Estaleiro Atlântico Sul tem pedido de recuperação judicial aprovado pela justiça

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O pedido de recuperação judicial do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e Consunav Rio Consultoria e Engenharia foi acatado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), na última sexta-feira, 07. Muitas vagas de emprego! Estaleiro Brasfels de Angra dos Reis começa chamar para realização de testes!

A decisão foi proferida de forma liminar pela juíza Ildete Veríssimo de Lima, da 1ª Vara Cível da Comarca de Ipojuca, cidade do Litoral Sul onde fica localizado o empreendimento.

A juíza determina, entre outras medidas, que sejam suspensas as ações e execuções movidas por credores contra o estaleiro, com condições como a apresentação mensal de contas demonstrativas do processo de recuperação judicial.

De acordo com o advogado do Grupo EAS, Gustavo Matos, a dívida acumulada é de R$ 1,3 bilhão, junto a diversos credores, sendo o maior deles o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que concentra R$ 1 bilhão.

A dívida do estaleiro segunto matos, vem principalmente, de financiamentos para funcionamento do estaleiro, fornecedores e de despesas com ex-funcionários.

Até 2018, o estaleiro Atlântico Sul injetava na economia de Pernambuco cerca de R$ 500 milhões, anualmente, com os salários dos funcionários. Além dos 3.500 trabalhadores, outros 18 mil empregos indiretos eram gerados.

Depois que construtoras e a Petrobras passaram a ser alvo de apurações e foram punidas por participar do esquema criminoso investigado pela operação Lava Jato, da Polícia Federal, as atividades do estaleiro Atlântico Sul são quase zero.

“Com a recuperação judicial, conseguimos que todas as ações contra o grupo sejam suspensas por 180 dias e, dentro desse prazo, temos 60 dias para apresentar um plano de recuperação, que será apresentado pelo grupo EAS ao universo de credores, de modo a podermos reestruturar o estaleiro, readequando ele a uma nova realidade de mercado”, declarou o advogado.

Apesar da situação financeira do estaleiro Atlântico Sul ser difícil, a empresa tem capacidade para receber novos pedidos.

“O estaleiro cumpriu com a entrega de todos os navios contratados, mas a realidade da indústria naval é de muita dificuldade. Havendo novos pedidos, o estaleiro se encontra apto a realizá-los, porque existe mão de obra qualificada preparada nesse período de funcionamento e, se houver necessidade, pode ser de imediato contratada”, declarou Matos

Atualmente, trabalham no estaleiro menos de 40 pessoas, de um universo que abrange cerca de 3 mil. Em seu pico, o EAS chegou a ter, aproximadamente, 7 mil trabalhadores.