Indústria de Pernambuco produziu 2,4% a menos

Jornal do Commercio

Em Pernambuco, que nos últimos dois anos apresentou crescimento do PIB acima da média nacional, a discussão é se o Estado conseguirá escapar da tendência nacional de recessão. Para alguns especialistas, os indicadores econômicos do primeiro trimestre já apontam para uma desaceleração. Considerada o abre-alas para a estagnação econômica, a indústria pernambucana produziu menos no primeiro trimestre, com queda de 2,4%. “Não é possível afirmar se a recessão vai acontecer, mas a situação é preocupante também para Pernambuco. Em janeiro, a produção industrial caiu 5%, no mês seguinte cresceu 2,2% e em março voltou a ter resultado negativo (-4,4%), puxando para baixo o resultado do trimestre. O setor funciona como uma espécie de termômetro da crise, influenciando outros setores, como o de serviços”, analisa o Coordenador do Núcleo de Economia da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Cézar Andrade. Na queda da produção industrial, chama atenção o desempenho negativo o segmento de equipamentos de transportes, que reflete a performance do Polo Naval do Estado. Com o fim do pacote de encomendas da Petrobras e a perda da licitação de quatro corvetas para a Marinha pelo estaleiro Vard Promar, o ano começou com queda de 26,9% na produção. Os segmentos de alimentos (-10,6%) e têxtil também encolheram a produção neste início de ano. COMÉRCIO No comércio, a aposta é de que a reação da construção civil possa ter influência positiva sobre o varejo. No ano passado, o varejo restrito (sem incluir automóveis e construção) registrou queda de 0,8% e no acumulado até março, a retração já é de 2,6%. “De fato a recessão para o PIB nacional é a aposta que mais vem ganhando corpo nos últimos dias, refletindo o fraco desempenho da economia, com desaceleração do volume de vendas do varejo, do volume dos serviços e da produção. Pernambuco segue o mesmo movimento, mas para o Estado eu acredito que haverá uma desaceleração, mas o PIB ainda deverá fechar no positivo”, afirma o economista da Fecomércio, Rafael Ramos. 10,6% de queda foi registrada no setor de alimentos e, no Polo Naval, o Vard Promar amarga queda de 26,9% na produção 2,6% negativo é a retração medida no segmento de varejo restrito do Estado neste primeiro trimestre