Geração eólica bate recorde

Jornal do Commercio

SÃO PAULO e BRASÍLIA – O Nordeste registrou novo recorde de geração média diária de energia eólica na última sexta-feira, 6, ao produzir 8.722 MW médios, volume que atendeu 87% da carga da região no dia, informou ontem o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O fator de capacidade das eólicas da região chegou a 74%.

Conforme o operador, o recorde decorreu da intensificação do sistema de alta pressão que atuou no litoral do estado da Bahia, o que proporcionou geração eólica mais elevada, principalmente, nos estados da Bahia, Piauí e Pernambuco.

O recorde anterior de geração média no Nordeste havia ocorrido em 26 de agosto, quando foram produzidos 8.650 MW médios. O País vive atualmente a “safra de ventos”, quando sazonalmente a produção de energia proveniente das usinas eólicas é maior. Anteriormente, especialistas da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) já haviam sinalizado que setembro seria um mês tão bom quanto agosto ou até melhor.

URÂNIO

Paralisada há cinco anos, a mineração de urânio será retomada no Brasil em 2020, afirmou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que trata o assunto como prioridade. Com o Orçamento da União apertado e sem espaço para investimentos, a alternativa será a viabilização de parcerias entre empresas privadas e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), estatal que produz para as Usinas de Angra 1 e Angra 2, da Eletronuclear.

Criada oficialmente em 1988, a INB era um braço da antiga Nuclebrás, fundada para cumprir o acordo nuclear Brasil-Alemanha. A empresa domina o ciclo do combustível nuclear, que inclui mineração, beneficiamento, enriquecimento e produção do combustível que abastece as usinas. A fábrica fica em Rezende (RJ), e as minas, em Caetité (BA). Há ainda um projeto de mineração a ser implantado em Santa Quitéria (CE). Mas, por causa de questões ambientais, há cinco anos o Brasil não extrai um grama de urânio, que tem sido importado, apesar de o País deter a sexta maior reserva do mundo.

Além dos problemas de licenciamento, a INB não consegue expandir sua unidade de produção de combustível por falta de dinheiro. “A INB não vende o combustível? Vende. A Eletronuclear paga? Paga. E o dinheiro vai para onde? Para o Tesouro, porque ela é uma estatal dependente, e não volta. Olha que ciclo perverso”, disse o ministro