Arquivo da categoria: Indústria Metalmecânica e Eletroeletrônica

IMO recomenda ações a países para garantir cadeias de suprimentos durante pandemia

Portos e Navios

A Organização Marítima Internacional (IMO) publicou, na última sexta-feira (27), um documento (circular 4204/Add.6) com uma lista de recomendações preliminares para governos e importantes autoridades nacionais de estados-membros visando a facilitação do comércio marítimo durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A partir da cúpula de líderes do G-20 que abordou os impactos no comércio internacional, realizada em 26 de março, a secretaria-geral da IMO reforçou o apelo para a comunidade marítima e os países cooperarem para garantir o abastecimento de alimentos, medicações e demais produtos e serviços essenciais para durante esse período de pandemia.

A IMO orientou governos e autoridades a identificar como “trabalhadores-chave” trabalhadores portuários, da autoridade portuária e o pessoal de serviço portuário e de outros auxiliares vitais, como práticos e tripulações de apoio portuário e de embarcações dragagem, visto que eles fornecem serviços essenciais para o transporte marítimo. A entidade ressaltou que as operações portuárias são necessárias para manter o movimento de cargas e a realização de outras atividades econômicas vitais.

A organização também sugere que esses profissionais recebam todas as isenções necessárias e apropriadas das restrições nacionais de viagens ou movimento, a fim de facilitar a sua entrada ou saída de navios. A organização orienta que sejam aceitos documentos oficiais de identidade dos marítimos, livros de quitação, certificados STCW, contratos de trabalho dos marítimos e cartas de nomeação do empregador marítimo como provas para fins de mudança de tripulação, quando necessário.

A IMO apontou a necessidade de permissão para que marítimos desembarquem nos portos e possam se deslocar até aeroportos, para fins de mudança de tripulação e repatriação. Da mesma forma, pede que sejam implementados protocolos apropriados de aprovação e triagem para os marítimos que pretendem desembarcar para fins de mudança de tripulação e repatriação. A entidade recomenda o fornecimento de informações a navios e tripulações sobre medidas básicas de proteção contra o Covid-19, com base nos conselhos da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A organização mostrou a necessidade de garantir que quaisquer requisitos especiais ou informações de pré-chegada exigidos dos navios, devido a medidas introduzidas em resposta à Covid-19, sejam compartilhados e comunicados o mais rápido possível ao transporte internacional e a todas as partes interessadas relevantes, como agentes de navios. Outra ação recomendada é o uso de soluções eletrônicas para interações em terra, administrativas e comerciais entre todas as entidades que operam em um porto e navios, a fim de reduzir os riscos decorrentes da interação ou da troca de documentos. A organização considera melhor garantir que as estações alfandegárias e de controle de fronteiras nos portos e autoridades sanitárias portuárias recebam recursos suficientes para limpar e processar a importação e exportação.

A secretaria-geral da IMO reiterou que, em tempos difíceis, a capacidade dos serviços de transporte marítimo e dos marítimos de fornecer bens vitais, incluindo suprimentos médicos e alimentos, será crucial para responder e superar essa pandemia. “O fluxo do comércio pelo mar não deve ser desnecessariamente perturbado, ao mesmo tempo que a segurança da vida no mar e a proteção do meio marinho também devem permanecer primordiais”, salientou o secretário-geral da IMO, Kitack Lim. Ele lembrou que um dos objetivo da IMO é garantir a disponibilidade de serviços de remessa para o comércio do mundo, para o benefício da humanidade. “Peço a todos os estados membros da IMO que tenham isso em mente ao elaborar suas decisões políticas em relação ao coronavírus. Derrotar o vírus deve ser a primeira prioridade, mas o comércio global, de uma maneira segura, protegida e ecologicamente correta, também deve poder continuar”, enfatizou.

“Também devemos lembrar as centenas de milhares de marítimos em navios. Eles estão, involuntariamente, na linha de frente dessa calamidade global. Seu profissionalismo garante que todos os produtos de que precisamos sejam entregues — com segurança e com o mínimo impacto ao meio ambiente. São pessoas, geralmente longe de casa e família. Sua própria saúde e bem-estar é tão importante quanto a de qualquer outra pessoa”, acrescentou o secretário-geral.

Lim voltou a defender uma abordagem ‘prática e pragmática’ em questões como trocas de tripulação, reabastecimento, reparos, vistoria e certificação e licenciamento de marítimos. Ele disse que, junto a parceiros da indústria e colegas da OMS, a IMO vem desenvolvendo e emitindo orientações práticas sobre questões técnicas e operacionais relacionadas ao coronavírus. Ele adiantou que haverá reuniões e consultas com líderes de navios, portos e outros setores relacionados, a fim de que todos compreendam melhor os problemas enfrentados e desenvolvam soluções sensatas, práticas e unificadas.

A IMO destacou que o transporte marítimo carrega cerca de 90% do comércio mundial e, por isso, é vital que os governos facilitem a operação contínua de navios e portos sob sua jurisdição, para permitir o transporte de cargas marítimas para que as cadeias de suprimentos não sejam interrompidas e para a economia global, e a sociedade como um todo, para continuar a funcionar durante toda a pandemia.

Autos: montadoras e fabricantes se unem no combate ao coronavírus

A Tarde Online

Com as linhas de produção de veículos e autopeças paralisadas até pelo menos meados de abril em todo o país, algumas empresas se prontificaram a ajudar no combate à Covid-19. São várias as ações, entre elas empréstimos de veículos, produção e doação de máscaras e conserto de respiradores.

A General Motors do Brasil, por exemplo, lidera uma força-tarefa junto ao Ministério da Economia, Senai, Associação Brasileira de Engenharia Clínica e outras montadoras, entre elas a Renault, para consertar todos os respiradores que não estão funcionando no Brasil, por meio da Iniciativa + Manutenção de Respiradores. Há no país mais de 3.600 respiradores sem funcionar, de acordo com levantamento da LifesHub Analytics e a Associação Catarinense de Medicina (ACM).

Carlos Sakuramoto, gerente de inovação da GM, foi procurado pelo Ministério da Economia para coordenar a ação: “Em paralelo ao levantamento que está sendo feito do número, localização e modelo dos equipamentos parados, estamos treinando virtualmente nosso corpo técnico voluntário e preparando salas nas operações da GM no Brasil para realizarmos os reparos”, explica o engenheiro.

O objetivo é consertar todos os aparelhos, incluindo a logística de busca nos hospitais até a fábrica mais próxima, conserto com a mão de obra técnica voluntária, treinada pelo Senai, e retornando com o aparelho para o hospital.

A PSA, que detém as marcas Peugeot e Citroën, vai utilizar impressora 3D para fazer protetores faciais em adaptação de sua fábrica de Porto Real (RJ) em parceria com o FabLab da Firjan Senai de Resende, que serão doadas para autoridades de saúde dos municípios da região. Essa impressora é responsável por fazer peças de protótipos e pode produzir dois de quatro componentes da máscara. A montadora ainda ficará responsável pela montagem, higienização e embalagem dos protetores.

A produção do equipamento teria surgido de um funcionário da PSA, que soube do projeto de uma universidade do Rio que usava impressoras 3D para confeccionar os protetores, e sua iniciativa será multiplicada também nas unidades da PSA da Europa.

Doações

A Volkswagen está doando duas mil máscaras faciais protetoras 3M PFF-2 (S) para as quatro cidades onde mantém fábricas: São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP), São Carlos (SP) e São José dos Pinhais (PR). As máscaras são parte do estoque da companhia e eram de utilização na linha de produção. A doação está sendo feita em cooperação com a Defesa Civil. As prefeituras dessas cidades também receberam 100 veículos emprestados como apoio no deslocamento de médicos e enfermeiros, transporte de medicamentos e equipamentos de saúde, podendo ser utilizado para qualquer outra necessidade das autoridades.

Além do conserto de respiradores com o Senai, a Renault, com fábrica no Paraná, realiza outras ações. Por meio das impressoras 3D no Complexo Ayrton Senna, a montadora está produzindo máscaras utilizadas em atendimento hospitalar para entrega à Secretaria de Saúde de São José dos Pinhais (PR). A Defesa Civil daquele estado recebeu também 10 veículos, entre Captur, Duster, Oroch e Master, em comodato, que serão utilizados como transporte de donativos e insumos, atendimento às famílias mais necessitadas e do apoio às ações de saúde, educação e segurança.

Ford nos EUA

Em Michigan, nos EUA, a Ford, em parceria com a 3M e a GE Healthcare, está produzindo equipamentos e suprimentos médicos para profissionais de saúde, socorristas e pacientes que combatem o coronavírus.

Junto com a 3M, a Ford aumenta a capacidade de fabricação de respiradores. Para agilizar, a montadora utiliza, por exemplo, ventiladores dos assentos refrigerados do Ford F-150 para fluxo de ar. Com a GE, o projeto da Ford é expandir a produção de uma versão simplificada do projeto de ventilador existente.

Além disso, planeja montar mais de 100 mil protetores faciais por semana e utilizar impressoras 3D para produzir componentes para uso em equipamentos de proteção individual.

Pernambuco

O Grupo Moura, que produz baterias automotivas em Pernambuco, coordena a produção local e a doação de 100 mil máscaras. Em um esforço, a engenharia desenvolveu um produto com duas camadas de tecido à base de algodão e um filtro de lã sintética, seguindo o modelo usado na China para proteção individual. A iniciativa também ajuda a dinamizar a cadeia produtiva do agreste pernambucano, como forma de contribuir para manutenção dos pequenos e médios negócios.

A empresa ressalta que as máscaras de tecido não são indicadas para uso hospitalar e não serão destinadas aos profissionais de saúde, nem devem ser consideradas como única barreira preventiva. O produto também precisa ser higienizado diariamente, utilizando produtos normais para lavagem de tecidos e água com temperatura superior a 60° C. Elas não dispensam as ações de limpeza frequente das mãos e cuidados para não tocar o rosto.

ArcelorMittal desacelera produção e começa redução de custos em meio a pandemia

Dow Jones Newwires

A gigante siderúrgica ArcelorMittal anunciou nesta terça-feira que está reduzindo sua produção e dando início a medidas para preservar caixa e reduzir custos em meio à pandemia de coronavírus.

A ArcelorMittal, que tem sede em Luxemburgo, disse que está temporariamente desacelerando a produção e adaptando operações individualmente em cada país que opera para atender demandas regionais e exigências governamentais.

A empresa diz prever um significativo declínio da atividade industrial em muitos, se não todos, mercados geográficos em que opera, “o que está impactando nossos negócios”.

A ArcelorMittal disse ainda que vai atualizar seu guidance em 7 de maio, quando divulgará o balanço do primeiro trimestre.

A indústria do aço e os impactos do COVID-19

INFOMET

Os colaboradores da indústria brasileira do aço que podem desenvolver suas atividades através do teletrabalho estão em casa, atendendo as orientações de isolamento social para conter a propagação do COVID-19.

Para seguir a operação nas plantas, diversas medidas foram incorporadas no dia a dia das equipes, complementando o foco constante do setor na saúde e segurança. Nesse contexto, é mantida a produção de aço para continuar atendendo os clientes, permitindo à sociedade ficar em casa contra a contaminação do vírus. É dessa manutenção que dependem também os empregos do setor.

Assista abaixo o vídeo do presidente executivo do Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, e entenda as ações do setor diante da pandemia do COVID-19:


Consumo aparente de aço pode cair 50% em abril no país e ficar em 20% no ano por causa da crise

O consumo aparente de aço deve cair em torno de 20% este ano com a queda da demanda causada pela pandemia de covid-19. Essa é a estimativa do Instituto Aço Brasil Segundo o presidente executivo da entidade, Marco Polo de Mello Lopes, é necessário que a economia retome gradualmente o crescimento para que essa situação não se agrave ao longo de 2020. Para abril, a entidade já estima uma queda de 50% no consumo de produtos siderúrgicos.

“Um recuo de 20% no consumo aparente neste ano considerando uma volta gradativa da economia. Já estávamos operando com 62% de utilização da capacidade instalada, quando deveríamos estar a 80% e agora, esse patamar já baixou. Então a oportunidade, agora, é a exportação, pois a demanda interna caiu muito”, disse Mello Lopes. Até então, a estimativa do Aço Brasil era de um crescimento de 5,1% no consumo aparente este ano.

Segundo o dirigente, as siderúrgicas já avaliam redução de produção ou até mesmo o “abafamento de altos-fornos” para conseguir manter a operação lucrativa no Brasil.

A ArcelorMittal informou que irá suspender a produção em cinco aciarias elétricas no país a partir do próximo mês e começa a paralisar um alto-forno em Serra (ES). “Posso dar certeza que todas as siderúrgicas avaliam a parada das atividades. O problema é igual para todas as empresas. Precisamos de medidas para a retomada da economia, que se não for feito, nós estaremos vendo fechamento de equipamentos. Gostaria que a retomada acontecesse da mesma forma que caiu.”

Mello Lopes defende que essa retomada da atividade econômica aconteça de forma gradual para sustentar os empregos no setor siderúrgico. “Manutenção de emprego é vital para que se evite uma crise social, para isso as usinas precisam continuar operando. E uma das alternativas é a volta para o mercado externo. Mas precisamos ser competitivos, por isso, pedimos o ressarcimento dos tributos que foram acumulados dentro do processo produtivo, que é o reintegra”, disse.

Segundo ele, se o governo restituir em 5% os impostos, as siderúrgicas conseguem aumentar a produção em 20% com o aumento das exportações. Mello Lopes afirmou, no entanto, que o mercado externo também passa por queda de demanda, como na América Latina, Europa e Estados Unidos. “A Argentina já vinha de uma situação econômica grave e agora está pior. Então, não pode ser considerada uma alternativa.

Segundo o dirigente, os EUA estão fechando as fronteiras, mas há o sistema de cotas que funciona. “Existem várias alternativas, recebi uma solicitação de venda de tarugo para a China. O mercado chinês está aberto, apesar de extremamente competitivo. Os chineses continuam com demanda alta para o minério de ferro, e agora estão vindo ao mercado para comprar produto siderúrgico. Vamos ter que brigar para poder vender pra fora.”

A ArcelorMittal, companhia é a maior fabricante no país, decidiu suspender a parte da produção de aço plano em Serra (ES), com a paralisação do alto-forno 3, que tem capacidade de 2,5 milhões de toneladas ao ano. O desligamentos levará 45 dias porque tem de ser feito de forma gradual para não ficar danificar o equipamento.

No mesmo local, a ArcelorMittal Tubarão manterá desligado o alto-forno 1, apto a fazer 1,2 milhão de toneladas por ano. O equipamento passou por uma reforma que durou vários meses e foi concluída em dezembro. Com os dois equipamentos parados, a empresa terá no todo metade da capacidade inativa nesse site.

Em aços longos, como vergalhão, barras e perfis, ficaram suspensas, temporariamente, as operações de cinco aciarias elétricas (e as linhas de laminação) – Juiz de Fora e Sabará (MG), Piracicaba (SP) e Sul Fluminense (em Resende e Barra Mansa, no Rio de Janeiro), além de uma fábrica de telas soldadas em São Paulo.

Em comunicado, a ARcelorMittal Brasil explicou que a paralisação é decorrente dos graves impactos causados pela crise relacionada ao coronavírus. Com isso, busca adequações em sua produção. A unidade de João Monlevade (fio-máquina), a Mina do Andrade (minério de ferro) e algumas unidades florestais (MG) permanecerão produzindo em ritmo normal.

Por sua vez, na área de aços planos, a empresa decidiu pela parada, em até 45 dias, das atividades do alto-forno 3 na unidade de Tubarão, Segundo informou, o atendimento aos clientes continuará normal, por meio do estoque e abastecimento dentro das necessidades e demanda.

Segundo a empresa, desde o início do surto, as unidades da ArcelorMittal em todo o mundo vêm adotando uma série de ações alinhadas às orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Poder Público, visando apoiar na prevenção da disseminação do vírus e na redução dos riscos de transmissão da doença, dentro e fora da empresa.

Informa ainda que, entre as medidas preventivas adotadas estão a suspensão de eventos externos, internos e atividades com grande aglomeração de pessoas; cancelamento de todas as viagens a trabalho, cancelamento de reuniões presenciais e realização de reuniões virtuais; regra de distância mínima interpessoal de 1,5 metro em todos os ambientes; orientação de afastamento social no âmbito pessoal também recomendado; a intensificação dos procedimentos de limpeza e higienização e a promoção de amplas campanhas internas orientativas. E que adotou o trabalho remoto para a maioria das funções administrativas como forma de diminuir o volume de circulação de pessoas em suas dependências.


Com agências de notícias.

Preço dos aços: fechamento de março/2020

INFOMET

As siderúrgicas brasileiras de aços planos anunciaram aumento nos preços dos aços (~10%) para o mês de março. O aumento de março foi constatado para os produtos conforme tabela abaixo. No ano de 2020 os aços planos sofreram aumento acumulado médio conforme relação:

BQ: +15%
BF: +14%
CG: +12%
Galvanizado: +16%

Reajustes de preços propostos pelas siderúrgicas para os próximos meses não devem ser implementados

O Consumo de aço deve sofrer com a parada de clientes. Segundo Inda, retração da demanda será sentida pelas usinas a partir de abril.

O presidente do Inda, Carlos Loureiro, disse que os reajustes de preços propostos pelas siderúrgicas não devem ser implementados justamente pela falta de demanda. A CSN e a Usiminas haviam informado a intenção de promover aumentos de preços em torno de 10% em abril, em função da alta dos custos com a escalada do câmbio neste mês.
 

Consumo de aço deverá ficar estável este ano, projeta Inda
“Se for igual ao do ano passado, será até bom”, diz presidente da entidade, que vê provável queda a partir de abril em função da epidemia do novo coronavírus

O presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, disse que o consumo aparente de aço neste ano deverá ficar estável. Isso porque, segundo ele, o primeiro semestre já foi comprometido com a parada da economia em função da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

“Vínhamos em um bom ritmo em janeiro e fevereiro e até meados de março. Quando começaram as medidas de contenção do novo coronavírus, as compras deram uma parada. Em março, estimamos que será estável, mas abril com toda certeza terá uma queda. Com isso, se o consumo de aço for igual ao do ano passado, será até bom”, afirmou Loureiro. Segundo ele, a retomada no segundo semestre vai depender da capacidade de recuperação do setor industrial brasileiro.

“As montadoras todas pararam e com isso as autopeças também devem paralisar as operações.” Essa parada em vários clientes deve afetar até mesmo os reajustes previstos para abril. As siderúrgicas já preparavam aumentos de preços para o próximo mês. “Os aumentos que as siderúrgicas deram em março foram implementados, mas os reajustes de abril são uma incógnita. Não tem demanda para esse movimento”, disse Loureiro.
 

Clique aqui para acompanhar a evolução dos preços dos aços no mercado nacional.

IMO recomenda ações a países para garantir cadeias de suprimentos durante pandemia

A Organização Marítima Internacional (IMO) publicou, na última sexta-feira (27), um documento (circular 4204/Add.6) com uma lista de recomendações preliminares para governos e importantes autoridades nacionais de estados-membros visando a facilitação do comércio marítimo durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A partir da cúpula de líderes do G-20 que abordou os impactos no comércio internacional, realizada em 26 de março, a secretaria-geral da IMO reforçou o apelo para a comunidade marítima e os países cooperarem para garantir o abastecimento de alimentos, medicações e demais produtos e serviços essenciais para durante esse período de pandemia.

A IMO orientou governos e autoridades a identificar como “trabalhadores-chave” trabalhadores portuários, da autoridade portuária e o pessoal de serviço portuário e de outros auxiliares vitais, como práticos e tripulações de apoio portuário e de embarcações dragagem, visto que eles fornecem serviços essenciais para o transporte marítimo. A entidade ressaltou que as operações portuárias são necessárias para manter o movimento de cargas e a realização de outras atividades econômicas vitais.

A organização também sugere que esses profissionais recebam todas as isenções necessárias e apropriadas das restrições nacionais de viagens ou movimento, a fim de facilitar a sua entrada ou saída de navios. A organização orienta que sejam aceitos documentos oficiais de identidade dos marítimos, livros de quitação, certificados STCW, contratos de trabalho dos marítimos e cartas de nomeação do empregador marítimo como provas para fins de mudança de tripulação, quando necessário.

A IMO apontou a necessidade de permissão para que marítimos desembarquem nos portos e possam se deslocar até aeroportos, para fins de mudança de tripulação e repatriação. Da mesma forma, pede que sejam implementados protocolos apropriados de aprovação e triagem para os marítimos que pretendem desembarcar para fins de mudança de tripulação e repatriação. A entidade recomenda o fornecimento de informações a navios e tripulações sobre medidas básicas de proteção contra o Covid-19, com base nos conselhos da Organização Mundial da Saúde (OMS).Publicidade

A organização mostrou a necessidade de garantir que quaisquer requisitos especiais ou informações de pré-chegada exigidos dos navios, devido a medidas introduzidas em resposta à Covid-19, sejam compartilhados e comunicados o mais rápido possível ao transporte internacional e a todas as partes interessadas relevantes, como agentes de navios. Outra ação recomendada é o uso de soluções eletrônicas para interações em terra, administrativas e comerciais entre todas as entidades que operam em um porto e navios, a fim de reduzir os riscos decorrentes da interação ou da troca de documentos. A organização considera melhor garantir que as estações alfandegárias e de controle de fronteiras nos portos e autoridades sanitárias portuárias recebam recursos suficientes para limpar e processar a importação e exportação.

A secretaria-geral da IMO reiterou que, em tempos difíceis, a capacidade dos serviços de transporte marítimo e dos marítimos de fornecer bens vitais, incluindo suprimentos médicos e alimentos, será crucial para responder e superar essa pandemia. “O fluxo do comércio pelo mar não deve ser desnecessariamente perturbado, ao mesmo tempo que a segurança da vida no mar e a proteção do meio marinho também devem permanecer primordiais”, salientou o secretário-geral da IMO, Kitack Lim. Ele lembrou que um dos objetivo da IMO é garantir a disponibilidade de serviços de remessa para o comércio do mundo, para o benefício da humanidade. “Peço a todos os estados membros da IMO que tenham isso em mente ao elaborar suas decisões políticas em relação ao coronavírus. Derrotar o vírus deve ser a primeira prioridade, mas o comércio global, de uma maneira segura, protegida e ecologicamente correta, também deve poder continuar”, enfatizou.

“Também devemos lembrar as centenas de milhares de marítimos em navios. Eles estão, involuntariamente, na linha de frente dessa calamidade global. Seu profissionalismo garante que todos os produtos de que precisamos sejam entregues — com segurança e com o mínimo impacto ao meio ambiente. São pessoas, geralmente longe de casa e família. Sua própria saúde e bem-estar é tão importante quanto a de qualquer outra pessoa”, acrescentou o secretário-geral.

Lim voltou a defender uma abordagem ‘prática e pragmática’ em questões como trocas de tripulação, reabastecimento, reparos, vistoria e certificação e licenciamento de marítimos. Ele disse que, junto a parceiros da indústria e colegas da OMS, a IMO vem desenvolvendo e emitindo orientações práticas sobre questões técnicas e operacionais relacionadas ao coronavírus. Ele adiantou que haverá reuniões e consultas com líderes de navios, portos e outros setores relacionados, a fim de que todos compreendam melhor os problemas enfrentados e desenvolvam soluções sensatas, práticas e unificadas.

A IMO destacou que o transporte marítimo carrega cerca de 90% do comércio mundial e, por isso, é vital que os governos facilitem a operação contínua de navios e portos sob sua jurisdição, para permitir o transporte de cargas marítimas para que as cadeias de suprimentos não sejam interrompidas e para a economia global, e a sociedade como um todo, para continuar a funcionar durante toda a pandemia.

SPA assina acordo para sanear Portus e elimina incertezas sobre futuro do fundo

Ascom Codesp

A Santos Port Authority (SPA) assinou o acordo para equacionamento do déficit de R$ 3,4 bilhões do fundo de pensão Portus proposto pelo Ministério da Infraestrutura (Minfra) por meio da Secretaria Nacional de Portos (SNP) e aprovado pela Advocacia Geral da União (AGU). A assinatura ocorreu na última sexta-feira (27/03).

Com a medida, a SPA conquista um desfecho positivo para os participantes, após 20 anos de incertezas, em virtude de grave crise financeira que provocou, inclusive, a intervenção do fundo até chegar à sua iminente liquidação em 2019.

Para solucionar um déficit de quase R$ 3,4 bilhões, a proposta prevê aporte de cerca de R$ 1,7 bilhão pelas patrocinadoras. Os participantes, pelo critério de paridade, como determina a lei, pagarão a parte sob sua responsabilidade no déficit técnico com a suspensão do pecúlio por morte aos beneficiários, desconto de 100% no abono anual líquido (décimo-terceiro) e congelamento do valor nominal pago como suplemento de aposentadoria. Além disso, os participantes assistidos e pensionistas terão de pagar contribuições extraordinárias, calculadas em 18,47% do salário de benefícios recebidos.Publicidade

A SPA, principal patrocinadora dentre as companhias docas (responde por 40% do déficit), desembolsará R$ 120 milhões para aporte à vista e mais 180 parcelas mensais de R$ 5,4 milhões, compostas por R$ 3,7 milhões referentes ao parcelamento mais a contribuição extraordinária de 18,47%.

“Os valores acarretarão em um compromisso anual de aproximadamente R$ 65 milhões, bancados com recursos próprios da SPA, o que pressionará o caixa da companhia, impondo um grande esforço à empresa pelos próximos 15 anos”, analisa o diretor de Administração e Finanças, Fernando Biral. “O acordo é irreversível e a SPA o cumprirá, mas sua execução exigirá geração de receita adicional e rigoroso equilíbrio financeiro”.

A SPA reúne cerca de 5 mil participantes, dos quais quase 400 ainda ativos e elegíveis ao Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV), lançado no fim de 2019. “Pela incerteza quanto ao futuro do Portus, um elevado número de trabalhadores ainda não aderiu ao programa”, destaca o presidente da SPA, Casemiro Tércio Carvalho, frisando que, se não ocorresse o equacionamento, o fundo seria liquidado e nenhum benefício seria pago. “Com o acordo firmado, garante-se estabilidade ao pagamento dos benefícios, certamente aumentando a adesão ao PIDV”, conclui Tércio.

Breve histórico

O Portus foi criado em 1979 pela extinta Portobrás (holding que centralizava a administração dos portos brasileiros), com o objetivo de suplementar os benefícios da previdência oficial. Em razão de déficits financeiros, sofreu intervenção em agosto de 2011. Em 2017, o interventor propôs plano de saneamento com implantação a partir de abril de 2018, com elevado aumento nas contribuições dos participantes da ativa e redução de benefícios.

A implantação foi suspensa por meio de liminar. Com o agravamento do déficit financeiro e o anúncio de iminente possibilidade de liquidação, no último ano, Minfra, patrocinadoras e sindicatos costuraram a atual proposta para saneamento do fundo.

FCA inicia programa de suporte à Covid-19

Diário de Pernambuco

A rede de solidariedade de apoio ao combate ao coronavírus alcança até mesmo empresas que estão sentindo os impactos negativos da disseminação da Covid-19. Mesmo com a produção paralisada até o próximo dia 21, a Fiat Chrysler Automóveis (FCA) tem feito um planejamento para manter os empregos e para retomar as suas atividades. Em meio a isso, anunciou ontem um programa de suporte às medidas que estão sendo adotadas no Brasil. Pernambuco e Minas Gerais, que contam com plantas automotivas, serão diretamente beneficiados com as ações, que vão atuar em três frentes: contribuições para a instalação de hospitais de campanha em Goiana (PE) e Betim (MG), uso da expertise e recursos da companhia para a produção e oferta de itens hospitalares altamente estratégicos neste momento e doações e comodato de recursos e materiais diversos para apoio à área da saúde.
O hospital de campanha de Goiana será instalado na Unidade Pernambucana de Atenção Especializada (UPAE) e contará com 100 leitos. A segunda ação visa a mobilização não só de recursos, mas também de profissionais e expertise para alavancar e acelerar a produção de ventiladores pulmonares no Brasil, buscando diminuir os gargalos na produção, como na parte de logística. Um grupo de engenheiros da FCA foi capacitado, em parceria com o Senai, para fazer a manutenção em respiradores que estão sem funcionar. São 275 inoperantes só em Pernambuco e na Paraíba. Além disso, as fábricas de Goiana e Betim vão produzir equipamentos de proteção. “Separamos todas as nossas impressoras 3D para, nos próximos três meses, produzir escudos de plástico para usar no rosto, é um elemento que está faltando muito no Brasil e vamos disponibilizar para o sistema de saúde. Serão duas mil unidades, mas se precisar de mais, vamos fazer”, ressalta Antonio Filosa, presidente da FCA para a América Latina.

Dois estaleiros japoneses formarão joint venture em outubro

Portos e Navios

A Imabari Shipbuilding e a Japan Marine United Corporation (JMU) chegaram a um acordo para formar uma joint venture em um esforço para competir melhor no cenário global da construção naval.

A ser estabelecida em 1º de outubro de 2020, a joint venture venderá e projetará todos os navios comerciais, exceto os de gás natural liquefeito (GNL).

A nova empresa, Nihon Shipyard, será 51% da Imabari e 49% da JMU.

Com sede em Chiyoda, Tóquio, o estaleiro será estabelecido com um capital de cerca de US$ 924.100, informou a dupla em comunicado.

De acordo com o contrato, a Imabari assumiria as ações recém-emitidas da JMU.

A joint venture é vista como uma tentativa de aumentar globalmente a presença japonesa na construção naval e competir contra rivais chineses , sul-coreanos e europeus.

BNDES suspende cobrança de empréstimos do FMM por até 6 meses

Portos e Navios

O Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) suspendeu a cobrança de empréstimos por até seis meses para reduzir os impactos das ações de prevenção ao novo coronavírus (Covid-19). A medida emergencial aprovada pelo banco poderá ser estendida aos financiamentos celebrados pelo BNDES com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), sujeita aos prazos máximos de carência estabelecidos na legislação e observadas as políticas e normas de crédito do banco de fomento.

O Ministério da Infraestrutura, que administra o fundo por meio de um conselho diretor, informou que a suspensão temporária não prejudicará a execução do orçamento de 2020 para novas contratações porque o FMM acumulou excedentes de arrecadação nos últimos anos. Procurado pela Portos e Navios, o ministério confirmou que, no momento, somente o BNDES suspendeu a cobrança dos empréstimos do fundo. Segundo a pasta, cabe a cada banco definir eventuais alterações, conforme sua política.

Os financiamentos com recursos do FMM possuem prazo de até quatro anos de carência e até 20 anos de amortização, de acordo com a regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN). O BNDES é o principal agente financiador do FMM, com saldo emprestado de R$ 23,5 bilhões. Principal fonte de financiamento de longo prazo do setor naval, o FMM disponibiliza recursos para a instalação e modernização de estaleiros e para que as empresas brasileiras possam estabelecer-se, renovar ou ampliar sua frota de embarcações.

As medidas do BNDES foram bem recebidas por agentes do setor. “A decisão está em linha com o esforço nacional de auxílio de caixa às empresas para minimizar ao máximo o desemprego e os riscos de insolvência”, comentou o presidente do Sindicato da Indústriada Construção Naval do Pará (Sinconapa), Fábio Vasconcellos.