Credit Suisse vê impactos para siderúrgicas com redução de tarifas de importação

Investing

A agenda liberal do governo do presidente Jair Bolsonaro pode levar à redução das tarifas de importação de aço para o setor siderúrgico, com um possível impacto para as siderúrgicas brasileiras, principalmente para produtos como aços planos e longos.

Na visão de analistas do Credit Suisse, com uma eventual maior concorrência de produtos importados no mercado local, os resultados das siderúrgicas brasileiras poderiam ser afetados, ainda mais em um cenário de retomada lenta da economia brasileira.

O estudo mostra que um eventual corta da tarifa de 12% para 5%, como é especulado pelo mercado, traria um impacto maior para a Usiminas (SA:USIM5), uma vez que a companhia detém 85% das receitas vindas do mercado local de aço. Para os analistas, a queda no EBITDA da companhia seria da ordem de R$874 milhões.

Em relação à Companhia Siderúrgica Nacional (SA:CSNA3) (CSN), 45% do EBITDA tem origem na mineração, exposta em 66% no mercado doméstico. Nesse caso, a redução das tarifas levaria a perdas no EBITDA de cerca de R$846 milhões. Para o banco suíço, um valor elevado para uma companhia endividada.

No caso da Gerdau (SA:GGBR4), o impacto seria menor, uma vez que tem uma operação relevante no exterior. O Brasil representa 45% do EBITDA da Gerdau, com cerca de 75% do lucro operacional vindo do mercado interno; uma tarifa menor abalaria R$1,017 bilhão do EBITDA.

Comments are closed.