Venda de aço plano por distribuidores cai 8% em fevereiro sobre um ano antes

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Distribuidores de aços planos do país tiveram queda de 8,1% nas vendas em fevereiro sobre o mesmo período do ano passado, para 284,6 mil toneladas, informou nesta quarta-feira a entidade que representa o setor, Inda.

Na comparação com janeiro, as vendas de fevereiro subiram 1,9%, segundo a entidade.

As compras de aço pelo setor subiram 27,9% na comparação anual em fevereiro e avançaram 3% frente a janeiro, para 306,2 mil toneladas.

Segundo o Inda, os estoques dos distribuidores, responsáveis por cerca de um terço das vendas das usinas siderúrgicas do país, encerraram fevereiro em 839,7 mil toneladas, um crescimento de 2,6% ante janeiro e volume equivalente a 3 meses de comercialização.

As importações de aço pelos distribuidores no mês passado desabaram 39% frente a janeiro e recuaram 31,2% na comparação anual, para 64,8 mil toneladas.

Apesar da crise desencadeada pelo coronavírus e seus impactos na indústria siderúrgica nacional, o Inda afirmou que espera que as compras e vendas de aço pelos distribuidores em março fiquem estáveis na comparação com fevereiro.

Consumo de aço deverá ficar estável este ano, projeta Inda
“Se for igual ao do ano passado, será até bom”, diz presidente da entidade, que vê provável queda a partir de abril em função da epidemia do novo coronavírus

O presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, disse que o consumo aparente de aço neste ano deverá ficar estável. Isso porque, segundo ele, o primeiro semestre já foi comprometido com a parada da economia em função da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

“Vínhamos em um bom ritmo em janeiro e fevereiro e até meados de março. Quando começaram as medidas de contenção do novo coronavírus, as compras deram uma parada. Em março, estimamos que será estável, mas abril com toda certeza terá uma queda. Com isso, se o consumo de aço for igual ao do ano passado, será até bom”, afirmou Loureiro. Segundo ele, a retomada no segundo semestre vai depender da capacidade de recuperação do setor industrial brasileiro.

“As montadoras todas pararam e com isso as autopeças também devem paralisar as operações.” Essa parada em vários clientes deve afetar até mesmo os reajustes previstos para abril. As siderúrgicas já preparavam aumentos de preços para o próximo mês. “Os aumentos que as siderúrgicas deram em março foram implementados, mas os reajustes de abril são uma incógnita. Não tem demanda para esse movimento”, disse Loureiro.


Com agências de notícias.