Obra da adutora não vai avançar

Obra da adutora não vai avançar

Diario de Pernambuco - Recife - PE

O governo de Pernambuco foi a Brasília para repactuar os repasses federais para a Adutora do Agreste e voltou com um plano de trabalho assinado para alguns projetos paralelos, mas sem garantias financeiras para tocar a obra principal. O governador Paulo Câmara, acompanhado do secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões, e o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares, foi recebido pelo ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi. O pleito era de um repasse de R$ 420 milhões neste ano e mais R$ 350 milhões em 2017, mas o ministro já afirmou que o decreto que define os tetos orçamentários do governo federal só sairá em fevereiro. Os R$ 770 milhões são a pendência para concluir a primeira etapa da Adutora do Agreste e as transferências mensais estão na ordem de R$ 6 milhões.

No novo plano de trabalho foi aprovada a construção da Adutora do Moxotó, que levará água da barragem de mesmo nome, no Eixo Leste da Transposição do São Francisco, para os municípios de Arcoverde e Pesqueira. A iniciativa poderá se estender para todo o eixo principal da Adutora do Agreste, passando por Sanharó, Belo Jardim, Tacaimbó e São Caetano. O custo está estimado em R$ 80 milhões e a obra será colocada em licitação nos próximos dias. Ela é importante para que a adutora tenha viabilidade mesmo sem a proposta principal, de conexão com o Eixo Leste da Transposição do Rio São Franscisco, por meio do ramal do Agreste. Esse último, inclusive, é projeto também federal e tem previsão para 2020.

O governador Paulo Câmara fez uma explanação do quadro da seca no estado, apesar das chuvas de verão ocorridas neste mês. A zona rural apresentou melhoras na situação de pequenas barragens e algumas cidades estão voltando a ter o abastecimento pela rede de distribuição (Águas Belas, Caetés e Capoeiras). Mas Jucazinho, a principal barragem que atende a municípios do Agreste, continua em situação crítica.

Outra forma de reunir volume para a Adutora do Agreste é a partir do Rio Pirangi, afluente do Rio Una. Com isso, a Adutora do Agreste terá 500 litros por segundo, volume que representa metade da demanda de Caruaru. Ou-tros 500 litros/segundo virão de Serro Azul. Para se ter ideia, a vazão da transposição para a adutora é prevista em 4.000 litros/segundo.

Na reunião com a presidente Dilma Rousseff, em novembro, Paulo Câmara apresentou um plano de trabalho com ações de enfrentamento à seca, com adutoras emergenciais, implantação de flutuantes nas captações do São Francisco e de estações compactas de tratamento. Paulo cobrou do ministro a formalização desses investimentos, que dependem de decisão orçamentária. Occhi sinalizou que Pernambuco receberá cerca de R$ 33 milhões e acordou que a Compesa irá refazer os planos de trabalho.

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