Trabalhadores cobram verbas

Diário de Pernambuco

A possibilidade de retomar a obra da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Suape, ainda não surgiu. Enquanto isso, uma audiência foi realizada no Ministério Público do Trabalho (MPT) ontem com representantes da Petrobras, da Qualiman e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem de Pernambuco (Sintepav-PE) para tentar avançar na regularização dos mais de mil trabalhadores demitidos pela Qualiman, única empresa que ainda tinha atividades no local e que paralisou a obra com o fim do contrato. Na audiência, foi cogitado um aditivo no contrato para que as obras sejam retomadas mantendo alguns empregos, mas as condições não foram aceitas pelo Sintepav-PE nem pelo MPT. A categoria protestou em frente ao Ministério Público do Trabalho.

A Qualiman afirma que o não pagamento seria justificado por falta de repasses da Petrobras, que diz ter os compromissos. A Qualiman afirma que está em negociação com para um aditivo do contrato e se comprometeu a discutir a manutenção dos postos de trabalho com a suspensão das rescisões e pagamento dos que não desejarem continuar trabalhando.

A proposta da empresa, porém, cogitou o pagamento de verbas rescisórias em 24 parcelas a partir de março. Essa proposição foi recusada pelo Sindicato e pelo Ministério Público do Trabalho. Agora, a empresa tem dez dias úteis para apresentar as novas condições de contrato.

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