Só dois clientes

Jornal do Commercio

JC Negócios

O problema de Suape é que as receitas de tarifas portuárias não estão crescendo há anos, assim como as de
arrendamento. No fundo, Suape sobrevive pela condição especial de dois clientes: Tecon e Petrobras.

Necessidades já

Mas existem necessidades de investimentos na área de porto público, como dragagem e obras
complementares aos sistemas de serviços típicos portuários, que ajudam nas operações e que, nos últimos
anos, tornaram-se urgentes.

Dono sem caixa

Como o governo de Pernambuco – que é o dono de Suape – não tem como bancar mais esses investimentos,
a ideia de identificar um parceiro estratégico (preferencialmente operador de portuários global), tornou-se a
única forma dele voltar a se tornar competitivo.

Sócio investidor
Mas isso quer dizer uma mudança de discurso – de deixar de colocar a questão de autonomia como bandeira
política contra a União e de aceitar que o porto tem que ser competitivo como porto. O resto virá por
consequência, se tiver um sócio forte.

Comments are closed.