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CSN sobe mais de 3% com alta do minério e possível reajuste de preços

 Money Times 

Com a recente alta do minério de ferro, e a valorização do dólar ante ao real, as principais siderúrgicas brasileiras estão com um aumento no preço do aço para o mercado local saindo do forno, podendo variar de 10% a 12,5%. As informações são da edição desta sexta-feira do jornal Valor Econômico.

De acordo com a publicação, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) (CSN) deve manter a tradição e ser a primeira a elevar o valor do aço plano. A expectativa é que o reajuste aconteça a partir dia 1º de julho.

Com isso, as ações da CSN operam com alta de 3,14% a R$ 15,46.

O Valor lembra que o presidente da companhia, Benjamin Steinbruch, já havia dado a informação durante conferência com analistas para explicar os números do 1º trimestre. Agora, fonte do setor também confirmam que outras siderúrgicas devem seguir o mesmo caminho.

A jornada desta sexta-feira foi mais uma vez marcada pela forte valorização dos contratos futuros do minério de ferro, que são negociados na bolsa de mercadorias da cidade chinesa de Dalian. O ativo com o maior volume de negócios, com vencimento em setembro deste ano, apresentou ganhos de 5,37%, encerrando o dia negociado a 707,00 iuanes por tonelada, o que representa variação de 36 iuanes.

Siderúrgicas planejam novo reajuste de preço em junho

Valor Econômico

A alta do minério de ferro mais a valorização do dólar frente ao real já levam as siderúrgicas a prepararem novo aumento nos preços do aço no mercado brasileiro. No caso do aço plano, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) mais uma vez deve sair na frente das concorrentes. 

A empresa, apurou o Valor, está informando os seus clientes do setores de distribuição e industrial que vai aplicar reajustes de 10% a 12,25% a partir de 1º de junho em suas linhas de produtos. Na conferência com analistas há alguns dias para comentar o balanço financeiro referente ao primeiro trimestre, o presidente da companhia, Benjamin Steinbruch já havia falado dessa decisão da companhia de aplicar o aumento a partir do próximo mês.

“Há espaço para recuperação de preços neste trimestre e vamos implementar esses reajustes”, disse à época o executivo.

Fontes do setor também confirmam que as outras siderúrgicas analisam alta na mesma linha.

“Poderá haver recomposição dos custos que aumentam a cada dia. Mas, os distribuidores ainda não conseguiram repassar os reajustes de março e abril. O mercado está muito ruim. A demanda ainda não voltou”, disse fonte do setor. Ontem, o preço do minério encostou em US$ 100 a tonelada e pode subir mais. A cotação do dólar já passou de R$ 4,00.

Dentre as produtoras de aços planos, a Usiminas é a que se encontra com os custos mais apertados, de acordo com analistas. Isso porque a companhia compra de 80 mil a 100 mil toneladas de placas por mês por até US$ 530 toneladas a tonelada. “Na atual circunstância com o preço da placa nesse patamar será difícil a Usiminas segurar o reajuste.”

No segmento de aços longos as siderúrgicas também já informam os clientes da possibilidade de aplicar aumentos. Segundo uma incorporadora com atuação na baixa renda, a Gerdau informou que fará aumento de preços entre 8% e 10%. A siderúrgica estaria, de acordo com a fonte, aguardando o aumento da demanda para dar início à nova tabela de preços.

Conforme relatório da consultoria S&P Platts, especializada no setor, os preços do vergalhão praticados no mercado brasileiro permanecem estáveis desde o início de abril. Caso se confirme o reajuste em junho, será o terceiro neste ano. As siderúrgicas aplicaram alta de 5% em março e em abril.

“No comparativo anual, os preços brasileiros subiram cerca de 19% em relação a maio de 2018. Os preços mais altos do vergalhão são uma preocupação para a indústria da construção, que consome cerca de 34% do aço produzido no país, mas que ainda não mostrou sinais de recuperação”, informou em relatório a Platts. De acordo com dados da consultoria, o vergalhão está sendo comercializado entre R$ 2.895 e R$ 2.916 a tonelada no mercado doméstico.

Área do Porto de Vitória pode explorar empreendimentos imobiliários

Gazeta Online

Uma parte da área da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) pode passar por exploração imobiliária, semelhante à que aconteceu com a área do Aeroporto de Vitória, que poderá ser utilizado para diversos empreendimentos. A mudança vai depender do estudo de desestatização da Codesa, previsto para iniciar a partir da segunda quinzena de junho.

“O BNDES está contratando uma consultoria que tem conhecimentos técnicos, econômicos, financeiros, jurídicos, para que auxilie a Codesa a encontrar o melhor modelo de exploração do porto. Provavelmente, na primeira quinzena de junho o contrato será formalizado, somente então é que se poderá iniciar esses estudos para definir o modelo de gestão”, disse o presidente da Codesa, Julio Castiglioni.

Os estudos e consultoria para a desestatização já foram licitados. Os responsáveis pelos estudos econômico-financeiros de desestatização serão a Investidor Consulting Partners e Consultoria Ltda – EPP e o Consórcio Portos B – Portos do Brasil. Para a realização dos estudos e consultoria será necessário o pagamento de R$ 1,99 milhão.

“Há uma diretriz do governo federal para desestatizar a Codesa. Isso não quer dizer que haverá uma privatização. Essa é, apenas, uma das possibilidades previstas em lei, mas você tem várias alternativas igualmente previstas em lei como a atração de contratos de concessão, contratos de Parceria Público Privada, ou mesmo intensificar os contratos de arrendamento que são usuais no setor portuário Brasileiro. Somente após esgotar os trabalhos com essa consultoria é que se poderá dizer qual a verdadeira vocação do porto, qual a melhor maneira de extrair um bom proveito econômico”, acrescenta Castiglioni.

“Evidentemente que esse trabalho não vai se desenvolver dentro de um gabinete. Na frieza da análise técnica sem interlocução, por exemplo, com o plano político, com os operadores portuários que exploram o porto, sem discussão com o setor produtivo capixaba”, conclui o presidente da Codesa.

Secretário anuncia programa de fomento à navegação doméstica em visita ao Porto de Santos

A Tribuna

O secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura (Minfra), Marcelo Sampaio, anunciou o lançamento de um programa de fomento para a navegação doméstica no Brasil durante o visita técnica no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, nesta sexta-feira (17). O objetivo é ampliar a modalidade e “triplicar” o crescimento do modal no país.

Sampaio estava acompanhado do secretário Nacional de Portos, Diogo Piloni, e o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Casemiro Tércio Carvalho, e uma comitiva com assessores e técnicos. Eles percorreram o canal de navegação e visitaram instalações no porto, como o Terminal de Contêineres (Tecon), em Guarujá (SP).

“A cabotagem tem mostrado valores abaixo dos de outros modais. Temos uma agenda com o Ministério da Economia e estamos fechando alguns pontos antes de lançar o programa”, declarou o secretário-executivo. A cabotagem difere-se da navegação de longo curso, pois consiste no transporte de cargas em navios entre portos do mesmo país.

O objetivo do governo é tornar o frete mais competitivo. “Temos na cabotagem um cenário de transformação das alternativas logísticas no país. Temos discutido uma série de ações que passam pela desburocratização e outras medidas visando agilizar o tratamento dessa carga nos portos”, disse o secretário nacional de portos.

Segundo dados oficiais, a participação da navegação doméstica no transporte de cargas cresceu 18% em 2018 e o objetivo a partir desse programa é triplicar esse índice. A expectativa é que o lançamento do pacote de incentivos ocorra até a segunda quinzena de junho, após o entendimento entre os ministérios de Infraestrutura e Economia.

Comitiva do Ministério de Infraestrutura visitou o Porto de Santos, SP — Foto: Sérgio Coelho/Codesp Comitiva do Ministério de Infraestrutura visitou o Porto de Santos, SP — Foto: Sérgio Coelho/Codesp

Comitiva do Ministério de Infraestrutura visitou o Porto de Santos, SP — Foto: Sérgio Coelho/Codesp

Gestão em Santos

Durante a visita da comitiva, o presidente da autoridade portuária, Casemiro Tércio Carvalho, falou sobre as ações realizadas na Codesp para a abertura de capital da empresa. O objetivo, segundo ele, é qualificar os serviços no canal de navegação, nos berços de atracação, nas opções de armazenagem, e, ainda, nos acessos terrestres ao cais.

“Essa modernização do Porto de Santos, envolvendo novas tecnologias, mudanças de processos focadas em tecnologia da informação, controles de automação e uma repaginação da mão de obra portuária, farão com que Santos seja visto não só como o maior, mas como o melhor complexo portuário da América Latina”, disse Tércio.

Em dois meses, Codesp fatura quase R$ 7,5 milhões

A Tribuna

Em pouco mais de dois meses, oito contratos firmados entre a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e prestadores de serviços foram renegociados, o que gerou um ganho de cerca de R$ 7,5 milhões para a estatal. Sob nova direção desde o início do ano, a autoridade portuária também negociou com três operadoras os valores de seus contratos de arrendamento de áreas do complexo. Como resultado, garantiu que esses contratos ficassem mais atraentes aos cofres da empresa que administra o cais santista.

Desde que assumiu a presidência da Docas, Casemiro Tércio Carvalho revelou o plano de renegociar contratos para melhorar o caixa da empresa. A autoridade portuária fechou o ano passado com deficit de R$ 468,7 milhões.

Até agora, foram renegociados três contratos de transição firmados com as operadoras Transbrasa (que movimenta contêineres e carga geral), Pérola (granel sólido) e Fibria (celulose). Elas atuam nestas condições porque já estão com o arrendamento de suas respectivas áreas portuárias vencido, e o Governo Federal ainda não leiloou os lotes a novos arrendatários.

Para garantir a continuidade das operações, essas empresas renovam a documentação a cada 180 dias.

“Os contratos de transição estavam sendo ajustados pelo IGP-M [Índice Geral de Preços do Mercado], que não é uma métrica boa. Nós temos que reajustar o contrato em função de um algoritmo, uma planilha. Tem um custo de operação, um custo de investimento. Eu trago isso para o presente. Eu zero o VPL, o valor presente líquido do contrato, uso taxa de retorno. Essa é a forma correta de negociar”, afirmou o diretor-presidente da autoridade portuária.

Entre os contratos que já foram renegociados, o da Fibria foi o que apresentou o maior ganho para a Docas. O reajuste foi de 78% nos valores. Já a área explorada pela Pérola, na região de Outeirinhos, teve um aumento de 68% em suas cifras. A área faz parte do lote STS20, que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) tentou leiloar no ano passado, mas teve de interromper o processo devido à falta de interessados. 

O Governo prepara uma nova licitação para a instalação. O terceiro contrato de transição renegociado foi o da Transbrasa. Neste caso, segundo a Docas, o valor foi reajustado em 32%.

“As negociações seguem uma metodologia única, baseada nos manuais e portarias publicados pela Antaq e pela Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários [do Ministério da Infraestrutura] e considerando premissas de mercado, variando apenas em função das cargas movimentadas e das áreas negociadas. A negociação considera a taxa normativa de desconto atualmente proposta pela Antaq nas licitações mais recentes de 9,38% ao ano. Obviamente, os percentuais negociados variam, sendo resultado das particularidades de cada área e cada carga”, explicou Tércio.

Novas negociações

De acordo com a Codesp, além dos três contratos que tiveram os valores atualizados, foram iniciadas negociações para reajustes com mais duas arrendatárias. A ideia é finalizar o processo nos próximos meses. “Vamos trazer ainda para discussão os terminais que operam no Porto via instrumentos judiciais e desta forma não cumprem a correta remuneração pelas suas atividades no Porto”, destacou a empresa, em nota.

Procurada, a Pérola informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “o contrato de transição foi renovado no fim de março, assegurando a manutenção desta importante operação de descarga de granel no Porto de Santos realizada pelo terminal Pérola com mão de obra qualificada e equipamentos de última geração”. A Transbrasa não respondeu aos questionamentos da Reportagem e a Fibria está em período de silêncio (quiet period), exigido pelo mercado financeiro.

Há novas renegociações de contratos de transição

Para o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Codesp, Danilo Veras, a negociação de contratos de transição é uma oportunidade de tornar a autoridade portuária saudável financeiramente. Segundo ele, além das três negociações já concluídas, há outras três em andamento com a iniciativa privada.

“Há várias assimetrias dentro do Porto e isso é natural. Cada empresário há 20 anos enfrentou seus desafios”, afirmou o executivo. “Ao fim, o contrato termina e ele volta pra mim. O que é o natural? Se eu fizer um novo contrato, não tem sentido dar o mesmo desconto”, explicou Veras.

Por isso, são analisados vários itens na negociação. Entre elas, o valor investido e amortizado pelas arrendatárias ao longo dos anos. Os empresários apresentam planilhas e demonstrativos de custos fixos e variáveis, além da depreciação, investimentos e capital de giro.

Cada um dos contratos tem características diferentes de cálculo e levam em consideração uma expectativa de movimentação. No caso da Transbrasa, o novo contrato considerou um valor médio de R$ 3,76 o metro quadrado ao mês de arrendamento e isso gera aumento de 32% em relação ao contrato de transição anterior.

No caso da Pérola, os valores do novo contrato são de R$ 8,40 por metro quadrado ao mês e um variável de R$ 0,74 por tonelada, sendo dada uma movimentação mínima de 45 mil toneladas por mês. Para a Fibria, o novo contrato prevê uma parcela fixa de R$ 2,52 por metro quadrado ao mês e uma parcela variável de R$ 2,52 por tonelada. A expectativa é que a companhia movimente cerca de 72 mil toneladas ao mês.

Diretor de Projetos da Marinha garante construção de navios em Itajaí: “não tem volta”

NSC Total

Convidado para falar a empresários catarinenses durante a reunião do Comitê da Indústria da Defesa (Comdefesa), da Fiesc, o vice-almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar,  diretor de Projetos da Marinha do Brasil, garantiu na manhã desta quinta-feira que o bloqueio de verbas do governo federal não vai afetar o andamento do projeto de construção de quatro navios da Marinha em Itajaí. Ele confirmou que o recurso previsto para a empreitada, de R$ 2,5 bilhões, está contingenciado – mas acredita que isso será revertido no segundo semestre.

– Esse projeto não tem volta. O Brasil e a Marinha precisam modernizar a frota – afirmou.

O vice-almirante disse que as corvetas brasileiras (modelo que será construído em Itajaí) têm 36 anos e estão obsoletas. A média mundial para esse tipo de embarcação é de 30 anos de uso, com projetos de atualização na metade desse período. As embarcações são usadas em serviços estratégicos como a defesa da Amazônia Azul. 

A Marinha foi a principal atingida pelo bloqueio de verbas no setor de Defesa, que soma R$ 13 bilhões. O recurso para as corvetas está com a Engepron, empresa de projetos da Marinha que negocia os termos do contrato com o consórcio Águas Azuis, vencedor da concorrência pública para construção das embarcações. O grupo tem entre as consorciadas a alemã Thyssenkrupp Marine e a Embraer, com previsão de transferência de tecnologia – o que dará um upgrade à construção naval militar brasileira. Em Itajaí, a construção ficará a cargo do Estaleiro Oceana.

Prazo é dezembro

A assessoria de imprensa da Thysasenkrupp Marine informou que o consórcio não vai se manifestar sobre o bloqueio do recurso previsto para a construção das corvetas. Em Florianópolis, o diretor de Projetos da Marinha disse que o prazo para assinatura dos contratos continua sendo até dezembro deste ano, como estava previsto quando foi anunciado o consórcio como vencedor da concorrência pública, em abril. 

A previsão é que a construção dos navios inicie no ano que vem, com a primeira entrega em 2024. As corvetas, classe Tamandaré, terão como projeto base a corveta alemã Meko A100, adaptada às necessidades da Marinha do Brasil. Os navios terão 107 metros de comprimento, e velocidade de 14 nós. 

No processo de escolha de projeto, a Marinha determinou que cada embarcação tenha, no mínimo, 30% a 40% de conteúdo nacional – o que promete movimentar a cadeia de fornecedores. 

– Temos expectativa que essa quantidade aumente. Isso traz desenvolvimento tecnológico e empregos diretos e indiretos – comentou o vice-almirante.

Expectativa

A previsão é que sejam gerados 2 mil empregos diretos em Itajaí e, no auge da produção, até 6 mil empregos indiretos. Para que isso ocorra, o desafio, agora, sera desbloquear os recursos.

–  Temos esperança que com as discussões no parlamento essa questão seja normalizada e tenhamos condições de assinaturas contratuais  – afirmou o diretor de Projetos.

Ternium investe até US$ 100 mi anualmente em planta brasileira

Diário do Comércio

Dos US$ 80 milhões a serem investidos pela Ternium Brasil, entre julho do ano passado e junho deste exercício, grande parte está sendo executado por empresas mineiras. Usiminas Mecânica, Convaço e Emalto trabalham atualmente em projetos de infraestrutura e meio ambiente da planta industrial localiza em Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

Os investimentos da companhia na usina brasileira variam de US$ 80 milhões a US$ 100 milhões por ano, o que já permitiu um aumento na produção de placas de aço produzidas pela empresa no País. As informações são do gerente-geral de Engenharia da Ternium Brasil, Fernando Caracoche.

Segundo ele, quando a Ternium adquiriu a unidade da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), controlada pela alemã ThyssenKrupp, em 2017, a produção girava em torno de 4,5 milhões de toneladas anualmente. Hoje, já chega a 4,7 milhões de toneladas.

“A capacidade total instalada da usina chega 5 milhões de toneladas. Pretendemos, no médio prazo, ampliar esse número. Mas isso vai depender também de aumento da demanda por aço no mercado internacional”, revelou.

Sobre os contratos com as empresas mineiras, a serem executados ainda neste exercício, o gerente informou que se trata, basicamente, de projetos de infraestrutura e meio ambiente. No caso da Usiminas Mecânica – braço da Usiminas dedicado a bens de capital, por exemplo, será uma reforma na sinterização da unidade.

“A parada ocorrerá na semana que vem e terá duração de 18 dias. Basicamente, teremos a restauração do precipitador eletrostático, que vai melhorar ainda mais nossos níveis de emissões de gases na atmosfera. Para a obra, a Usiminas Mecânica forneceu 400 toneladas de estrutura e a maior parte da mão de obra”, detalhou.

O equipamento em questão é responsável pela filtragem do material particulado antes da emissão para a atmosfera durante o processo de fabricarão de sinter, mantendo os níveis de emissões dentro dos padrões exigidos pela legislação ambiental.

Caracoche informou ainda que dentro do projeto, a Convaço, sediada em Ipatinga, no Vale do Aço, será responsável por obras de reparo no forno de ignição da sinterização.

Já a Emalto Indústria Mecânica Ltda, localizada em Timóteo, também no Vale do Aço, conforme o gerente-geral, fará a construção de um elevador para a área de altos-fornos da usina. Neste caso, segundo ele, serão fornecidos apenas 80 toneladas de estrutura.

“O grande destaque, neste caso, é a possibilidade de uma solução integrada, incluindo o projeto de engenharia e obras civis”, destacou.

Contratação

Caracoche citou que os processos de contratação da Ternium Brasil são competitivos e levam em consideração a qualidade da empresa e o custo.

“A Usiminas Mecânica é uma fornecedora de padrão mundial. Com experiência em projetos de portes variados, é reconhecida pela qualidade, rigor tecnológico e credibilidade que imprime a cada projeto”, exemplificou.

Vale destacar que, nos últimos anos, a Ternium tem investido na aproximação da companhia com empresas locais. Especicalmente com as mineiras, a relação mais próxima teve início no final do ano passado em encontro realizado em Ipatinga, que contou com a presença do vice-presidente jurídico e de Relações Institucionais da Ternium Brasil, Pedro Teixeira, e o gerente da Exiros, Wilson Munera. A Exiros é responsável mundialmente pelas compras da Ternium e da Tenaris.

Neste contexto, no final de fevereiro, empresários do Vale do Aço visitaram a Ternium Brasil, no Rio de Janeiro, para prospectar negócios para o setor metalmecânico, em um encontro organizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) – Regional Vale do Aço e pelo do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e Material Elétrico do Vale do Aço (Sindimiva).

Automatização

Sob o ponto de vista tecnológico e da indústria 4.0, a Ternium Brasil também tem investido não somente na qualidade dos produtos e serviços, mas também no aumento da segurança das operações da planta do Rio de Janeiro.

Com investimentos de US$ 6 milhões, a empresa adquiriu dois robôs que estão substituindo os empregados em atividades de risco, que foram realocados em setores de supervisão. O exemplo da Ternium Brasil será disseminado para outras usinas na Argentina e no México.

Os robôs foram implantados em parceria com a área de engenharia da empresa. Ao todo, 12 funcionários foram capacitados para operar o equipamento, programado para realizar até sete funções diferentes.

“Tivemos não somente o aumento da segurança para os funcionários, mas também nos níveis de produtividade e qualidade dos produtos”, resumiu o gerente de lingotamento, Leandro Crivellari.

Perda de mercado teria levado Usiminas a alterar informação de balanço

ESTADÃO

A Usiminas retirou do press release que acompanhou o demonstrativo financeiro, referente ao primeiro trimestre do ano, o detalhamento da venda do produto siderúrgico, e a razão teria sido a perda de mercado para a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O mercado, nos três primeiros meses do ano, não foi, de fato, aquecido, mas a siderúrgica mineira contou com essa pressão adicional, especialmente nos laminados a quente. Procurada, a Usiminas esclarece que promoveu ajustes no formato dos seus releases de resultados trimestrais em função de um benchmarking feito pela companhia, “alinhando-se com a prática de seus pares de mercado”.

Recado

Em vídeo interno, no dia da divulgação do balanço, em abril, o presidente da companhia, Sérgio Leite, foi enfático ao cobrar mais “energia” das equipes. O executivo disse que o resultado do trimestre não era aquele que a empresa gostaria de apresentar. “O resultado está aquém da nossa capacidade, do nosso potencial”, disse. Ele pediu, ainda, “inconformismo para resultados que ficam aquém das expectativas”. A Usiminas reportou, no período entre janeiro e março deste ano, lucro líquido de R$ 76 milhões, recuo de 51% ante o observado no trimestre imediatamente anterior.

Em guerra comercial, China vende 38% mais aço ao Brasil

ESTADÃO

Enquanto o mundo pisa no freio na compra de aço chinês diante dos confrontos comerciais com os Estados Unidos e Europa, os asiáticos encontraram na América Latina – sobretudo o Brasil – um espaço para desovar sua forte produção de produtos siderúrgicos. Conforme números da Associação Latino-Americana do Aço (Alacero), a exportação de laminados (aços longos, planos e tubos) e derivados (fios e tubos soldados) da China para o Brasil atingiram US$ 844,73 milhões, crescimento de 37,8% na comparação com o ano anterior.

“A China é um problema por causa de todos os subsídios que sua indústria recebe. O mundo procurou se defender e os países impuseram medidas para mitigar os efeitos desse comércio desleal, mas a América Latina está atrasada neste processo”, disse Máximo Vedoya, presidente da Alacero, em referência às decisões dos Estados Unidos e União Europeia de proteger o mercado de aço. Enquanto EUA e Europa compram menos, a exportação de aço chinês para a América Latina saltou 24,6% no ano passado e atingiram US$ 5,521 bilhões em 2018.

A análise sobre os volumes de aço chinês na América Latina mostra o alcance da investida dos asiáticos sobre o Brasil. No ano passado, o mercado brasileiro comprou 1,03 milhão de toneladas de produtos siderúrgicos da China, volume 20% maior que um ano antes. O ritmo de crescimento foi muito maior que o observado no conjunto da América Latina, onde o aumento das importações foi 4,2%, para 7,3 milhões de toneladas. Na contramão, o mundo comprou 9% menos aço da China no ano passado.

Já no comércio indireto de aço – com produtos que usam a commodity -, os envios da China à América Latina saltaram 16,57% em valor em 2018 na comparação com 2017, para US$ 47,468 bilhões – US$ 10,590 bilhões somente para o Brasil, alta de 37,65%. Do total, o destaque foram os carros e veículos comerciais, que contribuíram com US$ 9,098 bilhões na região.

“Esses dados só reforçam aquilo que a gente já vem falando de longa data. No caso do Brasil, eu diria que ele reforça de forma mais enfática o cuidado que a gente precisa ter em relação ao que seria os mecanismos de defesa comercial”, defendeu Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr).

Conforme dados do IABr, a siderurgia nacional opera hoje com 67% de sua capacidade instalada, patamar que poderia estar na casa dos 80%, reflexo do mercado interno reprimido. Com o produto chinês cada vez mais forte, setor se vê obrigado a exportar. Sem competitividade, entretanto, a estimativa é que as exportações das siderúrgicas nacionais em 2019 fechem em queda de 6,1%, em 13,1 milhões de toneladas. “Ninguém é contra a abertura do mercado nacional. O que queremos é que sejam corrigidas as distorções no Brasil para que tenhamos como competir”.

Analistas destacaram que a maior participação chinesa na indústria local é uma pulga atrás da orelha do setor, mas não é um risco dado a grandes nomes, como Gerdau, Usiminas e CSN. “As siderúrgicas daqui são grandes e têm capacidade de abastecer o mercado local, além de conseguirem administrar preço. A indústria, por outro lado, tende a evitar correr o risco de importar aço, por causa de uma exposição cambial”, apontou um participante.

O especialista destacou que no Brasil atualmente a taxa de importação é de 12% sobre produtos siderúrgicos e que, no passado, chegou a ser discutido um aumento desse porcentual. “Tentaram aprovar no passado, no governo de Michel Temer, algumas medidas antidumping. Só que depois elas foram suspensas. O setor sempre aponta isso como um risco”.

Fatia crescente

Ao longo dos últimos anos, chineses ampliaram significativamente sua presença nas importações siderúrgicas feitas pelo Brasil. A fatia do país saltou de 2% em 2005 para o atual número próximo de 40%, conforme dados do Comex Stat relativos a 2018.

O cenário local hoje é diferente para as siderúrgicas, mergulhadas em uma economia totalmente diferente de 2010, e o setor pretende aumentar sua argumentação com o governo sobre a defesa da indústria local. “Ninguém cresce de forma exponencial suas exportações por obras do Espírito Santo. Há obviamente todo um processo de práticas consideradas unfair pela OMC (na China)”, defendeu o Lopes, da IABr.

Segundo Lopes, o entidade abordará em breve o tema com integrantes da equipe econômica de Bolsonaro. “O ministro Paulo Guedes tem se mostrado solidário com nossa realidade e entende o que é o fator China”, disse, reconhecendo, entretanto, a atual necessidade de foco na reforma da Previdência.

Governo estuda opções para elevar oferta de minério de ferro

Infomoney

O governo brasileiro está estudando opções para compensar a menor oferta de minério de ferro diante do impacto causado pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, Minas Gerais, e pela suspensão das operações em outras minas.

Com isso, a estimativa do governo é que a produção de minério do país mostre queda de 10% este ano. “Temos reservas e capacidade para produzir e estamos melhorando essa capacidade”, disse Alexandre Vidigal de Oliveira, secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, em entrevista na quinta-feira em Perth, falando por meio de um tradutor. “As minas existentes têm potencial para aumentar a produção.” Na esteira da crise, as exportações do Brasil atingiram o menor nível em sete anos em abril. As interrupções – que coincidiram com a produção recorde de aço na China nos primeiros quatro meses – levaram a uma disparada dos preços este ano. Mais um choque, e os preços poderiam ultrapassar a marca de US$ 100 a tonelada, segundo o Barclays.

A Vale, maior produtora mundial de minério de ferro, avisou que deve levar de dois a três anos para atingir a meta de produção de 400 milhões de toneladas que deveria ser alcançada em 2019, disse este mês Luciano Siani Pires, diretor financeiro da mineradora. A empresa suspendeu as operações com uma capacidade combinada de 93 milhões de toneladas para melhorar as condições de segurança após o desastre da barragem em janeiro, que deixou centenas de mortos.

“Temos que considerar a causa do rompimento e ainda estamos investigando o que aconteceu”, disse Oliveira. Para ele, as operações devem ser normalizadas no médio a longo prazo, mas acredita que o cenário para o ano que vem não é tão claro. O governo determinou que todas as barragens com operações semelhantes às da Vale permaneçam desativadas até 2021, disse.

Na quarta-feira, o preço spot de referência do minério de ferro subiu para US$ 94,60, uma valorização de 30% este ano, segundo a Mysteel Global. No mês passado, o preço spot atingiu US$ 95,90, o maior nível desde 2014. Oliveira faz parte de uma delegação que planeja visitar as gigantescas operações de Pilbara da Fortescue Metals, com o objetivo de pesquisar novas tecnologias e ampliar os dados do ministério. A presidente da Fortescue, Elizabeth Gaines, disse que a mineradora tem reforçado os laços com a América do Sul há algum tempo.

“Estamos orgulhosos de mostrar nossas operações inovadoras, ativos de classe mundial e cultura única para representantes do governo brasileiro”, disse Gaines por e-mail.