‘Correção da tabela do IR não faz sentido nesse momento’, diz Guedes

Poder 360

O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta 3ª feira (14.mai.2019) que não faria sentido corrigir a tabela do Imposto de Renda no momento em que o governo está empenhado em aprovar a reforma da Previdência para cortar gastos.

O ministro afirmou que a correção da tabela custaria de R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões.

“O presidente Jair Bolsonaro que falou que atualizaria tabela de IR pela inflação, eu não disse nada. Estamos no meio de uma batalha da Previdência, não adianta me distrair com outra tabela de IR”, afirmou durante audiência pública na CMO (Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização), do Congresso Nacional.

Guedes também disse que o sistema de deduções de gastos com saúde e educação pode ser revisto. De acordo com o ministro, o governo irá tratar do tema na discussão das desonerações e isenções que constará da proposta de reforma tributária.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes no último sábado (12.mai.2019), Bolsonaro afirmou que orientou a equipe econômica a corrigir a tabela “no mínimo” com a inflação.

“Hoje em dia, o Imposto de Renda é redutor de renda. Falei para o Paulo Guedes que, no mínimo, este ano temos que corrigir de acordo com a inflação a tabela para o ano que vem. E, se for possível, ampliar o limite de desconto com educação, saúde. Isso é orientação que eu dei para ele”, disse.

SEM PRAZO PARA ANÚNCIO DE MUDANÇAS

Em pronunciamento, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, disse nesta 3ª feira (14.mai) que o Ministério da Economia vai realizar estudos para comprovar ao presidente a possibilidade de reajustar a tabela do Imposto de Renda.

Rêgo Barros afirmou que o assunto está sendo tratado pelo presidente e o ministro Paulo Guedes. Segundo ele, não há 1 prazo para que a eventual mudança seja divulgada.

“Os detalhes técnicos precisarão ser, como é natural numa área tão sensível, estudados com profundidade para que não haja 1 impacto que venha a dificultar a nossa retomada de crescimento”, disse.