Thyssenkrupp divulga detalhes sobre estrutura após cisão do grupo

Inda

O conglomerado alemão Thyssenkrupp divulgou nesta terça-feira (12) mais detalhes sobre como planeja estruturar suas operações após cindir suas diversas operações em duas companhias separadas.

A empresa está em meio a um processo de separar a divisão de engenharia, que registra margens elevadas, das operações de fabricação de aço e outras divisões menos lucrativas.

O setor de engenharia será transformado em uma nova companhia, nomeada como Thyssenkrupp Industrials, enquanto a produção de aço e outros segmentos serão agregados em uma companhia batizada de ThyssenKrupp Materials.

A empresa informou que reduzirá o número de membros do conselho de administração das duas novas entidades e unirá certas funções centrais, de forma a simplificar o processo de decisão e permitir operações mais ágeis.

Na Thyssenkrupp Industrials, que abrigará divisões como elevadores, produtos automotivos e de equipamentos industriais, a empresa pretende centralizar algumas funções, como recrutamento e inovação.

O conglomerado pretende manter uma estrutura administrativa enxuta na Thyssenkrupp Materials, que abrigará divisões que não necessariamente possuem relações entre si, como materiais, produção de aço e sistemas marítimos.

“As divisões dentro da Thyssenkrupp Materials diferem muito em termos de necessidades”, informou a companhia, em nota. “Há poucas possibilidades de sinergias.”

A Thyssenkrupp estima que não deve apresentar um aumento substancial dos custos com o processo de cisão. As despesas gerais e administrativas combinadas das duas novas empresas devem ficar abaixo de 300 milhões de euros no ano fiscal de 2021, comparado com os 380 milhões de euros de 2018.

Tata Steel 

Em teleconferência após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre do ano fiscal de 2018/2019, o diretor-presidente da Thyssenkrupp, Guido Kerkhoff, afirmou que permanece confiante de que a joint venture com a Tata Steel na área de aço na Europa deve receber as aprovações finais até o final de junho.

Ele disse ainda que a operação não pode ser comparada com a tentativa da alemã Siemens e da francesa Alstom de combinarem suas operações na área de ferrovias, que não recebeu a aprovação da Comissão Europeia.

A declaração foi feita após surgirem rumores de que a proposta de combinar as operações europeias de aço com a Tata Steel poderiam não ser aprovadas pelas autoridades antitruste da União Europeia (UE).

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