Ramal de Brejo deve ficar pronto em julho

Jornal do Commercio

O Ramal do Brejo da Madre de Deus, que pretende levar água do São Francisco ao município do Agreste
pernambucano deve ser concluído até o mês de julho deste ano, de acordo com previsão da Companhia
Pernambucana de Saneamento (Compesa). A obra, orçada em R$ 34 milhões, está 50% concluída e conta
atualmente com três frente de trabalho.
Com a conclusão do ramal, cerca de 30 mil pessoas serão beneficiadas com a água da transposição do Rio
São Francisco. Saindo do Velho Chico, a água deve percorrer 175 quilômetros até chegar à casa dos
moradores de Brejo e dos distritos de Barra de Farias e Fazenda Nova.
A captação no São Francisco ocorre na Barragem do Moxotó, situada no distrito de Rio da Barra, em
Sertânia, Sertão do Estado, e de lá segue pela Adutora do Moxotó até Arcoverde, onde se conecta à Adutora
do Agreste até se interligar ao ramal de Brejo, no distrito de Serra dos Ventos, que fica na divisa entre Belo
Jardim e Brejo da Madre de Deus.
De acordo com a Compesa, o município de Brejo (localizado a 195 km do Recife) conta com apenas uma
fonte de abastecimento, a barragem de Santana, que tem capacidade de armazenamento de 570 mil metros
cúbicos de água, mas está apenas com 22% de sua capacidade.
“O Ramal de Brejo da Madre de Deus é um obra importantíssima. É a maior obra que o Brejo já recebeu.
Trata-se de uma derivação da Adutora do Agreste em Belo Jardim e traz uma segurança hídrica para toda a
população do Brejo”, diz o presidente da Companhia, Roberto Tavares.
A obra começou em julho do ano passado e de 35 quilômetros que prevê, conta com um total de 18
quilômetros assentados.
Uma das frentes de trabalho está localizada às margens da rodovia PE-145, entre o município de Brejo da
Madre de Deus e o distrito de Barra de Farias. As outras duas frentes se encontram entre os povoados de
Serra dos Ventos (Belo Jardim) e o distrito de Barra de Farias (Brejo da Madre de Deus).
ADUTORA
As obras da Adutora do Agreste se arrastam com a falta de recursos. Orçado em R$ 1,4 bilhão, o
empreendimento deveria ser concluído em 2015, dois anos após o início da construção, mas ainda não tem
data prevista para finalização.
Enquanto ao longo de 2017 foram repassados R$ 194 milhões, em 2018, o Ministério da Integração Nacional
começou a liberar recursos a partir de outubro. Na ocasião foram repassados R$ 28,9 milhões e, em seguida,
em novembro, R$ 39,2 milhões. A primeira etapa da adutora prevê o abastecimento de 23 municípios e,
posteriormente, outros 45 na 2ª etapa. O traçado da Adutora tem início em Arcoverde, onde se liga à
alternativa ao Ramal do Agreste, a adutora do Moxotó, que capta água do São Francisco.

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