Conheça o processo de escarfagem, grande aliado das siderúrgicas

TERRA

É natural que as peças de aço apresentem algumas falhas superficiais após a fabricação. Porém, esses defeitos, por menores que sejam, podem influenciar diretamente na produção e nos processos de inspeção quando encaminhadas para outras empresas. Assim sendo, é necessário que esse metal passe por um tratamento adequado de retirada dessas superfícies imperfeitas. Conhecido como escarfagem, a técnica realizada nas siderúrgicas tem como principal objetivo reduzir o índice de produtos que retornam da inspeção devido à identificação de danos. Garantindo a qualidade do produto, o processo é ainda uma alternativa que traz menos impactos ao material, diferente do oxicorte, geralmente utilizado.

Existem várias empresas espalhadas por todo o Brasil que são clientes das siderúrgicas, uma vez que utilizam diferentes metais na fabricação de peças. Todas essas peças são fundamentais para a montagem de uma série de itens de uso comum, desde carros a eletrodomésticos. Para que elas possam compor o equipamento, é necessário que não tenham nenhum tipo de rebarba. Isso significa que se o aço apresentar alguma imperfeição, certamente será barrado. Como o material utilizado na fabricação das peças é cuidadosamente manejado para que seja encaixado e resultar na funcionalidade do aparelho, a remoção dessas imperfeições por meio da escarfagem se torna fundamental.

Antes de receber os devidos tratamentos de usinagem nas empresas, o aço precisa estar em perfeitas condições e, por isso, deve passar pelo processo de escarfagem. A técnica é realizada em lingotes, biletes, arestas de blanks e principalmente superfícies de “slabs” (chapas grossas) para a remoção dos defeitos que por ventura apareçam no momento da moldagem do metal. Alguns exemplos do que pode acontecer são os riscos, as trincas, as dobras e a inclusão de escórias. Com a superfície escarfada, certamente o material irá apresentar resultados muito melhores nos processos posteriores.

A escarfagem nada mais é do que a remoção desses defeitos superficiais com uma lavagem, uma alternativa ao oxicorte, em que os ajustes são realizados com cortes, resultando em um impacto bem menor no produto. Esse procedimento, por sua vez, se dá a partir do calor e de um jato de oxigênio de baixa velocidade e grande vazão. O jato atinge a superfície de maneira tangencial, removendo os defeitos superficiais normalmente entre 1 a 2 mm de profundidade. De acordo com a Acflex , fabricante de mangueiras e mangotes de borracha , o processo, essencial para serviços de estocagem em siderúrgicas, exige o uso de ferramentas adequadas. “Por se tratar de um jato, é indispensável o uso de uma mangueira de qualidade, pois torna o processo mais preciso”, afirma a empresa.

Geralmente realizado com máquinas, o processo chega a escarfar superfícies de 20m² em alguns minutos. A vantagem das máquinas é que elas trabalham com unidades posicionadas lado a lado com ângulos calibrados. Com o auxílio da mangueira, o procedimento faz com que a passagem do fluxo de oxigênio ocorra de maneira uniforme e contínua, garantindo que o material fique realmente livre de imperfeições que possam levá-lo a ser rejeitado em empresas para demais finalidades. Funcional quando se trata de eliminar defeitos superficiais, o processo de escarfagem é muito útil, sendo importante destacar que caso haja necessidade de resolver problemas internos ou que envolvam a alteração da estrutura, é preciso recorrer a outro método.

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