Substituição no comando da Compesa

Diário de Pernambuco

Depois de muitas especulações sobre a permanência de Roberto Tavares na presidência da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), o governador Paulo Câmara (PSB) colocou um ponto final na polêmica ao indicar, ontem, a engenheira civil Manuela Marinho para o cargo. Na verdade, Tavares perdeu a queda de braço para o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), e o chefe da assessoria especial do governador, Antônio Figueira, que, segundo informações de bastidores, estavam se estranhando com o presidente da Compesa há algum tempo.
Tavares deixa a Compesa depois de passar oito anos no comando da companhia, onde estava desde janeiro de 2011. Ele, no entanto, começou a trabalhar na empresa em 2007, no primeiro governo de Eduardo Campos, na função de diretor de gestão. Tavares continuará atuando na equipe de Paulo, na condição de assessor especial do secretário estadual da Fazenda, Décio Padilha.
Já Manuela assume o cargo “com a missão de ampliar e consolidar o abastecimento de água e esgotamento sanitário no estado”, segundo informações do governo do estado. Um dos desafios dela será a conclusão da Adutora do Agreste, a principal obra hídrica em andamento em Pernambuco e que para ser concluída depende da liberação de recursos do governo federal.
A nova presidente da Compesa é pós-graduada em segurança do trabalho, coordenou o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) e foi secretária de Turismo e Lazer em 2018. Atualmente, comanda a área de transportes da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos. A engenheira, auditora fiscal da Secretaria da Fazenda da Paraíba, terá o nome submetido, próxima semana, ao Conselho de Administração da Compesa.