Alta do minério e venda de ativo devem impulsionar CSN

TCNews

As ações da CSN subiam mais de 5% hoje após BTG Pactual e do Credit Suisse elevarem o preço-alvo do papel, justificando que há um cenário mais promissor para a desalavancagem do maior grupo diversificado de siderurgia do país.

Segundo relatórios dos dois bancos que circulavam na comunidade TC nesta segunda-feira, mesmo com o recente rali, a ação ainda tem espaço para altas no curto e médio prazo, principalmente na esteira dos eventos da tragédia de Brumadinho, numa mina da Vale, que fizeram os preços do minério de ferro disparar e devem ajudar a manter a oferta do produto pressionada por mais um tempo.

Para o BTG Pactual, a desalavancagem da companhia deve ganhar força nos próximos dias com a venda da participação da SWT, da Alemanha, que poderia render US$450 milhões para a empresa. Os analistas, que haviam mudado a recomendação do papel da CSN de neutro para compra em fevereiro, aumentaram o preço-alvo de papel de R$13 para R$18 pela velocidade com que a siderúrgica está angariando recursos para pagar dívidas.

Outro fator preponderante para a recuperação acelerada da companhia, segundo os analistas do Credit Suisse, em relatório assinado por Caio Ribeiro e Rafael Cunha, é o início da temporada de construções na China, que deve elevar os preços do ferro no mercado internacional, com possíveis altas de 25% na indústria automobilística nos próximos meses. O banco suíço elevou o preço-alvo de R$11 para R$15.

Perto das 14h00, CSN ON avançava negociava a R$14,47. A ação acumula alta de 63% desde o início do ano e de 73% nos últimos doze meses.