa dos investimentos previstos para o Brasil será direcionada para o Estado.

“Na mineração, vamos fazer investimentos importantes em processamento a seco e vamos aportar na descaracterização da barragem. Na usina de Ouro Branco vamos ter um ciclo de investimentos importante de 2020 a 2024. A unidade passará por manutenções, modernização tecnológica e melhoria da competitividade. Vamos ter uma obra relevante no alto-forno 1 por volta de 2023. Boa parte do capex previsto para o Brasil vai ser direcionado para Ouro Branco. Nos próximos dois anos, serão investidos R$ 1 bilhão em Minas Gerais especialmente na mineração e na usina”.

Em 2019, os investimentos da Gerdau somaram R$ 1,7 bilhão, sendo R$ 797 milhões para manutenção geral, R$ 424 milhões para manutenção da usina de Ouro Branco e R$ 525 milhões para expansão e atualização tecnológica. Do valor total desembolsado no ano, 49% foram destinados para a operação Brasil, 24% para a Aços Especiais, 23% para a América do Norte e 4% para a América do Sul.

O plano de investimentos global da companhia para 2020 continua sendo de R$ 2,6 bilhões, que faz parte do programa de capex de R$ 7 bilhões para o período de 3 anos (2019-2021).

Produção de aço bruto tem queda em 2019

A produção de aço bruto da Gerdau chegou a 2,9 milhões de toneladas no quarto trimestre, contra 3,2 milhões de toneladas um ano antes, queda de 8,4%. Já as vendas chegaram a 3 milhões de toneladas entre outubro e dezembro de 2019, enquanto na mesma época de 2018 havia sido de 3,1 milhões de toneladas. Resultado 2,8% menor.

No acumulado do ano, a produção da siderúrgica caiu de 15,3 milhões de toneladas em 2018 para 12,4 milhões de toneladas em 2019, volume 18,8% inferior. As vendas também ficaram menores, saindo de 143,5 milhões de toneladas para 12 milhões de toneladas em 2019, retração de 17%.

Na Operação de Negócio Brasil (ON Brasil), ao longo do quarto trimestre de 2019, a produção de aço bruto somou 1,4 milhão de toneladas, queda de 1% frente a igual período anterior. Mantendo a mesma base de comparação, foi verificada alta de 13,2% nas vendas totais internas somando 1,4 milhão de toneladas. As vendas internas de aços longos, 1 milhão de toneladas, cresceram 14,9% e de aços planos, 434 mil toneladas, aumentaram 11,4%.

O diretor-presidente (CEO) da Gerdau, Gustavo Werneck, destaca que, no Brasil, ao longo do quarto trimestre de 2019, houve um crescimento acima da média do mercado doméstico de aços planos e longos. No período, as vendas de aços planos cresceram 11,4%, impulsionadas, principalmente, pelo avanço da estratégia em chapas grossas nos setores eólicos, máquinas e equipamentos, embarcações e óleo e gás. Para 2020, as perspectivas são positivas e os negócios serão estimulados pelos avanços na construção civil e nos projetos de infraestrutura.

“A cadeia consumidora de aço encerrou 2019 com baixos níveis de estoques e demanda aquecida. O mercado doméstico de aços longos, os sinais de reação no setor de construção civil no Brasil se confirmaram nos últimos meses do ano, o que resultou em aumento de 17% nas nossas vendas de aço para concreto armado no quarto trimestre de 2019. Para 2020, o avanço dos lançamentos da construção civil, que estavam restritos aos grandes centros, devem se estender a outras regiões do País, favorecendo uma retomada mais consistente para o setor da construção e contribuir para a maior demanda pelos nossos produtos”.

Ainda conforme Werneck, é esperado um avanço maior no setor de infraestrutura a partir do segundo semestre de 2020, seguindo os destravamentos dos investimentos públicos e das parcerias com o setor privado.

O segmento de varejo também segue bastante positivo, segundo Werneck. “Nossas vendas subiram 34% em 2019, frente a 2018, enquanto a base de cliente cresceu 55%. Além disso, as vendas vias canais eletrônicos passaram a representar 11% dos volumes vendidos devido ao lançamento da loja virtual”, disse Werneck.

Gerdau vê espaço para subir preços de aço no Brasil no 1º tri

Reuters

O atual panorama permite à Gerdau elevar preços de aço no Brasil no primeiro trimestre, depois que a diferença de valores entre a liga importada e a nacional ficou próxima de zero em janeiro, afirmou nesta quarta-feira o presidente-executivo do grupo siderúrgico, Gustavo Werneck.

“Temos objetivo de recompor margens, já que existe uma tendência de subida de (custo de) matéria-prima. Com o crescimento de demanda na construção civil, existe ambiente bastante propício no primeiro trimestre para a gente implementar essa subida de preços e recompor margem”, disse Werneck.

Ele não foi específico sobre o reajuste pretendido pela Gerdau, mas afirmou que desde janeiro a Gerdau tem “reposicionado” os preços no Brasil, de olho em elevar a diferença de valores entre material importado e nacional, conhecida como “prêmio” pelo setor.

“Queremos levar os prêmios para patamares mais equilibrados…para dois dígitos, acima de 10%”, disse Werneck.

As ações da Gerdau, que estavam entre as principais quedas mais cedo, logo após a divulgação de queda de 74% no lucro líquido do quarto trimestre sobre um ano antes, reduziram a perda após os comentários de Werneck, caindo 1,3% às 13h20.

O presidente da Gerdau comentou ainda que espera uma recuperação de margens das operações de aços especiais da empresa nos Estados Unidos neste ano, após a divisão pressionar o resultado do grupo no quarto trimestre.

No Brasil, Werneck citou que a Gerdau espera que o movimento de recuperação do mercado imobiliário residencial continue nos próximos meses, fomentando a demanda por aços longos.

“Todos os indicadores mostram que a demanda se recuperou e vai continuar se recuperando nos próximos meses, não só em São Paulo, mas em outras regiões do país”, disse o executivo.

Carteira do PPI inclui portos, florestas parques e áreas de mineração

Valor Econômico

A carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) incluiu a concessão de cinco novos terminais portuários, por sugestão do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, conforme a reunião realizada nesta quarta-feira do Conselho do PPI, a primeira desde que o programa migrou para o Ministério da Economia.

Os terminais estão localizados em Aratu (BA), Maceió, Santana (AP), Paranaguá (PR) e Vila do Conde (PA), destacou nesta quarta-feira a secretária especial do programa, Martha Seillier. Também foi incluída a relicitação da BR-040, concedida no governo Dilma Rousseff e devolvida ao governo.

A carteira passou a contar com mais dois parques nacionais, ambos no Rio Grande do Sul: Canela e São Francisco de Paula. Três florestas no Amazonas foram incluídos para concessão na carteira do PPI: Humaitá, Piquiri e Castanho. A ideia é permitir o manejo sustentável dessas áreas.Publicidade

O conselho também incluiu no programa cerca de 20 mil direitos minerários em poder da Agência Nacional de Mineração (ANM). São áreas que já estiveram em mãos privadas e por algum motivo retornaram ao governo.

A Ceitec, uma empresa estatal fabricante de chips, foi incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND). Os estudos para sua privatização, que deveriam ser concluídos em junho, foram antecipados para março.

Um novo conjunto de participações minoritárias da União foi incluído no programa. Também foram adicionados terminais pesqueiros em Cabedelo (PB), Belém e Manaus.

O PPI também propôs a criação de uma política para atrair investimentos privados para o setor de turismo.

Com a reunião de hoje, a carteira do PPI passa a ter 134 projetos, destacou a secretária especial, que salientou ainda a inclusão de mais dois leilões de geração de energia, A-4 e A-6, e dois de transmissão.

Desde 2016, o PPI já leiloou 172 dos 287 projetos qualificados no programa. Os investimentos estimados com esses projetos são da ordem de R$ 700 bilhões. Os leilões realizados pelo PPI desde sua criação geraram receitas de outorga de cerca de R$ 137 bilhões para a União.

Antaq aponta alternativas para equacionar frota de porta-contêineres na cabotagem

Portos e Navios

O estudo, desenvolvido pela Gerência de Desenvolvimento e Estudos – GDE da Superintendência de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade – SDS, procurou apontar alternativas para aumentar, no curto prazo, a disponibilidade de porta-contêineres na cabotagem, flexibilizando as formas de investimento em frota para atendimento das flutuações de demanda.

A utilização da frota desse tipo de embarcação que opera na navegação de cabotagem chegou a 76,2% em agosto de 2018.

Dentre as alternativas está a que permite o afretamento por tempo, desde que esse afretamento tenha uma duração mínima a ser estipulada e que seja emitido o Certificado de Liberação da Embarcação – CLE, nos moldes do que já ocorre nos acordos bilaterais de longo curso.Publicidade

Destaca-se que a Lei nº 9.432/97 não veda esse tipo de afretamento, exigindo apenas, no caso de embarcação estrangeira, que seja feita a “circularização” para comprovar a inexistência ou indisponibilidade de embarcação de bandeira brasileira.

O estudo apresenta, ainda, como uma das vantagens dessa opção regulatória, a sua concretização por intermédio de resolução da Agência, tornando mais ágil e flexível sua implementação e monitoramento.

As opções regulatórias apresentadas no estudo constituem subsídios para a diretoria colegiada e demandam aprofundamento.

Produto inovador impede arraste de carvão pelo vento em siderúrgica

Ascom

Pensando no compromisso ambiental, que é um dos pilares da empresa, a Ternium, maior siderúrgica da América Latina, investiu em um produto inovador que evita que particulas de carvões e aditivos sejam arrastados pelo vento. O produto chamado de Bioaglopar tem um tom esverdeado, e funciona como um supressor de poeira que, quando aplicado sobre as pilhas de materiais que ficam no pátio de matérias-primas, forma uma película impedindo o arraste pelo vento e também minimizando a umidade no interior. A iniciativa começou em dezembro de 2019.

“A Ternium tem como valor primordial desenvolver e procurar inovações para preservar o meio ambiente. Após muita pesquisa no Brasil e em outros países, conseguimos encontrar um fornecedor com um supressor a base de celulose que nos dá proteção contra arraste eólico e chuvas moderadas, e diminui a oxidação dos carvões estocados, resultando em um impacto positivo na qualidade das matérias-primas”, comenta Alber Toledo, assessor de Operação e Green Partner do Pátio de Matérias-primas e Sinterização.

De acordo com Alber, a aplicação do Bioaglopar tem impacto positivo na segurança da operação e nas comunidades. “A quantidade menor de água no interior das pilhas em tempos chuvosos diminui consideravelmente a possibilidade de desmoronamento, não expondo nossos colaboradores e evitando impacto em nossas operações com a parada dos equipamentos. Além disso, sua efetividade reduz as chances de qualquer material fino se deslocar pela atmosfera para a comunidade”, completou.

Este produto também permite economizar equipamentos para limpar canaletas, diminuindo a quantidade de material depositado e, assim, a frequência de limpeza.

Distribuidoras de aço registram vendas maiores

Diário do Comércio

As vendas dos distribuidores de aços planos avançaram 10,4% em janeiro na comparação com dezembro e 5,3% sobre igual mês do ano anterior, chegando a 279,4 mil toneladas comercializadas no primeiro mês de 2020. Assim, apesar de algumas incertezas quanto ao mercado internacional e os efeitos da epidemia de coronavírus na China, as projeções do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) para este exercício seguem mantidas para um crescimento de 5% sobre 2019.

“Estamos falando apenas do primeiro mês do ano e, embora a enfermidade cause preocupações quanto ao fornecimento de componentes para o setor automotivo, caso haja alguma queda na produção, por falta das peças, esperamos que o volume seja recomposto logo em seguida, a partir de outras medidas”, disse o presidente do Inda, Carlos Loureiro.

Segundo ele, a apreensão se deve em função de alguns atrasos na entrega dos equipamentos por parte de fornecedores chineses. “Se não conseguirem regularizar a entrega até o final do mês, algumas empresas começarão a ter problemas na produção e buscar novos fornecedores demandaria ainda mais tempo. Já estivemos mais preocupados, mas ainda existe algum receio. Há estoques e temos que esperar para ver como o setor e o mercado vão reagir”, ponderou.

Em relação aos preços dos aços planos para a rede de distribuição, Loureiro voltou a armar que além dos reajustes praticados pelas usinas entre o m de dezembro e janeiro, na ordem de 10%, novos preços estão previstos também para as próximas semanas.

“Já anunciaram novos aumentos, a Usiminas (Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais) e a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), movimento que deverá ser acompanhado pelas demais. Isso tem ocorrido porque a elevação praticada não foi suficiente para recompor o prêmio, em virtude tanto da valorização do preço no mercado internacional, como da taxa de câmbio”, explicou.

Também de acordo com os dados do Inda, as compras das distribuidoras totalizaram 297,3 mil toneladas no primeiro mês de 2020. Na comparação com dezembro houve alta de 2,1% e frente a janeiro do ano passado foi registrado incremento de 2,6%.

Assim, em número absoluto, o estoque do mês passado aumentou 2,2% em relação ao mês anterior, atingindo o montante de 818,1 mil toneladas. E o giro dos estoques fechou em baixa com 2,9 meses.

Comércio exterior – Já as importações encerraram o mês de janeiro com alta de 97,6% em relação ao mês anterior, com volume total de 106,2 mil toneladas. Comparando-se ao mesmo mês do ano anterior a alta foi de 19,6%. Loureiro ressaltou que o incremento nos volumes importados foi pontual e não preocupa, justamente pela briga das usinas em relação aos preços, uma vez que o prêmio continua negativo, mesmo depois dos últimos reajustes.