Bancada ruralista critica fim de tarifa antidumping no leite

Globo Rural

A Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) criticou, nesta quinta-feira (7/2) a decisão do governo federal de eliminar as tarifas antidumping cobradas sobre a importação de leite da União Europeia e da Nova Zelândia. Em nota, a bancada ruralista avalia que a decisão pode trazer graves prejuízos para pequenos, médios e grandes produtores, além de cooperativas e laticínios.

“A bancada já estuda alternativas com o objetivo de minimizar os impactos da suspensão da taxa de antidumping para o leite da União Europeia e da Nova Zelândia – que figuram entre os maiores exportadores do mundo”, diz a nota. O assunto deve ser tema da próxima reunião da Frente, marcada para a próxima terça-feira (12/2).

Citando a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), a nota divulgada pela FPA menciona que o Brasil possui 1 milhão e 170 mil propriedades rurais dedicadas à pecuária leiteira.

A tarifa antidumping contra Nova Zelândia (3,9%) e União Europeia (14,8%) vigorava desde 2001 a pedido da própria CNA. Na resolução publicada na quarta-feira (6/2), o governo federal, comparando volumes e valores do leite importado com o mercado interno, concluiu que não estava mais ocorrendo prática, considerada ilegal, o que justifica a retirada da sanção.

“Não houve comprovação da probabilidade de retomada de dumping nas exportações da União Europeia e da Nova Zelândia para o Brasil de leite em pó, integral ou desnatado, não fracionado e do dano à indústria doméstica decorrente de tal prática, no caso de extinção da medida antidumping em questão”, diz o comunicado, publicado no Diário Oficial da União.

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