Temer vira réu pela quarta vez; agora por lavagem em reforma de casa

Valor Econômico

O ex-presidente Michel Temer (MDB) se tornou réu em mais uma ação penal – a quarta
aberta contra ele – na Justiça Federal de São Paulo pelo suposto crime de lavagem de R$
1,6 milhões que envolveu a reforma da casa da filha dele, Maristela, em São Paulo,
segundo o Ministério Público Federal (MPF).
A acusação foi recebida pelo juiz Diego Paes Moreira, da 6ª Vara Federal de São Paulo.
Também responderão ao processo penal Maristela Temer, o coronel da reserva da PM
apontado como operador financeiro de Temer, João Baptista Lima Filho, e a mulher dele,
a arquiteta Maria Rita Fratezi. Eles também são acusados de lavagem de dinheiro.
De acordo com o MPF, valores destinados à reforma da casa de Maristela, em Pinheiros,
zona Oeste de São Paulo, decorreriam “de crimes contra a administração pública
praticados, em tese, por meio da empresa Argeplan Arquitetura e Engenharia Ltda., pelos
denunciados Michel Temer e João Baptista Lima Filho”.
Os investigadores afirmam que “Maria Rita Fratezi e Maristela de Toledo Temer Lulia,
entre os anos de 2013 e 2015, sob a orientação e comando dos denunciados Michel Temer
e João Baptista Lima Filho, teriam ocultado e dissimulado origem, natureza, disposição,
movimentação e propriedade de R$ 1,6 milhão provenientes de infrações penais,
convertendo-os em ativos ilícitos por meio do pagamento em espécie de serviços e bens
utilizados para a reforma do imóvel”.
Maria Rita era a responsável por gerenciar as obras de reforma e o dinheiro pago em
espécie, segundo o MPF. Segundo o juiz, “a denúncia é lastreada em indícios mínimos de
autoria e de materialidade da infração penal imputada aos acusados”.
O magistrado também determinou que os acusados sejam citados (oficialmente
notificados) no prazo de 10 dias para que suas defesas ofereçam resposta à acusação.
Temer já é réu em duas ações que tramitam na Justiça Federal do Rio de Janeiro e em
outra na Justiça Federal de Brasília. Os supostos crimes a ele atribuídos decorrem de um
esquema de desvios de recursos que teria atingindo estatais do setor elétrico. Temer é
acusado de ser líder de uma organização criminosa.

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