Reformas vão alavancar a economia e gerar empregos

Agência Senado

O senador Elmano Férrer (Podemos-PI) defendeu, nesta quinta-feira (12) no Plenário, que o Parlamento vote urgentemente as reformas estruturantes, como a previdenciária (PEC 6/2019) e a tributária (PEC 110/2019). Para o senador, essas medidas vão alavancar a economia, gerar empregos e dar mais oportunidades para a população.

Elmano Férrer disse que o país enfrenta grave recessão desde 2014, comprovada pelos expressivos números de desempregados e o empobrecimento dos brasileiros.

O senador disse ainda que o Poder Legislativo deve se dedicar às proposições que visam a melhorias para a sociedade, e votá-las. Para ele, o atual sistema previdenciário vem causando um desequilíbrio fiscal para estados, municípios e a própria União, que gastam mais do que arrecadam, contribuindo para um deficit nas contas públicas que cresce a cada ano. Defendeu também a modernização do sistema tributário nacional, que é caro, complexo e burocrático.

— O desequilíbrio fiscal vem asfixiando os investimentos em saúde, educação e segurança pública, causando enormes prejuízos ao país. O povo brasileiro, sofrendo com o desemprego e a falta de oportunidades, passou também a suportar a violência desenfreada que se espalhou por todos os cantos e recantos do Brasil, despertando o medo no coração da nossa gente — avaliou.

Aras diz que país precisa combater corrupção e destravar economia

Isto É

No seu quarto dia de visita a senadores, o subprocurador Augusto Aras, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a Procuradoria-Geral da República (PGR), disse nesta quinta-feira (12) que o Ministério Público Federal precisa estar comprometido não só questões de combate à corrupção, mas com a economia do país.

“Tenho apenas conversado com os senadores sobre o nosso pensamento acerca de um Ministério Público moderno, capaz de atender às grandes necessidades de um Brasil novo, que exige não somente combate à corrupção, mas também exige o destravamento da economia”, disse pouco antes de visitar o senador Alessandro Vieira ( Cidadania-SE).

Ontem (12), com a chegada oficial da indicação de Aras ao Senado, o líder do MDB na Casa, Eduardo Braga (MDB-AM), foi designado pela presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet (MDB-MS), como relator da matéria.

A expectativa é que no dia 25 de setembro o subprocurador seja sabatinado na CCJ. No mesmo dia, o nome de Augusto Aras deve ser submetido à aprovação do plenário do Senado. Tanto na CCJ, como no plenário, a votação é secreta.

Na última terça-feira (10), Augusto Aras foi convidado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) a participar da reunião de líderes da Casa. Na ocasião, ao sair do encontro, ele não respondeu a perguntas, disse apenas que as conversas com os senadores têm sido “proveitosas”, mas não respondeu a mais nenhuma pergunta.

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) também falou com a imprensa depois da reunião e disse que Aras “demonstra muito preparo e conhecimento”.

Caixa Econômica Federal inicia pagamento de FGTS na 6ª feira

Poder 360

Os primeiros a receber até R$ 500 por conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) terão os valores depositados amanhã (13.set.2009). A Caixa Econômica Federal iniciou o depósito automático para quem tem conta poupança no banco, seguindo calendário de mês de nascimento.

Quem nasceu em janeiro, fevereiro, março e abril recebe primeiro. Os próximos a ter acesso ao saque serão os nascidos em maio, junho, julho e agosto, em 17 de setembro. Em seguida, no dia 9 de outubro, recebem os nascidos em setembro, outubro, novembro e dezembro.

Segundo a Caixa, cerca de 33 milhões de trabalhadores receberão o crédito automático na conta poupança. Os clientes do banco que não quiserem retirar o dinheiro têm até 30 de abril de 2020 para informar a decisão em um dos canais divulgados pela Caixa: site, Internet Banking ou aplicativo no celular.

Para aqueles que não têm conta poupança na Caixa, aberta até 24 de julho de 2019, o calendário começa em 18 de outubro, para os nascidos em janeiro, e vai até 6 de março de 2020, para os nascidos em dezembro.

Confira calendário de pagamentos para quem não tem conta poupança na Caixa:

SAQUE IMEDIATO

A Medida Provisória (MP) nº 889/2019 autorizou essa nova modalidade de retirada de recursos do FGTS, chamada de Saque Imediato, válida somente esta vez. A MP permite que todos os trabalhadores, com contas ativas ou inativas do FGTS, possam sacar até R$ 500 de cada uma delas, limitado ao valor do saldo.

Por exemplo, se o trabalhador tiver duas contas – uma com saldo de R$ 120 e outra com saldo de R$ 1.000, poderá sacar o valor total da primeira (R$ 120) e R$ 500 da segunda. Assim, o total ficará em R$ 620.

Para saber os valores disponíveis para o saque, os canais de recebimento e as opções de crédito em conta, é só acessar o site da Caixa e informar número do CPF, do NIS (Número de Identificação Social), do PIS (Programa de Integração Social) ou do Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) e a data de aniversário.

Outra opção para acompanhar as informações sobre o FGTS é 1 aplicativo, criado pela Caixa, disponível para download nas lojas App Store e Google Play. Outras informações podem ser acessadas no site criado pelo banco ou pela central de informações: 0800 724 2019.

Para quem não tem conta poupança na Caixa, o saque de até R$ 100,00 por conta pode ser feito em lotéricas, usando o número do CPF e o documento de identificação. Já os saques de até R$ 500 podem ser feitos nas lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui, com apresentação do documento de identidade e Cartão do Cidadão com senha. Também é possível sacar nos terminais de autoatendimento (caixa eletrônico) da Caixa, utilizando o número do CPF, PIS, Pasep ou NIS e a senha do Cartão Cidadão (não é necessário ter o cartão físico). Quem não tem o Cartão Cidadão, deve procurar uma agência da Caixa.

PRAZO PARA O SAQUE

Os trabalhadores poderão sacar a partir do dia indicado no calendário para início do pagamento, conforme a data de seu aniversário, até 31 de março de 2020. Não haverá direito a essa modalidade de saque nos próximos anos. Caso o trabalhador não faça o saque até essa data, o valor retornará automaticamente para a conta do FGTS, sem prejuízo da rentabilidade do período.

SAQUE ANIVERSÁRIO

Outra modalidade criada pela MP nº 889/2019 é o Saque Aniversário, válida a partir do próximo ano. Os trabalhadores interessados em migrar para essa sistemática poderão comunicar a decisão à Caixa. O banco vai divulgar informações sobre como e onde optar por esse saque no dia 1º de outubro de 2019.

A decisão de migrar para essa modalidade não anula a multa de 40% em caso de demissão sem justa causa. No Saque Aniversário, o trabalhador demitido sem justa poderá sacar somente o valor da multa rescisória do FGTS. Os demais valores poderão ser retirados, em parcela, anualmente.

A modalidade não altera outras formas de retirada dos recursos: compra da casa própria e aposentadoria.

Quem fizer a mudança, só poderá retornar à modalidade anterior após dois anos da data da solicitação à Caixa. Caso o trabalhador não comunique o interesse no tipo de saque, a regra da rescisão será mantida.

Os trabalhadores com mais de uma conta ficarão sujeitos a somente uma sistemática de saque, ou seja, uma vez escolhida a modalidade Saque Aniversário todas as contas migram ao mesmo tempo.

Em 2020, as retiradas do Saque Aniversário ocorrerão em abril (para quem nasceu em janeiro e fevereiro), maio (para quem nasceu em março e abril) e junho (para quem nasceu em maio e junho). Para nascidos de julho a dezembro, o saque em 2020 ocorrerá a partir do mês de aniversário até o último dia útil dos dois meses seguintes. Exemplo: quem nasceu em agosto poderá retirar o dinheiro de agosto até o fim de outubro. A partir de 2021, todos os saques ocorrerão no mês de aniversário ou nos dois meses seguintes.

O valor do saque anual será equivalente a um percentual do saldo da conta, para todas as faixas, mais 1 valor fixo para contas a partir de R$ 500,01, conforme a tabela abaixo:

GARANTIA DE EMPRÉSTIMO

Quem migrar para o Saque Aniversário poderá antecipar os recursos do FGTS, numa operação similar à antecipação da restituição do Imposto de Renda. O saque anual será dado como garantia de empréstimos. As parcelas são descontadas diretamente da conta do FGTS no momento da transferência do recurso do Saque Aniversário.

DIVISÃO DE RESULTADOS DO FGTS

O FGTS continua rendendo 3% ao ano, mais a taxa referencial (TR). Já a divisão de resultados mudou com a edição da MP: em vez de receber 50% dos ganhos do FGTS, o trabalhador receberá 100% do resultado do fundo. Em 2017 e 2018 foram distribuídos 50% dos lucros do FGTS.

A distribuição do lucro será feita nos meses de agosto. No mesmo mês em 2019, o trabalhador que tinha conta com saldo em dezembro de 2018 recebeu o crédito da distribuição de 100% dos lucros do FGTS.

O QUE É O FGTS

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço foi criado em 1966 com o objetivo de proteger o trabalhador demitido sem justa causa, mediante a abertura de uma conta vinculada ao contrato de trabalho. A Caixa passou a ser o agente operador do fundo em 1990.

No início de cada mês, os empregadores depositam em contas administradas pela Caixa o valor correspondente a 8% do salário de cada funcionário. Tem direito ao FGTS todo trabalhador brasileiro com contrato de trabalho formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e também trabalhadores domésticos, rurais, temporários, intermitentes, avulsos, safreiros (operários rurais que trabalham apenas no período de colheita) e atletas profissionais.

Correios: TST determina que 70% dos funcionários mantenham atividades

Poder 360

O ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho) Mauricio Godinho Delgado determinou nesta 5ª feira (12.set.2019) que 70% dos empregados dos Correios mantenham as atividades da empresa durante a greve iniciada nesta semana. Pela decisão, o descumprimento acarretará na aplicação de multa de R$ 50 mil por dia aos sindicatos da categoria.

A decisão foi proferida em audiência de conciliação feita nesta tarde entre a empresa e os sindicatos que representam os trabalhadores. Na reunião, o ministro propôs o fim da greve. Em contrapartida, os Correios devem manter os termos do atual acordo coletivo de trabalho e o plano de saúde dos empregados até 2 de outubro, data do julgamento do dissídio coletivo pelo TST. A empresa aceitou a medida e os sindicatos levarão a proposta para votação nas assembleias locais.

De acordo com a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), os trabalhadores reivindicam reajuste salarial com reposição da inflação (3,25%) e não querem cortes de direitos conquistados.

Segundo a Fentect, mesmo com a mediação já iniciada no TST, referente ao processo de negociação do Acordo Coletivo 2019/2020, a empresa deixou de receber os representantes dos trabalhadores. Para a entidade, a empresa não dá prejuízo e não depende de financiamento público. Os empregados também são contra a eventual privatização dos Correios.

Em nota, os Correios afirmaram que aceitaram a proposta de encaminhamento do ministro “para minimizar os impactos da paralisação, inclusive a perda de clientes para a concorrência“. A empresa também declarou que espera chegar a 1 “entendimento razoável” para não comprometer suas finanças.

Vale destacar que, atualmente, as despesas com pessoal equivalem a 62% dos dispêndios anuais da empresa”, diz o comunicado.

SERVIÇOS

Segundo os Correios, devido à greve, 1 Plano de Continuidade de Negócios foi montado pela empresa e as postagens e entregas de correspondências e de encomendas Sedex e PAC continuam sendo realizadas em todos os municípios. Os serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje) estão suspensos temporariamente.

Obras de infraestrutura para nova rota comercial começam a transformar Porto Murtinho

Portos e Navios

Porto Murtinho e a fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai estão se transformando em um canteiro de obras que vão dotar a região em um arrojado sistema intermodal de transporte para escoamento da produção agropecuária, pelo Corredor Bioceânico, até os portos do Chile (Pacífico), e pela Hidrovia do Rio Paraguai, em direção à Argentina (Atlântico). Mais de R$ 650 milhões serão injetados no município em dois anos.

“Porto Murtinho será a nossa nova Paranaguá”, projeta Jaime Verruck, secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro). “O desenvolvimento da região é algo concreto, tem cronograma e está acontecendo, impulsionado pelos incentivos fiscais do Programa de Estímulo às Exportações e Importações, criado pelo governo em 2015, e pelos investimentos públicos para viabilizar a Rota Bioceânica.”

“Boom” atrai mídia chinesa

A capacidade de escoamento fluvial de commodities do município, hoje de 460 mil toneladas/ano, será ampliada para seis milhões de toneladas/ano a médio prazo, segundo cenário desenhado pelo Estado. “Mato Grosso do Sul será o novo hub logístico para a América do Sul”, afirma o governador Reinaldo Azambuja. “É fundamental essa expansão logística porque o Estado deve aumentar em mais 1,5 milhão de hectares a área plantada em 10 anos”.

A perspectiva de reduzir distâncias e custos de transporte, potencializando a produção regional nos mercados internacionais, com a construção da ponte sobre o Rio Paraguai, já desperta também interesses dos centros consumidores, como o asiático, principal mercado de Mato Grosso do Sul. O jornal econômico da China, The Economist Observer, enviou um jornalista ao Estado para reportar esse novo “boom” e um futuro de bons negócios.

Asfalto avança no Chaco

O Corredor Bioceânico vai reduzir em 17 dias o trajeto de viagem das commodities de Mato Grosso do Sul até o mercado asiático, embarcando nos portos do Chile, ao invés de usar os portos de Paranaguá (PR) ou de Santos (SP). O Paraguai lançou em julho a licitação do projeto executivo da ponte, que será iniciada em 2020 com conclusão em três anos, ao custo de R$ 290 milhões. A estrutura de 680m será instalada no km 1032 da Hidrovia do Rio Paraguai.

O vizinho país também cumpre o acordo para viabilizar a nova rota com o asfaltamento de 497 km da Rodovia do Chaco (Pantanal), de Carmelo Peralta a fronteira com a Argentina. O primeiro trecho, de 227 km, segue seu cronograma em duas frentes – Carmelo Peralta e Loma Plata -, com previsão de conclusão do primeiro lote em setembro, de 24 km. A obra executada pelo Consórcio Corredor Vial Oceânico (Queiróz Galvão e Ocho A) custará U$ 420 milhões.

Porto deve operar em março

Com a construção de três novos portos e a perspectiva de um quarto, de um grupo paranaense, mais de R$ 450 milhões serão injetados em Porto Murtinho, cidade distante 460 km de Campo Grande. Somando os investimentos do Estado e da União em infraestrutura, chega-se ao valor de R$ 650 milhões, além dos recursos ainda não estimados pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) para ampliar a pista da BR 267.

Dois grandes empreendimentos privados estão brotando no solo murtinhense. Um dos novos portos, o da FV Cereais, está com 60% de sua obra concluída e deverá antecipar a operação para março de 2020, prevista inicialmente para abril daquele ano, informou o engenheiro responsável Jairo Emanuel Rosso. O terminal para estacionamento de rodotrens, no km 679 da BR-267, deverá concluir a pavimentação do espaço para 400 veículos em quatro meses.

Estação de rodotrem terá hotel

Um dos maiores exportadores do Estado (1,2 milhão de toneladas/ano de soja e milho), a FV Cereais, com sede em Dourados, investe R$ 110 milhões no terminal, que terá capacidade para movimentar dois milhões de toneladas/ano de grãos e açúcar. O grupo também vai importar fertilizantes do Uruguai, de onde já embarcou uma carga experimental de duas mil toneladas em 2018, com valor 8% mais barato em relação ao custo de transporte via Porto de Paranaguá.

A construtora do porto trabalha em várias frentes com 70 operários e iniciou a montagem da estrutura do armazém graneleiro para 30 mil toneladas. Do outro lado da cidade, o grupo Mécari Distribuidora investe R$ 16 milhões na construção da estação para regular o fluxo de cargas para os terminais portuários, com previsão de dobrar a capacidade de veículos a médio prazo. A estrutura vai dispor de hotel com 120 leitos, minishopping e posto de combustível.

Entidades da mineração criam fórum para debater posicionamento do setor

Portal Fator

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) vai promover, bimestralmente, o Fórum de Entidades da Cadeia Produtiva da Mineração, que tem como objetivos intensificar a interação entre essas organizações, estabelecer posicionamentos na defesa de interesses sobre temas críticos, definir novas agendas e espaços de articulação integrada entre as entidades, e assegurar o alinhamento sobre propostas de novas políticas públicas.

O primeiro encontro foi realizado no dia 09 de setembro (segunda-feira), pouco antes da abertura da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram 2019), em Belo Horizonte (MG), com a presença do secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, do Ministério das Minas e Energia, Alexandre Vidigal de Oliveira, e outros 30 representantes da cadeia produtiva da mineração.

Representantes das entidades e empresas presentes ao Fórum manifestaram suas preocupações com os rumos do setor da mineração. Os pontos apresentados serão transformados em plano de ação para compor uma agenda da mineração. O próximo encontro será realizado no dia 8 de novembro de 2019, no escritório do IBRAM, em Brasília (DF).

O secretário Alexandre Vidigal ressaltou a importância do setor da mineração para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. “É fundamental impulsionar a mineração brasileira. Os números são relevantes e têm potencial para melhorar ainda mais”, disse o secretário. Para ele, o Brasil vive um novo momento, marcado pelo otimismo, e assegurou que há espaço para “fazer mais e melhor para o Brasil”.

Uma demonstração de interesse partilhado, segundo disse, é a decisão de implantar um escritório avançado da secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral para o Expominas (espaço onde se realiza a Exposibram). “É a primeira vez que isso ocorre. É uma demonstração do nosso interesse em promover a interação e o relacionamento com o segmento mineral”, observa.

O diretor-presidente do IBRAM, Flávio Penido, acredita que, por meio do Fórum, será possível promover maior integração e o fortalecimento do segmento. Ele disse que o IBRAM tem buscado uma atuação mais dinâmica. O Fórum, de acordo com Penido, é um anseio das empresas associadas, que buscam uma representação institucional que mantenha o segmento alinhado, sobretudo no momento que novas agendas públicas na mineração são demandadas.

O presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Wilson Brumer, lembrou que a entidade vem passando por reestruturação para apoiar a cadeia produtiva da mineração, setor que é formado por 9.400 mineradoras em todo o Brasil de diferentes portes. “O IBRAM será uma entidade para todos. Queremos fazer da mineração parte da política de desenvolvimento social e econômico do Brasil”.

Marli Chagas, diretora de Mercado da Associação Brasileira de Alumínio (ABAL), também presente ao Fórum, celebrou a iniciativa. “Temos que atuar na mesma direção, com os mesmos propósitos”, observou a executiva, lembrando que em passado recente o IBRAM desenvolvia iniciativa semelhante.

O presidente da Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção (Anepac), Fernando Valverde, saudou também a iniciativa, e se mostrou animado com a convergência de interesses. “Estamos passando por um momento delicado. É preciso somar esforços para mostrar à sociedade o compromisso que temos com o desenvolvimento do País.”

Exposibram 2019 — Considerada uma das maiores exposições de mineração da América Latina, a Exposibram reúne em 2019 centenas de empresários, representantes de organizações governamentais e privadas em um só lugar. O evento será realizado de 9 a 12 de setembro, em Belo Horizonte (MG), pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

A exposição contará com mais de 13 mil m² de estandes, nos quais estarão representadas as principais mineradoras com atuação global e grandes fornecedores de produtos e serviços. No espaço, serão apresentadas as principais tendências em tecnologia, equipamentos, softwares e outros produtos ligados à indústria mineral, além de dados sobre investimentos e gestão.

Realizado em paralelo à exposição, o Congresso Brasileiro de Mineração atrai a cada edição mais de mil participantes entre especialistas, pesquisadores, estudantes e representantes de empresas. A programação contará com palestras e debates sobre o contexto político e socioeconômico global, bem como as perspectivas dos negócios para as próximas décadas anunciadas pelas mineradoras.

Mercado de fundição cresce 16% em três anos e tem melhor desempenho desde 2015

Depois de um longo e difícil período com seguidas quedas, a indústria brasileira está retomando o seu crescimento. Ela começou o terceiro trimestre melhor do que o esperado e os consultores já fazem uma projeção de recuperação gradual nos próximos meses. Prova disso é o constante crescimento apresentado nos últimos três anos em que o setor cresceu 16% entre 2016 e 2019. O mercado de peças fundidas, de acordo com a Associação Brasileira de Fundição (ABIFA), por exemplo é puxado principalmente pela demanda da indústria automotiva, que no primeiro semestre ampliou em 2,8% a produção de veículos em comparação com o mesmo período do ano anterior, como aponta a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O índice de 6,9% de crescimento projetado para este ano pode até parecer pequeno, mas é muito comemorado pela ABIFA pelo afastamento gradativo de um período que não vai deixar saudades.

O crescimento sustentável que se verifica é sentido pelos números mais recentes do mercado. No acumulado de janeiro a junho de 2019, produziu 1.161.165 toneladas de peças fundidas, 4,2% a mais do que o mesmo período de 2018, quando registrou 1.115.134 toneladas. O Brasil tem capacidade de produzir, anualmente, 4 milhões de toneladas. Se mantida a produção estimada de 2.440 milhões de toneladas neste ano, o país se mantém entre os dez maiores mercados de fundição do mundo, que é encabeçado pela China que produziu em 2017 (49,4 milhões de toneladas, seguido pela Índia (12,06 milhões), Estados Unidos (9,67 milhões), Alemanha (5,48 milhões), Japão (5,4 milhões) Rússia (4,2 milhões), México (2,91 milhões), Coréia (2,54 milhões), Itália (2,24 milhões) e Brasil (2,22 milhões).Do que o país produz anualmente, cerca de 16,5% é destinado às exportações.

O setor de fundição é a base de toda a indústria e um dos principais termômetros da economia. De acordo com a ABIFA, o Brasil tem 1.170 empresas de fundição, onde 40% destas atuando na fundição de ferro, 21% alumínio e 14%, com aço. Outras 25% das companhias trabalham com metais não ferrosos, cobre, zinco e magnésio. Juntas, elas foram responsáveis por gerar uma receita de perto de US$ 8 bilhões em 2018.

Em 2019, é provável um faturamento por volta de US$ 9 bilhões. “E estamos muito confiantes em atingir a meta, pois a indústria automotiva, que representa mais de 54% das demandas do nosso setor, tem uma previsão otimista. De acordo com Anfavea é esperado crescimento de 9% na produção, com alta de 11,4% nas vendas no mercado interno”, explica Roberto João de Deus, diretor-executivo da ABIFA.

Geração de empregos – Outro índice que demonstra a retomada do setor é a geração de empregos que de 2016 para cá cresceu 11,6% no setor. Hoje, o mercado de fundição emprega cerca de 56 mil pessoas. Minas Gerais lidera o ranking com 16.794 postos de trabalho, seguido por Santa Catarina com 16.393 e São Paulo vem em terceiro lugar com 12.239.

18ª edição da FENAF – Para aproveitar essa retomada do mercado de fundição, a ABIFA promove em setembro a maior feira da América Latina do setor de fundição, a 18ª edição da FENAF – Feira Latino-Americana de Fundição – ocorre entre os dias 17 a 20 de setembro, em São Paulo. O evento reúne os maiores players do mercado e ainda conta com Congresso ABIFA de Fundição (CONAF) e um dia dedicado ao 9th BRICS International Foundry Forum em que os países participantes apresentam novas tecnologias de fundição e discutem soluções para os problemas que afetam o setor.

Serviço

Evento: 18ª Fenaf, 18º Conaf e 9th BRICS International Foundry Forum

Local: Pro Magno Centro de Eventos
Endereço: Avenida Professora Ida Kolb 513, em São Paulo (SP)
Data: 17 a 20 de setembro de 2019
Horário: das 08h30min às 20h

Mais informações: www.abifa.org.br

Bradesco BBI mantém Gerdau como preferida do setor, mas reduz alvos de siderúrgicas

TC News

A superoferta global de aço, unida à desaceleração das principais economias do mundo reduzindo demandas, levou o Bradesco BBI a reduzir os preços-alvo das siderúrgicas brasileiras, mas mantendo Gerdau como preferida.

Apesar de ver uma recuperação no consumo de aço no Brasil, principalmente pela melhora esperada de 4%-5% no setor de construção civil em 2020, ela será gradual, diz o relatório. Fatores como o agravamento da guerra comercial entre China e Estados Unidos, a alta produção do país asiático, um maior protecionismo das economias e a falta de ferramentas para contornar a desaceleração no cenário global irão atrasar esse processo.

O Bradesco BBI reduziu os preços-alvo das principais siderúrgicas do Brasil: Gerdau, de R$22 a R$18; Usiminas, de R$11 a R$9; CSN de R$17 a R$16; Ternium de US$19 a US$18. Todas tiveram rating neutro mantido, exceto por Gerdau.

Para o banco, a Gerdau, que teve rating mantido em outperform, já tem precificado um cenário adverso e é a preferida do setor. A diversificação global da companhia e exposição ao dólar são fatores positivos. A ação PN da companhia tem um desconto “desmerecido” nas estimativas, diz a nota liderada pelo analista Thiago Lofiego.

Nesta quarta-feira, Gerdau PN cai 1,91%. Usiminas PNA cai 0,6%. CSN ON cai 1,07%. Em Nova Iorque, a ADR da Ternium sobe 0,86%, a US$19,95.

O caminho para a produtividade tecnológica da Indústria 4.0

Indústria 4.0

Você já deve saber que o conceito de indústria 4.0 envolve novas tecnologias e modelo de negócios. O termo não se refere apenas a uma tecnologia específica, mas há uma base que reflete em várias mudanças que acontecem na indústria e tudo isso é capaz de fazer uma grande diferença na operação das empresas. A coleta de dados, por exemplo, permite melhorar todo o processo de produtividade, tornando-o mais prático e eficiente para os gestores e colaboradores. E, nesse mercado altamente competitivo, só sobrevive quem tem uma gestão da produção ágil e eficaz.

Apesar da corrida para transformação digital, um estudo encomendado pela TOTVS e realizado pela H2R Pesquisas Avançadas, chamado de IPT (Índice de Produtividade Tecnológica), mostrou que as empresas brasileiras estão pouco preparadas para a Indústria 4.0. De acordo com a pesquisa, as indústrias consultadas tiveram uma média 0,52 pontos (em uma escala de 0 a 1) demonstrando que o desafio está na utilização correta das ferramentas já implementadas.

Esse estudo nos faz concluir que, apesar das constantes mudanças do mercado e informações disponíveis, o Brasil ainda está muito aquém da quarta Revolução Industrial. Grande parte desse resultado se deve à falta de cultura dentro das empresas na transformação para o digital. A manufatura no Brasil precisa aumentar sua produtividade e avaliar o investimento correto para ter uma integração completa de todos os processos para efetivamente alcançar o melhor potencial das ferramentas tecnológicas.

O fato é que grande parte das empresas já possuem um ERP instalado, mas a questão está na forma como essa tecnologia é utilizada. Quando analisada a utilização dessas ferramentas – consideradas essenciais para a performance e o sucesso dos negócios -, o índice IPT revela que há uma alta adoção do ERP na área financeira, mas o uso da solução ainda é disperso para as demais áreas das empresas. Como exemplo, apenas 42% das indústrias consultadas têm a utilização do sistema completo instalado nas áreas de produção e de manutenção.

A matemática do ERP é simples. Ele serve para suprir algumas das necessidades da companhia, por meio de tecnologia que apoia o controle de processos de praticamente todas as áreas da empresa. Ou seja, a integração desses sistemas permite a troca de dados em tempo real, evitando ruídos e falhas na comunicação. O resultado disso? Com maior controle das máquinas, áreas e procedimentos é possível gerar uma alta redução de custos – e economia de insumos.

As possibilidades e oportunidades são inúmeras. A integração pode ser feita tanto no chão de fábrica, quanto verticalmente, cruzando os dados de backoffice, produção e manutenção. Compilando esse tipo de informação, os gestores possuem dados valiosos para melhorar a performance dos negócios e, assim, poder investir em novas tecnologias que garantirão a competitividade no mercado. Esse é o objetivo da manufatura avançada: revolucionar os negócios por meio de uma tecnologia de ponta, com fábricas conectadas e capazes de se autocontrolarem.

A grande ressalva aqui é a importância do treinamento dos funcionários. De nada adianta as empresas realizarem investimentos nas melhores tecnologias disponíveis sem ter cuidado com treinamento. Ele é crucial para que se tenha a percepção real do negócio e performance, além de alcançar todo potencial das tecnologias adotadas.

Os tomadores de decisões das empresas, precisam ter este olhar e preocupação, para que a digitalização realmente aconteça. Hoje ela ainda está longe de se tornar realidade.