Confinamento: custos da diária-boi têm alta em SP

DBO

Os custos da diária-boi tiveram alta em São Paulo em junho, de acordo com o Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados. Para o confinamento médio representativo (3.000 animais/ano) o aumento foi de 1,25%, ficando em R$ 9,75. No grande (27.000 animais/ano), o crescimento foi de 0,63%, fechando o mês em R$ 9,62. Já para a propriedade representativa de Goiás (16.500 animais/ano), o movimento foi oposto e o valor caiu 7,25%, de R$ 8,55 para R$ 7,93.

De acordo com o índice da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), a alta foi resultado, principalmente, do aumento da inflação em maio. “A Taxa de Longo Prazo (TLP), utilizada para calcular a remuneração do capital imobilizado, que antes era de 5,16% ao ano (a.a.), passou para 8,00% a.a. Isso implicou em aumento dos custos de oportunidade e, consequentemente, no Custo Operacional diário (COPd). Esses custos aumentaram, em média, 7,57% entre maio e junho”, explica o informativo. 

Por outro lado, as cotações dos insumos de alimentação caíram no mês. O valor do milho grão recuou, em média, 7% em São Paulo e Goiás. “No entanto, o destaque da alimentação no mês de junho foi a redução do preço do sorgo grão: enquanto em São Paulo reduziu aproximadamente 11%, em Goiás esse insumo reduziu 18%”.

Em relação aos custos totais, houve queda em todas as propriedades representativas. Os valores foram de R$ 149,34 para a média de SP, R$ 148,72 para a grande e R$ 139,34 para Goiás. Confira o boletim completo em: https://bit.ly/2unh9sG.

Entenda o Indicador

Para desenvolver o Índice, o pesquisador Gustavo Sartorello entrevistou 10 confinadores de São Paulo e nove de Goiás para, então, criar três propriedades confinadoras representativas: duas em SP (média e grande capacidade) e uma em GO. “Criei essas fazendas com características reais. Por exemplo, quais maquinários são usados, a potência, número de funcionários, mas não é uma média das propriedades”. Todos os meses, o Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal faz o levantamento de preços de insumos para atualizar os dados do indicador, que tem periodicidade mensal. “Minhas bases são Pirassununga, SP, e Acreúna, GO. Meus fornecedores são voltados para essas regiões. Tudo que está incluído na atividade, como palanque para cerca, arame liso, polpa cítrica, cordoalha, cocho, para tudo nós pesquisamos valores em pelo menos três empresas”, explica.

Planilha de custos

A FMVZ-USP também tem uma planilha de cálculo de custos de produção do confinamento (Entenda melhor o método e o indicador aqui). Quem quiser ter acesso à ferramenta e ao indicador pode acessar o site do LAE (http://paineira.usp.br/lae) ou mandar e-mail para lae-indicadores@usp.br ou gsartorello@gmail.com pedindo para receber o modelo de cálculo de custos e o boletim. Fornecedores que quiserem colaborar com o levantamento de preços de insumos também podem se cadastrar pelos e-mails acima.

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