CSN dispara 6% após pedir prazo maior para vender ações da Usiminas

 TC News

As ações da CSN, maior grupo diversificado de siderurgia do país, lideram a alta do Ibovespa em termos percentuais, com investidores digerindo positivamente a possibilidade de prorrogação do prazo por parte do Cade para a siderúrgica vender ações da concorrente Usiminas.

Por trás da valorização, um operador sediado em São Paulo disse ao TC que há também a especulação de uma nova pré-venda de minério de ferro, o que ajuda a afastar os receios em torno do pedido do Ministério Público para bancar a mudança de famílias que temem a barragem de Congonhas, em Minas Gerais. A companhia confirmou que analisa possíveis contratos de venda antecipada, conhecidos como streaming, em teleconferência recente.

De acordo com notícia da Broadcast que circulava na comunidade TC nesta tarde, a CSN teria solicitado ao Cade a dilatação do prazo de cinco anos firmado em 2014 – que terminaria agora em abril – para vender ações da Usiminas. A CSN comprou ações da Usiminas em 2011 para obter um assento no conselho da concorrente – mas o Cade considerou a tentativa nociva para a concorrência.

Trata-se de mais um catalisador à CSN, que já acumula ganhos de 71% na B3 neste ano, beneficiada por um cenário mais promissor para a redução do endividamento, na esteira dos desdobramentos da tragédia da mina da Vale em Brumadinho, que elevaram os preços do minério de ferro.

Por volta de 13h00, os papéis ON da CSN operavam em alta de 6,92%, cotados a R$15,15, em seus maiores níveis desde junho de 2011. No mesmo instante, o índice Bovespa subia 0,23% a 98.053 pontos. Já as ações PNA da Usiminas operavam estáveis, a R$10,02.

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